terça-feira, 5 de outubro de 2010

Classe C está otimista e quer consumir, diz Ibope

A classe C - que já representa pouco mais da metade da população brasileira - está mais otimista e propensa ao consumo. Em sua maioria, essa camada social intermediária é formada por jovens, afrodescendentes e têm renda familiar entre R$ 600 e R$ 2,099 mil, apontou um estudo do Ibope destinado a mapear o perfil desses consumidores.

Segundo o instituto, que divulgou hoje apenas uma parcial do levantamento, a classe C, em geral, prefere comprar em lojas de ruas, ao invés de shopping centers e está pouco disposta a se endividar.

'O ambiente de rua é onde ela se ente mais à vontade, onde há maior identificação', comentou Dora Câmara, diretora comercial do instituto e responsável pela pesquisa, finalizada em janeiro deste ano, após 20 mil entrevistas nas principais regiões metropolitanas do país. No total, cada entrevistado teve que responder a cerca de mil questões.

Para metade desses participantes, a situação econômica estava melhor do que há um ano, enquanto 84% mostraram otimismo quanto às perspectivas econômicas futuras. Na pesquisa anterior, feita em 2005, 40% diziam estar melhor do que no ano anterior e 74% estavam confiantes sobre o futuro.

O estudo ainda mostrou que 37% tinham a intenção de comprar um imóvel e 9,5 milhões de pessoas dessa classe pretendiam comprar um automóvel novo ou usado em um prazo de 12 meses.

Dentro da metodologia da pesquisa, Dora disse que os critérios para determinação de quem faz parte da classe C levaram em conta a posse de bens (como carro e eletrodomésticos) e não a renda.'No Brasil, existe a dificuldade de as pessoas declararem realmente o quanto ganham', justificou.

Entre essas pessoas, 29% dizem ser consumistas, mas a maioria - 61 % - não gosta de se endividar. Segundo o Ibope, 53% das pessoas que compõem a classe C têm cartão de pagamento, um avanço em relação ao percentual de 45% apurado em 2005. Por outro lado, uma parcela considerável - 39% - também diz não ter conhecimento sobre investimentos e aplicações financeiras.
Fonte: Valor Online

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