quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Consumidores reduzem pela metade tempo gasto em compras

Hoje, eles fazem visitas mais frequentes e levam em média 30 minutos para fazer suas compras em supermercados, enquanto em 1998 gastavam uma hora. A falta de tempo, o trânsito difícil e a busca por maior comodidade são os principais fatores que levaram a essa mudança de hábito. Essa é a conclusão do estudo "Comportamento do Consumidor em Super e Hipermercados", que foi divulgado hoje cedo pelo Popai Brasil, associação para o desenvolvimento do marketing nos pontos de venda.
O que também diminuiu foi a média de itens comprados a cada visita ao supermercado. De 44, em 1998, passou para 23, em 2004, e caiu para oito, em 2010. Ana Caroline Fernandes, pesquisadora do Provar (Programa de Administração do Varejo), explica que isso leva as empresas a investir em unidades mais enxutas, nas quais a menor dispersão dos produtos permite economizar tempo.
O estudo também revela que o consumidor brasileiro ainda prefere ir a lojas mais próximas de casa para fazer compras menores e mais frequentes. Um dos motivos para isso é que a inflação controlada desobriga a comprar grande quantidade de produtos para se proteger da disparada dos preços, como era comum até o início dos anos 1990. "O consumidor privilegia os mercados próximos para comprar produtos perecíveis. Os demais são adquiridos mensalmente em lojas mais distantes e baratas", diz Ana.
Entre os 1.860 entrevistados pelo Popai em 62 lojas de sete Estados (SP, RJ, RS, PR, PE, BA e MG), 24% disseram que compram no local mais próximo de casa. Esse percentual era de 22% em 2004. Os que consomem em locais não muito distantes ainda são maioria (51%), mas a proporção diminuiu em relação a seis anos antes (55%). O percentual daqueles que se deslocam para longe ou muito longe subiu de 23% em 2004 para 25% em 2010.
A pesquisa ainda mostra que a alta da renda das classes C e D provocou o aumento do grupo que paga em dinheiro (58% em 2010, ante 45% em 2004). Hoje, também há uma maior frequência de homens nos mercados (32% ante 23%). Segundo o presidente do Popai, Chan Wook Min, o aumento dos divórcios e as mudanças na divisão de tarefas domésticas explicam isso.
Fonte: Folha de S. Paulo

Nenhum comentário:

Postar um comentário