sexta-feira, 16 de julho de 2010

Casos Reais - Não julgue pelas aparências

Publicado em: 23/06/2010 09:20h / Por: Jairo Nunes



Resolvi comprar um carro. Comecei a escolher o modelo que mais me agradava pela internet e fui até a concessionária para vê-lo de perto. Estava super animado, pois iria conseguir comprar meu carro a vista.
Na ocasião, não estava muito bem vestido. Usava uma roupa mais velha e a minha calça tinha até um rasgo na perna.
Ao entrar na loja, o vendedor de cara me tratou com certo desdém. Primeiro, me olhou de cima a baixo, e percebi que quando disse que queria ver um modelo relativamente caro, ele desconfiou do meu interesse.
Quando notei, o vendedor tinha me deixado lá, sozinho, olhando o carro. Ele tinha voltado para a sua mesa e estava mexendo no computador.
Na hora, minha vontade foi de ir embora, mas como realmente estava decidido em levar o automóvel, tive outra idéia. Chamei o outro vendedor que estava ao lado da mesa dele e expliquei que tinha a intenção de levar o carro e que na maleta estava todo o dinheiro, porque iria fazer o pagamento à vista.
Rapidamente, o vendedor que fez pouco caso de mim na entrada levantou da mesa e disse para o outro que podia deixar com ele, que já estava me atendendo e que tinha saído para me deixar mais a vontade na hora de ver os modelos.
Na hora, fiquei furioso e respondi que não queria ser atendido por ele, porque ele havia feito pouco caso de mim. Contrariado, mas sem ter o que responder, ele voltou para a mesa. O outro vendedor foi super simpático e acabei fechando negócio com ele.
Análise do atendimento
Para atender bem, é fundamental não fazer qualquer tipo de distinção entre os clientes. Muitas vezes, alguns consumidores entram na loja e usam a famosa frase “só estou dando uma olhada” e realmente acabam não comprando nada.
Mas é importante saber que a qualidade no atendimento (esclarecendo todas as dúvidas do cliente e dando dicas sinceras pode transformar uma intenção de compra em um grande negócio.
Neste caso, além de desmerecer o cliente, o vendedor ainda fingiu que estava dando atenção a ele. Como resultado, nada mais justo do que perder a venda para seu colega de trabalho, que demonstrou mais competência.

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