O aumento da massa salarial e os novos hábitos adquiridos pelo consumidor brasileiro deverão contribuir para que o volume de vendas no varejo brasileiro suba entre 10% e 11% este ano. A avaliação é de Luiz Góes, sócio sênior da GS & MD - Gouvêa de Souza, consultoria especializada em varejo e distribuição.
O executivo lembrou que a massa salarial em junho subiu 6,9% em comparação com junho do ano passado. Neste sentido, o volume de vendas até o fim do ano deve ser impulsionado por setores como hiper e supermercados, móveis e eletrodomésticos, material para escritório, informática e comunicação.
Hoje, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados das vendas do comércio de junho, que mostraram uma alta de 1% no volume de vendas entre maio e junho e um crescimento de 11,3% na comparação com junho do ano passado. No primeiro semestre, o volume de vendas subiu 11,5%.
"Certamente os supermercados continuarão fortes devido à massa salarial. As classes emergentes estão indo aos mercados e aumentando a cesta de consumo", disse Góes.
O analista vê ainda boas possibilidades de crescimento no material de construção e no setor farmacêutico, também em função do aumento da renda.
"O setor de artigos farmacêuticos e perfumaria também deverá continuar crescendo a dois dígitos", frisou Góes, lembrando que em junho o volume de vendas do setor subiu 10,3% frente a junho do ano passado, com crescimento de 12,2% no primeiro semestre.
O sócio da GS & MD - Gouvêa de Souza disse ainda que a queda de 9,5% nas vendas de automóveis não mostram uma inflexão tão grande na tendência como sugere o resultado de junho. Góes lembrou que no ano passado a venda de automóveis teve crescimento expressivo em decorrência do incentivo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
"O resultado de junho acontece em cima de uma base bastante alta. O comércio de veículos se acomoda em um patamar muito elevado", ponderou Góes, para quem o resultado sazonal das vendas de material de construção também não deverá se repetir nas próximas pesquisas.
Para o analista, a queda de 3,1% em relação a maio pode ter sofrido uma influência da Copa do Mundo, com parte dos consumidores destinando recursos para as compras de eletroeletrônicos. "Certamente a construção civil não passa por um período de inflexão", afirmou.
Fonte: Valor Online
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Consultoria prevê alta de até 11% nas vendas do comércio em 2010
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