quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mercado globalizado não tira força das marcas regionais

As marcas regionais brasileiras têm conseguido se manter em destaque na preferência do consumidor, apesar de serem assediadas e ameaçadas pela concorrência de multinacionais. De acordo com estudo divulgado hoje pelo Grupo Troiano de Branding, uma das vantagens das marcas regionais é a logística, que permite maior velocidade de entrega nas regiões em que atuam e consequente redução de custos. Também contribui para seu sucesso o fato de preservarem características que remetem à cultura local e o valor de integração que as acompanha.

O estudo feito pelo Grupo Troiano é na verdade um mapeamento no qual cinco quesitos foram analisados com relação à impressão que o consumidor tem das marcas: desconhecimento, rejeição, familiaridade (quando o consumidor conhece, mas não tem opinião sobre a marca), preferência (o consumidor prefere aquela marca, ainda que nem sempre opte por ela) e idealização (quando ele só consome aquela marca).

Um exemplo bem sucedido revelado pela pesquisa vem de Minas Gerais. Trata-se da marca de biscoitos Aymoré, que obteve 20% de "idealização", enquanto a Bauducco teve 10% e a gigante Nestlé, 8%. Segundo o presidente do Grupo Troiano, Jaime Troiano, a ideia de identidade que essas marcas passam aos consumidores faz com que elas se destaquem. "O fato de a fábrica daquele produto estar na cidade ou no Estado do consumidor fortalece a proximidade e cria um laço forte com ele. As marcas regionais dão um sentido de integração ao consumidor", explica.

Outra conclusão da pesquisa é que as marcas regionais analisadas têm em comum o fato de estarem mais próximas do consumidor, passando a impressão de dedicação e atenção constantes.

O estudo
O levantamento foi feito em duas frentes. Numa delas, os pesquisadores acompanharam o dia a dia de cerca de 30 famílias para captar seus hábitos de consumo pelo período de um dia e meio. Na outra, 3 mil pessoas responderam a questionários via internet. As pesquisas foram feitas com consumidores de todos os níveis de renda, idade entre 25 e 65 anos e moradores dos Estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pernambuco.
Fonte: O Estado de S. Paulo

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