segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Bebidas não alcoólicas. As categorias que mais crescem



O consumo de água de coco e mineral, isotônicos e chá pronto não para de crescer. Refrigerantes crescem menos, mas porque o mercado é mais maduro. Entenda o comportamento dessas categorias para acertar o mix.

O aumento do poder de compra da baixa renda e a preocupação das pessoas com uma vida saudável têm contribuído para a ascensão das bebidas não alcoólicas. O isotônico foi o campeão em 2009. Cresceu em volume no autosserviço, segundo Nielsen, nada menos de 19%. Logo em seguida estão chá pronto com 14% e água mineral com 10%. Bebida de soja aparece em quarto lugar, com 7%.

O mercado de refrigerantes, bem mais maduro, teve um crescimento menor: 5%. As vendas de não alcoólicos, portanto, estão aquecidas e, segundo varejistas ouvidos por SM, sem canibalização entre os diferentes segmentos. O consumidor, sobretudo das classes C e D, não está substituindo bebidas, mas aumentando a compra daquelas às quais tinha pouco ou nenhum acesso.
Para Thiago Bürgers, consultor de marketing da consultoria Integration, daqui para a frente o consumo de bebidas saudáveis deverá aumentar ainda mais, enquanto o de refrigerantes tenderá a permanecer estável. Segundo ele, com mais dinheiro no bolso a classe média baixa já consegue comprar produtos com maior valor agregado. “Como a mídia não fala em outra coisa que não seja alimentos livres de conservantes, gorduras, sódio e açúcares, o de sembolso se dirige para as versões mais saudáveis,” avalia.

Pesquisas recentes confirmam mudança de comportamento das classes C e D. O estudo Home Scan, da Nielsen, revela que os gastos com água de coco, entre as famílias com renda mensal de até R$ 1,5 mil, cresceram 22,3% no ano passado – desconsiderada a inflação. Isso significa que cerca de 800 mil novos lares passaram a consumir a categoria. O desembolso mensal também aumentou, passando de R$ 7 para R$ 8,50, na comparação com 2008.

Já o suco pronto para beber passou a ser consumido em 2009 por mais de 690 mil lares de classe média baixa, o que resultou num incremento de 28,3% nas vendas da categoria. Outro estudo da Nielsen aponta alta no percentual de lares com adolescentes que consomem água mineral, água de coco e suco pronto. O crescimento foi de 23%, 18% e 13%, respectivamente. O levantamento, feito em 8,7 mil domicílios de todo o País, entre os meses de janeiro e novembro do ano passado, compara as compras de acordo com a faixa etária dos filhos. Ele mostra ainda que os lares com jovens de 12 a 17 anos desembolsaram, em 2009, 55% a mais com chá pronto do que a média dos lares brasileiros.

PORTAL SM

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