Um dos principais motivos é a inadimplência. Mais endividada e com os ganhos corroídos pela inflação, essa parcela da população começa a atrasar as prestações. Em maio, a inadimplência cresceu pelo quarto mês seguido, avançando 8,21% em relação ao mesmo mês de 2010. O maior volume de atrasos está nos financiamentos com prestações baixas: 75,74% dos inadimplentes no mês passado tinham prestações atrasadas de até R$ 250, sendo que aqueles com parcelas de até R$ 50 representavam 32,67% do total, um salto em relação aos 24,97% de calote nesses contratos em janeiro.
Apenas no Estado do Rio de Janeiro, 15,7% dos entrevistados da classe C disseram ter alguma prestação atrasada (contra 12,1% de um ano antes) e 21,6% afirmaram que o orçamento familiar será deficitário após o pagamento das despesas, de acordo com o PEC (Perfil Econômico do Consumidor Brasileiro), da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo Christian Travassos, economista da instituição, nesses casos, a gordurinha do orçamento não foi suficiente para lidar com a alta da inflação e um forte acúmulo de consumo nos últimos anos. Esses consumidores assumiram compromissos além de sua capacidade de pagamento e agora vão reduzir as compras para conseguir pagar as dívidas.
Pesquisa realizada pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo), também de maio, mostra que o índice de confiança da classe C caiu 6,5% e chegou aos 144 pontos, próximo da média do País, de 143 pontos. Foi a segunda vez este ano que o indicador dessa classe de renda se aproxima da média nacional, fenômeno que não ocorreu em todo o ano passado. “A classe C foi a mais afetada pelas medidas do Banco Central para encarecer o crédito, justamente porque depende mais dos parcelamentos para poder comprar”, afirma Emílio Alfieri, economista da ACSP.
Atenta a todos esses sinais, a Fecomércio-SP já trabalha com a perspectiva de uma estagnação nas vendas no primeiro semestre em relação à primeira metade de 2010. Os dados da pesquisa conjuntural do comércio varejista na Região Metropolitana de São Paulo mostram um crescimento de apenas 0,1% no faturamento do varejo de janeiro a abril, comparado a igual período do ano passado.
A Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, divulgada na semana passada, registrou a primeira queda nas vendas em 11 meses. Outro fator que pesou nas contas foi o encarecimento dos alimentos, que consomem boa parte dos R$ 1,3 mil que ganha a classe C. Um levantamento da consultoria Kantar Worldpanel em 8,2 mil domicílios mostrou desaceleração no consumo de todas as camadas da população no primeiro trimestre, frente ao mesmo período do ano passado. Entre o público C, o consumo por unidade continua subindo, mas em ritmo menor: 3% de janeiro a março, ante taxa de 16% nos primeiros três meses de 2010.
Fonte: O Globo-RJ
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Gasto mínimo das classes C e D com cartão de débito ultrapassa R$ 40
O estudo, realizado pelo Instituto Ipsos, mostra ainda que o supermercado está entre os estabelecimentos nos quais estas classes econômicas utilizam o cartão de débito com maior frequência. A pesquisa foi feita sob encomenda para Mastercard, com o objetivo de conhecer o hábito financeiro e de consumo em geral das classes C e D.
De acordo com o levantamento, a despesa mínima destes consumidores com o cartão de débito é de cerca de R$ 47. Além do autosserviço, esta forma de pagamento também foi identificada como preferida no abastecimento de combustível, pagamento de prestações de crediário, em compras de vestuário e lazer.
De acordo com o levantamento, a despesa mínima destes consumidores com o cartão de débito é de cerca de R$ 47. Além do autosserviço, esta forma de pagamento também foi identificada como preferida no abastecimento de combustível, pagamento de prestações de crediário, em compras de vestuário e lazer.
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Famílias da classe C vão representar 41% da população em 2020
Junto com a classe B, elas vão formar o grupo responsável por mais de R$ 270 bilhões do poder de compra, de acordo com pesquisa da consultoria CDE, especializada no universo das classes C, D e E. Um dos motivos é o fato da classe estar crescendo. A estimativa da CDE é de que 28,7 milhões de famílias estejam inseridas nesse grupo em 2020. O aumento da distribuição de renda, de 28% para 34%, entre 2002 a 2008, também contibui para esse progresso da classe C.
O estudo também aponta o crescimento da capacidade de consumo da classe B, que mostrou evolução em todos os parâmetros. Na projeção para 2020, as famílias deste perfil passarão de 6,4 milhões para 9,1 milhões, devendo representar 13% do total.
Nos dados consolidados de 2002 a 2008, a classe B registrou crescimento de 1% tanto na massa como na distribuição de renda, que foram, respectivamente, de 22% e 12% do total.
Em relação às classes D e E, a pesquisa revela que, para 2020, o número de famílias pertencentes a esses grupos se manterá estável, respectivamente em 15,3 milhões e 11,7 milhões.
Já a massa de renda das classes D e E caiu 1% entre 2002 e 2008, representando 13% e 5% do total, respectivamente. “Mesmo com essa queda na renda e sem um crescimento absoluto na quantidade de famílias, as classes D e E representarão 39% das famílias em 10 anos, garantindo sua força de consumo”, observa Luciana.
Nessa projeção, até 2020, a classe A tende a uma pequena evolução do número de famílias, de 3,2 milhões em 2008 para 4,5 milhões, devendo representar 7% do universo de 69 milhões de famílias. Por outro lado, de 2002 a 2008, esse grupo manteve estável sua participação na distribuição de renda em 6% do total, e registrou queda de 3% na massa de renda, passando a representar 28% do total.
O estudo também aponta o crescimento da capacidade de consumo da classe B, que mostrou evolução em todos os parâmetros. Na projeção para 2020, as famílias deste perfil passarão de 6,4 milhões para 9,1 milhões, devendo representar 13% do total.
Nos dados consolidados de 2002 a 2008, a classe B registrou crescimento de 1% tanto na massa como na distribuição de renda, que foram, respectivamente, de 22% e 12% do total.
Em relação às classes D e E, a pesquisa revela que, para 2020, o número de famílias pertencentes a esses grupos se manterá estável, respectivamente em 15,3 milhões e 11,7 milhões.
Já a massa de renda das classes D e E caiu 1% entre 2002 e 2008, representando 13% e 5% do total, respectivamente. “Mesmo com essa queda na renda e sem um crescimento absoluto na quantidade de famílias, as classes D e E representarão 39% das famílias em 10 anos, garantindo sua força de consumo”, observa Luciana.
Nessa projeção, até 2020, a classe A tende a uma pequena evolução do número de famílias, de 3,2 milhões em 2008 para 4,5 milhões, devendo representar 7% do universo de 69 milhões de famílias. Por outro lado, de 2002 a 2008, esse grupo manteve estável sua participação na distribuição de renda em 6% do total, e registrou queda de 3% na massa de renda, passando a representar 28% do total.
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Até 2014, 60% dos brasileiros serão da classe C
Três em cada cinco brasileiros serão da classe C, grupo com renda familiar entre quatro e dez salários mínimos – a classificação muda conforme a metodologia –, até 2014. Essa nova classe média registra a maior expansão da pirâmide social brasileira. Enquanto isso, a classe A permanece estagnada e a B em crescimento moderado.
Segundo levantamento da consultoria Data Popular, além de maioria absoluta na população, o crescimento da classe C resultará na quase extinção da classe E. "Já ficou claro até aqui que as empresas que ignorarem a nova classe média não sobreviverão", reforça Renato Meirelles, diretor da Data Popular.
Hoje, a classe C movimenta R$ 881,2 bilhões por ano somando-se salários, benefícios e crédito. Entre 2003 e 2009, os rendimentos individuais do brasileiro cresceram, em média, 3,8% ao ano. No mesmo período, os mais pobres tiveram alta de renda duas vezes maior do que a média. As classes de menor poder aquisitivo também aumentaram o tempo de estudo em 5,19%, enquanto o número de anos dedicados à educação cresceu menos de 1% entre os mais ricos. Paralelamente, as horas de trabalho dos integrantes das classes C e D diminuíram, o que mostra que os brasileiros da base da pirâmide estão ganhando mais sem ampliar a carga horária de trabalho. Isso significa que o índice de emprego e a qualificação melhoraram.
Se a classe C recebeu nos últimos anos o reforço de mais de 30 milhões de consumidores, a classe B receberá, até o final de 2012, mais seis milhões de integrantes. Para o economista chefe da consultoria Ativa, o número reforça a percepção de que o País terá uma classe média mais refinada em termos de consumo. Segundo ele, o crescimento médio da renda fará com que, dentro de cinco anos, a classe C tenha o mesmo padrão de consumo da classe B de 2008.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Segundo levantamento da consultoria Data Popular, além de maioria absoluta na população, o crescimento da classe C resultará na quase extinção da classe E. "Já ficou claro até aqui que as empresas que ignorarem a nova classe média não sobreviverão", reforça Renato Meirelles, diretor da Data Popular.
Hoje, a classe C movimenta R$ 881,2 bilhões por ano somando-se salários, benefícios e crédito. Entre 2003 e 2009, os rendimentos individuais do brasileiro cresceram, em média, 3,8% ao ano. No mesmo período, os mais pobres tiveram alta de renda duas vezes maior do que a média. As classes de menor poder aquisitivo também aumentaram o tempo de estudo em 5,19%, enquanto o número de anos dedicados à educação cresceu menos de 1% entre os mais ricos. Paralelamente, as horas de trabalho dos integrantes das classes C e D diminuíram, o que mostra que os brasileiros da base da pirâmide estão ganhando mais sem ampliar a carga horária de trabalho. Isso significa que o índice de emprego e a qualificação melhoraram.
Se a classe C recebeu nos últimos anos o reforço de mais de 30 milhões de consumidores, a classe B receberá, até o final de 2012, mais seis milhões de integrantes. Para o economista chefe da consultoria Ativa, o número reforça a percepção de que o País terá uma classe média mais refinada em termos de consumo. Segundo ele, o crescimento médio da renda fará com que, dentro de cinco anos, a classe C tenha o mesmo padrão de consumo da classe B de 2008.
Fonte: O Estado de S. Paulo
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Empresas ainda têm preconceito em relação à classe C
É o que revela pesquisa do Instituto Data Popular. De acordo com o estudo, sete em cada dez empresas que atuam no mercado popular admitem existir algum tipo de preconceito ou resistência interna em suas organizações para atender o consumidor de baixa renda. Somente 20% dos profissionais consideram estar de fato preparados para fazer negócios em um mercado que movimenta cerca de R$ 900 bilhões, se considerada somente a massa de renda dos brasileiros das classes C (com renda familiar de 3 a 10 salários mínimos) e D (de 1 a 3).
Entre as principais dificuldades para atingir o mercado em ascensão estão a falta de conhecimento e a comunicação inadequada. Segundo Renato Meirelles, sócio e diretor do instituto, o mundo corporativo não fala a mesma língua do consumidor popular. Não adianta apenas baixar o preço, diminuir a embalagem ou piorar a qualidade dos produtos.
Tanto é que para 69% dos entrevistados, os fornecedores de serviços de marketing entendem pouco ou nada sobre a baixa renda, o que dificulta a aproximação com esse público. "Ou você fala diretamente para esse público ou, ao assistir a uma propaganda, ele vai pensar: esse produto é bom para o meu patrão", diz Eduardo Aron, diretor de marketing da Kimberly-Clark, fabricante de produtos de higiene, ao relembrar erros e acertos para mostrar aos consumidores, principalmente da classe D, a fralda mágica da Turma da Mônica, lançada no ano passado.
O produto tem um cinto reutilizável, que reduziu o uso de matéria-prima em 25% e o preço para R$ 0,37 por unidade, quase um quarto a menos dos modelos mais baratos da própria empresa.
"Foi preciso remover bloqueios culturais e conceitos e até aprender a medir as vendas de uma outra forma, já que o atacadista vende no picadinho para pequenos comércios de regiões centrais e do interior", diz o executivo.
Desafios
O desafio para as multinacionais é entender, diz Aron, que as margens de lucro serão menores se comparadas às dos produtos vendidos a outros públicos. "A empresa erra porque "se breca" no lucro, mas esquece que vai ganhar na quantidade. Tem de haver uma mudança de cultura na cabeça dos gestores", afirma o diretor. A falta de humildade em querer aprender a lidar com a baixa renda também distancia parte das indústrias do consumidor. A dica é não "espantar" o novo consumidor da loja.
Só 38% adotam estratégia para atingir classe C
Apesar de 76% dos executivos concordarem que estratégias diferenciadas devem ser adotadas para lidar com os consumidores emergentes, somente 38% deles as adotam em suas companhias. "E, entre as empresas que usam práticas diferenciadas de venda, 65% percebem que os clientes populares são fiéis à marca", diz Meirelles, do Data Popular.
Para ele, o desafio também não está em somente entender e se aproximar desse mercado.
"As empresas que têm sucesso com o consumidor criaram canais específicos para se relacionar, distribuem seus produtos e serviços das mais variadas formas, são didáticas, usam referências próximas à realidade desse consumidor e adotam preços justos com aquilo que entregam", diz.
A Arcor, empresa de chocolates e doces, por exemplo, faz todo ano, em parceria com atacadistas, um café da manhã para camelôs. O objetivo, de acordo com Gabriel Porciani, diretor de marketing da companhia, é mostrar a relação favorável entre o custo e o benefício de seus produtos para aqueles que atuam em um dos canais de distribuição, que atende especificamente os consumidores populares.
No levantamento foram ouvidos 117 executivos, em cargos de comando, de cem empresas com faturamento anual a partir de R$ 100 milhões e que já oferecem produtos e serviços para a nova classe média.
Fonte: Folha de S. Paulo
Entre as principais dificuldades para atingir o mercado em ascensão estão a falta de conhecimento e a comunicação inadequada. Segundo Renato Meirelles, sócio e diretor do instituto, o mundo corporativo não fala a mesma língua do consumidor popular. Não adianta apenas baixar o preço, diminuir a embalagem ou piorar a qualidade dos produtos.
Tanto é que para 69% dos entrevistados, os fornecedores de serviços de marketing entendem pouco ou nada sobre a baixa renda, o que dificulta a aproximação com esse público. "Ou você fala diretamente para esse público ou, ao assistir a uma propaganda, ele vai pensar: esse produto é bom para o meu patrão", diz Eduardo Aron, diretor de marketing da Kimberly-Clark, fabricante de produtos de higiene, ao relembrar erros e acertos para mostrar aos consumidores, principalmente da classe D, a fralda mágica da Turma da Mônica, lançada no ano passado.
O produto tem um cinto reutilizável, que reduziu o uso de matéria-prima em 25% e o preço para R$ 0,37 por unidade, quase um quarto a menos dos modelos mais baratos da própria empresa.
"Foi preciso remover bloqueios culturais e conceitos e até aprender a medir as vendas de uma outra forma, já que o atacadista vende no picadinho para pequenos comércios de regiões centrais e do interior", diz o executivo.
Desafios
O desafio para as multinacionais é entender, diz Aron, que as margens de lucro serão menores se comparadas às dos produtos vendidos a outros públicos. "A empresa erra porque "se breca" no lucro, mas esquece que vai ganhar na quantidade. Tem de haver uma mudança de cultura na cabeça dos gestores", afirma o diretor. A falta de humildade em querer aprender a lidar com a baixa renda também distancia parte das indústrias do consumidor. A dica é não "espantar" o novo consumidor da loja.
Só 38% adotam estratégia para atingir classe C
Apesar de 76% dos executivos concordarem que estratégias diferenciadas devem ser adotadas para lidar com os consumidores emergentes, somente 38% deles as adotam em suas companhias. "E, entre as empresas que usam práticas diferenciadas de venda, 65% percebem que os clientes populares são fiéis à marca", diz Meirelles, do Data Popular.
Para ele, o desafio também não está em somente entender e se aproximar desse mercado.
"As empresas que têm sucesso com o consumidor criaram canais específicos para se relacionar, distribuem seus produtos e serviços das mais variadas formas, são didáticas, usam referências próximas à realidade desse consumidor e adotam preços justos com aquilo que entregam", diz.
A Arcor, empresa de chocolates e doces, por exemplo, faz todo ano, em parceria com atacadistas, um café da manhã para camelôs. O objetivo, de acordo com Gabriel Porciani, diretor de marketing da companhia, é mostrar a relação favorável entre o custo e o benefício de seus produtos para aqueles que atuam em um dos canais de distribuição, que atende especificamente os consumidores populares.
No levantamento foram ouvidos 117 executivos, em cargos de comando, de cem empresas com faturamento anual a partir de R$ 100 milhões e que já oferecem produtos e serviços para a nova classe média.
Fonte: Folha de S. Paulo
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Classe C já compra quase a metade dos eletrônicos
A nova classe C se tornou a principal consumidora de eletrônicos e eletrodomésticos durante o governo Lula e deve fechar o ano responsável por 45% das vendas, informa a reportagem de Mariana Sallowicz publicada na edição desta quarta-feira da Folha.
Em 2003, essa faixa tinha 27% das compras. Em contrapartida, o consumo das classes A e B caiu de 55% para 37%, mostra estudo do instituto Data Popular a partir de informações do IBGE.
Entre os bens de consumo da classe C, o microcomputador foi o que apresentou o maior crescimento nos dois mandatos de Lula. Passou de 13% dos lares, em 2002, para 52%, no ano passado.
A Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE apontou alta recorde de 11,1% de janeiro a outubro. Com um bom Natal no varejo, o ano deve terminar com avanço superior a 10%.
Na opinião da professora do Provar (Programa de Administração do Varejo) da FIA (Fundação Instituto de Administração), Elaine Brito, a classe D será a próxima a ascender fortemente e deverá ter uma evolução mais forte no consumo durante os próximos anos.
Fonte: Folha Online
Em 2003, essa faixa tinha 27% das compras. Em contrapartida, o consumo das classes A e B caiu de 55% para 37%, mostra estudo do instituto Data Popular a partir de informações do IBGE.
Entre os bens de consumo da classe C, o microcomputador foi o que apresentou o maior crescimento nos dois mandatos de Lula. Passou de 13% dos lares, em 2002, para 52%, no ano passado.
A Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE apontou alta recorde de 11,1% de janeiro a outubro. Com um bom Natal no varejo, o ano deve terminar com avanço superior a 10%.
Na opinião da professora do Provar (Programa de Administração do Varejo) da FIA (Fundação Instituto de Administração), Elaine Brito, a classe D será a próxima a ascender fortemente e deverá ter uma evolução mais forte no consumo durante os próximos anos.
Fonte: Folha Online
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Classe C impulsiona consumo de produtos piratas
O presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, acredita que a classe C, "que chega com toda força ao mercado de consumo", está impulsionando o aumento do consumo de produtos piratas no Brasil, mas o hábito se alastra por todas as classes sociais e faixas etárias. A instituição divulgou hoje pesquisa sobre a pirataria, mostrando que 70,2 milhões de pessoas consomem produtos piratas no Brasil, ou 13,8 milhões a mais do total que compravam esses produtos em 2006.
O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Rafael Favetti, concorda que "a migração de classes aumentou o consumo em geral no País, de produtos lícitos e ilícitos". Ele disse que há uma "visão romântica" no Brasil de que os que produzem e distribuem produtos piratas são "coitados sem emprego". Segundo ele, a realidade é diferente. "Quem faz e distribui pirataria, segundo todos os dados que temos de apreensões, mostram que quem faz e distribui esses produtos está ligado ao crime organizado", disse. Ele acredita que o combate passa pela fiscalização e repressão, mas também conscientização dos consumidores.
A parcela de consumidores da classe AB que consomem produtos piratas caiu nos últimos cinco anos, mas permanece elevada, segundo a pesquisa da Fecomércio-RJ. Enquanto em 2006 a pesquisa revelou que 53% dos consumidores dessa classe consumiam piratas, em 2010 o porcentual foi de 47%.
O economista da Fecomércio, João Gomes, disse que como a demanda da classe alta por esses produtos prossegue elevada, os produtores e distribuidores de piratas estão sofisticando mais os produtos para atender a essa fatia. Segundo ele, para todas as classes de renda o preço é apontado como fator predominante para o consumo de piratas.
Nas demais classes de renda, houve aumento no porcentual de consumidores que compram piratas entre 2006 e 2010, passando de 49% para 53% na classe C e de 32% para 39% na classe E. A avaliação da Fecomércio é que o aumento do rendimento para essas classes elevou o consumo de forma geral, inclusive de piratas.
Entre os produtos piratas consumidos, figuram de CD a cigarros. O porcentual de entrevistados na pesquisa da Fecomércio-RJ que compra CD pirata chegou a 79%, seguido de DVD (77%); óculos (7%); calçados, bolsas ou tênis (7%); relógios (5%); roupas (6%); brinquedos (3%) e cigarros (4%).
A pesquisa foi realizada em 1.000 domicílios, em 70 cidades, sendo nove regiões metropolitanas. Hoje a Fecomércio-RJ, no Estado do Rio de Janeiro, está lançando a campanha "Quem compra produto pirata paga com a vida". Segundo Diniz, o objetivo é esclarecer os consumidores sobre os riscos da pirataria as suas famílias.
Fonte: O Estado de São Paulo
O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Rafael Favetti, concorda que "a migração de classes aumentou o consumo em geral no País, de produtos lícitos e ilícitos". Ele disse que há uma "visão romântica" no Brasil de que os que produzem e distribuem produtos piratas são "coitados sem emprego". Segundo ele, a realidade é diferente. "Quem faz e distribui pirataria, segundo todos os dados que temos de apreensões, mostram que quem faz e distribui esses produtos está ligado ao crime organizado", disse. Ele acredita que o combate passa pela fiscalização e repressão, mas também conscientização dos consumidores.
A parcela de consumidores da classe AB que consomem produtos piratas caiu nos últimos cinco anos, mas permanece elevada, segundo a pesquisa da Fecomércio-RJ. Enquanto em 2006 a pesquisa revelou que 53% dos consumidores dessa classe consumiam piratas, em 2010 o porcentual foi de 47%.
O economista da Fecomércio, João Gomes, disse que como a demanda da classe alta por esses produtos prossegue elevada, os produtores e distribuidores de piratas estão sofisticando mais os produtos para atender a essa fatia. Segundo ele, para todas as classes de renda o preço é apontado como fator predominante para o consumo de piratas.
Nas demais classes de renda, houve aumento no porcentual de consumidores que compram piratas entre 2006 e 2010, passando de 49% para 53% na classe C e de 32% para 39% na classe E. A avaliação da Fecomércio é que o aumento do rendimento para essas classes elevou o consumo de forma geral, inclusive de piratas.
Entre os produtos piratas consumidos, figuram de CD a cigarros. O porcentual de entrevistados na pesquisa da Fecomércio-RJ que compra CD pirata chegou a 79%, seguido de DVD (77%); óculos (7%); calçados, bolsas ou tênis (7%); relógios (5%); roupas (6%); brinquedos (3%) e cigarros (4%).
A pesquisa foi realizada em 1.000 domicílios, em 70 cidades, sendo nove regiões metropolitanas. Hoje a Fecomércio-RJ, no Estado do Rio de Janeiro, está lançando a campanha "Quem compra produto pirata paga com a vida". Segundo Diniz, o objetivo é esclarecer os consumidores sobre os riscos da pirataria as suas famílias.
Fonte: O Estado de São Paulo
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Consumidores querem casa e carros
Uma pesquisa divulgada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio) apontou que 65,3% das famílias brasileiras acreditam que o momento financeiro é favorável para se gastar com bens duráveis.
Este dado mostra que houve um aumento de 2% no índice de otimismo dos consumidores, quando se compara com 2009. Isto representa que numa escala de pontuação, o otimismo com o consumo chegou a 139,7 pontos.
Este dado mostra que houve um aumento de 2% no índice de otimismo dos consumidores, quando se compara com 2009. Isto representa que numa escala de pontuação, o otimismo com o consumo chegou a 139,7 pontos.
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terça-feira, 23 de novembro de 2010
Classe C gasta até 70% a mais para comprar carro
A classe C, preferida do mercado de crédito brasileiro, já gasta até 70% a mais para bancar o automóvel. Levantamento feito pelo Data Popular aponta que o encarecimento dos veículos e a busca por modelos mais sofisticados são a causa da alteração. As classes A e B também elevaram prestações, respectivamente, em 51% e 65%.
Com aumento da renda e a garantia da manutenção do emprego, a classe C - que representa 60% da posse de carros no País - ampliou o valor médio das parcelas do financiamento de R$ 285 em 2003 para R$ 484 no ano passado. De olho nesse público, financeiras aumentaram em até 20% o valor ofertado para crédito.
"A pesquisa, não estima se é carro 0 km ou novo. São carros, mas na classe D são usados: os chevetões, o corsel. Já na classe C, metade tem carros com até cinco anos de uso e os demais automóveis com pouco mais de cinco", explica o presidente do Data Popular, Renato Meireles.
A classe E também aumentou o valor destinado às parcelas de financiamentos, porém em 132%. Em 2009, a média era de R$ 86 por prestação, enquanto em 2003 era R$ 37.
Manutenção
Além de ampliarem os valores do financiamento, essa camanda da população também expandiu os gastos médios com manutenção e seguro do veículo. O custo mensal com o automóvel é de cerca de R$ 657,50, inclunido 17,7% para bancar acessórios, 8,7% com documentação e seguros e 73,6% para custear o empréstimo.
"Eles não estão pensando só no financiamento. É uma compra planejada, que eles fazem, sem medo de errar. Atualmente, as taxas do mercado mostram que a inadimplência é baixíssima", aponta Meireles.
Ele avalia que, em curto prazo, os carros usados e seminovos voltarão a ocupar destaque na concessionárias. "Ele é a moeda de troca. A tendência é de que a Classe C vá trocando o carro por um melhor aos poucos, procurando garantia estendida, financiamento mais facilitado. E, enquanto isso, é o usado que será destaque", diz.
O professor do curso de economia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Radamés Barone, afirma que o mais importante é que o aquecimento deste mercado garante a manutenção da renda. "O risco é o que o aquecimento do consumo pode aumentar a taxa de juros, mas a tendência é que isso se mantenha em 2011."
Fonte: Diário do Grande ABC
Com aumento da renda e a garantia da manutenção do emprego, a classe C - que representa 60% da posse de carros no País - ampliou o valor médio das parcelas do financiamento de R$ 285 em 2003 para R$ 484 no ano passado. De olho nesse público, financeiras aumentaram em até 20% o valor ofertado para crédito.
"A pesquisa, não estima se é carro 0 km ou novo. São carros, mas na classe D são usados: os chevetões, o corsel. Já na classe C, metade tem carros com até cinco anos de uso e os demais automóveis com pouco mais de cinco", explica o presidente do Data Popular, Renato Meireles.
A classe E também aumentou o valor destinado às parcelas de financiamentos, porém em 132%. Em 2009, a média era de R$ 86 por prestação, enquanto em 2003 era R$ 37.
Manutenção
Além de ampliarem os valores do financiamento, essa camanda da população também expandiu os gastos médios com manutenção e seguro do veículo. O custo mensal com o automóvel é de cerca de R$ 657,50, inclunido 17,7% para bancar acessórios, 8,7% com documentação e seguros e 73,6% para custear o empréstimo.
"Eles não estão pensando só no financiamento. É uma compra planejada, que eles fazem, sem medo de errar. Atualmente, as taxas do mercado mostram que a inadimplência é baixíssima", aponta Meireles.
Ele avalia que, em curto prazo, os carros usados e seminovos voltarão a ocupar destaque na concessionárias. "Ele é a moeda de troca. A tendência é de que a Classe C vá trocando o carro por um melhor aos poucos, procurando garantia estendida, financiamento mais facilitado. E, enquanto isso, é o usado que será destaque", diz.
O professor do curso de economia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Radamés Barone, afirma que o mais importante é que o aquecimento deste mercado garante a manutenção da renda. "O risco é o que o aquecimento do consumo pode aumentar a taxa de juros, mas a tendência é que isso se mantenha em 2011."
Fonte: Diário do Grande ABC
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
Indústria e comércio tentam fisgar a classe média neste fim de ano
As empresas já estão a postos para satisfazer todas as necessidade da classe média neste fim de ano. Nas fábricas e no comércio, a ordem é fazer turno extra para não deixar faltar nada a um exército de 103 milhões de brasileiros que, ao longo de 2010, deverão gastar pelo menos R$ 580 bilhões. Nas contas dos especialistas, essa camada da população, classificada como classe C, já responde por mais da metade do faturamento de muitas companhias e tem garantido aumento de até sete vezes nos lucros em relação a 2009. Ávido por consumir, esse público não quer apenas quantidade. Quer produtos de boa qualidade a preços acessíveis.
A classe C representava 37% da população em 2003. Neste ano, pela primeira vez, passou a ser maioria no país. Segundo o Ministério da Fazenda, deverá chegar a 56% do total de brasileiros em 2014 em consequência, principalmente, do aumento do salário mínimo, da formalização do mercado de trabalho, do controle da inflação e do acesso ao crédito. São pessoas simples que conquistaram um lugar ao sol. “Há 10 anos, eu não tinha o que comer. Morei em um barraco de fundo que dividia com as galinhas”, conta a paraense Maria da Glória Sarmento Tavares, 43 anos, proprietária de espaçosa e confortável casa na Cidade Ocidental de Goiás. Tem carro novo na garagem, computador, TV a cabo e farta mobília, comprada em 12 vezes.
É a capacidade de consumo de pessoas como Maria da Glória que está provocando uma revolução nas empresas. Se antes o foco estava voltado para as classes A e B, que garantiam o crescimento dos negócios, hoje é população de renda média a responsável por saltos de dois dígitos no faturamento. Na multinacional Nestlé, enquanto as vendas para mais abastados avança a uma taxa próxima de 5% ao ano, entre os emergentes o crescimento é superior a 10%. Somente no ano passado, a classe média despejou R$ 1,3 bilhão nos cofres da companhia de alimentos.
Concentração
Para não perder o foco desse público, a Nestlé criou, há cinco anos, a diretoria de Regionalização e Base da Pirâmide, que trata só de ações específicas para tal camada da população. “Em julho deste ano, criamos o primeiro mercado flutuante do país, um barco que percorre 18 cidades da Região Norte e atende 800 mil pessoas”, conta Alexandre Costa, diretor da área. Segundo ele, a empresa barateou produtos como água mineral, iogurte e biscoito, antes proibitivos aos mais pobres, por meio de embalagens compactas.
Algumas companhias, porém, já nasceram com o objetivo de atender a esse público e os novos desejos de consumo, como trocar as viagens de ônibus pelas de avião. Foi o caso da Webjet, aberta em 2005. “Procuramos sempre ter os preços mais baixos em todas as rotas. E não são promoções temporárias”, garante Fábio Godinho, presidente da companhia.
De olho nesse filão, de 10 de dezembro em diante, a Webjet passará a atuar em novas rotas, com voos diários diretos dos aeroportos de Confins (MG), Porto Alegre e Brasília a partir de R$ 29, com pagamento à vista ou em até 36 parcelas. Na avaliação de Godinho, o processo de mobilidade social vivido pelo Brasil é irreversível.
Seduzidos pela tecnologia
Não só de produtos básicos vive a nova classe média, que tem maioria jovem e negra. Um povo que sofre menos de excesso de peso que os mais ricos e entre os quais 32% das mulheres são chefe de família, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os emergentes querem conforto e bem-estar. “Compro o que posso com o que ganho. Anoto tudo, para não estourar o orçamento. Ainda tenho prestações a pagar, mas tão logo elas acabem, vou comprar uma cama nova. Trabalho o dia todo. Tudo o que quero é conforto quando chego em casa”, afirma a babá Ceci da Costa Santana, 47 anos.
Ceci saiu do Tocantins aos 15 anos. Em Brasília, teve dois filhos e ganhou uma casa em Samambaia. Há cinco anos, aproveitou os juros mais baixos e os prazos mais longos de pagamento para fazer uma reforma. Mudou tudo: trocou cerâmica, pintou, ampliou e ainda construiu um cômodo separado para o filho, cuja mulher logo terá um neném. “Agora, quero relaxar vendo tevê”, brinca. Ela tem um serviço de canais de tevê por assinatura, telefone fixo e internet. Três produtos na mesma conta, criados pela Net — antes uma das campeãs em reclamações nos órgão de defesa do consumidor, mas que aprendeu que perderá cliente se não seguir os novos padrões.
Novidades
“Hoje, a Net tem programa de aperfeiçoamento de qualidade, atende a todos os clientes com serviço individualizado entre 12 e 24 horas”, diz Wanda Alves Pereira, diretora de Operações em Brasília. Segundo ela, só na capital federal, foram investidos R$ 24 milhões neste ano em expansão de cabos para chegar até a classe C. Mas outras empresas de tecnologia também adaptaram seus produtos ao público ávido por novidades.
Foi o caso da Positivo Informática, que simplificou toda a sua linha de mercadorias e se tornou líder no segmento de tecnologia educacional. Vendeu 521,8 mil computadores no terceiro trimestre de 2010, segundo maior volume da história da companhia. Entre janeiro e setembro, foram 1,4 milhão de unidades, mais 10,3% sobre o mesmo período de 2009. “Muitas coisas foram feitas para beneficiar o consumidor com pouca familiaridade com tecnologia. Nossos manuais são em linguagem acessível”, diz Adriana Flores, diretora de Desenvolvimento de Produto da empresa.
Desde 2007, a Positivo vem observando as mudanças vividas pela classe C e fez alterações em sua linha de produtos. “Foram mudanças simples, mas práticas. Pouca gente que comprava nossos produtos tinha carro e era difícil transportar o computador de ônibus. Colocamos, então, uma alça”, conta. Criaram-se também conteúdos específicos para a família, como receitas de culinária com ingredientes da cesta básica e um guia de profissões para estudantes. “Como hoje o notebook é o objeto mais cobiçado, o nosso já vem com 3D, os óculos e antivírus grátis por um ano”, complementa.
Mais do que luxo
Para atrair mais clientes da classe média, a Claro desenvolveu pacotes de serviços pré-pagos. Com base em pesquisa realizada no primeiro semestre deste ano, fez mudanças na mecânica de promoção e até na forma de comunicação com esse público. A Claro descobriu que os usuários de celular pré-pago têm vários chips e criou a campanha. “Queremos que nosso chip seja o primeiro na escolha desse cliente”, disse Patricia Kastrup, diretora de Marketing da operadora. Os telefones celulares não são porém, para uso pessoal. Transformaram-se em gêneros de primeira necessidade para quem trabalha duro e precisa, ao mesmo tempo, organizar a vida doméstica.
Carros, viagens e casa própria
Depois da casa própria e da educação dos filhos, a classe média almeja o carro novo e viajar pelo mundo. Estudos do Banco Santander comprovam que sete milhões de famílias não têm automóvel, mas poderiam comprá-lo. A parcela mensal necessária para financiar a compra caiu 25,77%, de R$ 799,82, em junho de 2003, para R$ 593,68, em agosto de 2010. A redução de R$ 206,14 decorreu da baixa das taxas de juros, que estão no menor patamar desde 1994, compensando o aumento dos preços dos veículos.
Gercina Ramos da Silva, 56 anos, depois de mais de 20 de trabalho em casas de família, comprou um carro, ano 2006, com entrada de R$ 4 mil e 60 prestações de R$ 684. Com carteira assinada e comprovante de residência, juntou a renda dela e do filho e decidiu que era a hora de se dar um presente. “É para isso que a gente trabalha. Como, agora, a situação melhorou e há maior facilidade para financiamento, criei coragem”, conta. Ela garante que a disposição para o consumo continua firme. “Quero tudo o que me dê conforto e esteja dentro do meu orçamento. Só não darei passos maiores do que a perna”, diz.
Não foi à toa que a montadora francesa Renault, que sempre atendeu às classes A e B, ampliou o seu leque e passou a produzir carros talhados para a classe C. Estudos realizados pela empresa constataram que é nesse público que reside a maior fatia para crescimento na demanda. As empresas que não se atentarem para isso estarão fadadas ao fracasso.
Essa visão é compartilhada pelo fabricantes de motocicletas. Tanto que a Moto Honda inaugurou uma nova fábrica com capacidade de produção de 500 mil unidades por ano, elevando o potencial de vendas para 2 milhões de unidades por ano. Segundo Roberto Akiyama, diretor comercial da Moto Honda Amazônia, o aumento da produção veio acompanhado de maior facilidade de pagamento. A empresa oferece financiamento de 12 a 72 meses nos modelos de até 150 cilindradas, que representam 90% do volume de vendas. “Além de ágil e econômica, a moto pode se tornar importante fonte de renda”, justifica Akiyama.
Hotéis comemoram
Mas não é só. A expansão do emprego e da renda tem deixado a população mais confortável para viajar e a taxa média de ocupação dos hotéis do país está em cerca de 70%. Os grandes grupos passaram a construir empreendimentos com quartos e serviços mais enxutos, que se encaixam no orçamento da nova classe média.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Álvaro Brito Bezerra de Mello, revela que, com o reforço da classe média — mais de 30 milhões de pessoas engrossaram esse contigente nos últimos cinco anos —, o setor vem crescendo a uma taxa média de 7% desde 2008. O executivo conta que o grupo Accor deve construir, nos próximos três anos, cinco hotéis somente no Rio de Janeiro, nos padrões duas e três estrelas. “As classes C e D são uma realidade. As pessoas estão empregadas e o dinheiro está circulando. Os hotéis em todo o país estão lotados”, assegura.
A crescente demanda por hospedagens menos luxuosas também chamou a atenção do Brazil Hospitality Group (BHG), que administra 5.704 quartos, em 32 edifícios. Segundo o diretor de Vendas e Marketing, André Lameiro, o grupo deve construir mais quatro mil quartos nos próximos anos, sem grandes mordomias, que se enquadram no orçamento da classe econômica.
Importados ganham força
Com a classe média ávida por consumir, os produtos importados estão ganhando relevância nas prateleiras dos supermercados. Nas contas dos empresários, com o dólar em baixa, carros, televisores, computadores, celulares, roupas e tênis já representam cerca de 30% da oferta no país. E as previsões são de que as importações aumentem. Na primeira semana de novembro, somaram US$ 694,0 milhões por dia, 15,3% acima do registrado no mesmo período de 2009 (US$ 602,1 milhões).
Trabalhadoras exigentes
A ascensão da classe média está provocando um movimento de leve sofisticação nos produtos colocados à venda. Segundo Andréa Beatriz, gerente-geral de Marketing das Lojas Marisa, trata-se de uma evolução, reflexo do maior poder de compra. Ela conta que, dos clientes da empresa, 85% são mulheres e, delas, a maioria da classe C. Para não ver esse público migrar para a concorrência, há três anos, a rede varejista investiu em moda, criou modelos diferentes e de qualidade superior, ampliou a oferta de crédito e os segmentos infanto-juvenil e masculino. O slogan “De Mulher para Mulher” virou uma febre e facilitou o contato com a nova e exigente trabalhadora. Até o fim do ano, serão inauguradas mais seis lojas Marisa Lingerie. Uma delas, em 20 de novembro, no Conjunto Nacional de Brasília.
Apesar de não compartilhar da euforia da maioria dos setores empresariais, que apostam tudo na demanda da classe média, o segmento de água mineral, até então um luxo para a maioria dos brasileiros, refaz as contas e projeta crescimento do consumo. Trata-se de um avanço e tanto, já que a produção ainda é maior do que a demanda. Ou seja, há sobras do produto.
Segundo Martin Ruette, diretor-geral da Água Mineral Lindoya, para permitir que um número maior de pessoas possa beber água mineral, o governo deveria dar um ajuda e reduzir os impostos do setor, que, nos últimos anos, passaram de 5% para 27%. A seu ver, a menor carga tributária permitirá a redução de preços e atrairá mais consumidores. O mercado de águas, ressalta ele, está pronto para atender uma explosão do consumo. Em 2002, haviam 170 fontes no país. Hoje, são 375.
Fonte: Correio Braziliense Online
A classe C representava 37% da população em 2003. Neste ano, pela primeira vez, passou a ser maioria no país. Segundo o Ministério da Fazenda, deverá chegar a 56% do total de brasileiros em 2014 em consequência, principalmente, do aumento do salário mínimo, da formalização do mercado de trabalho, do controle da inflação e do acesso ao crédito. São pessoas simples que conquistaram um lugar ao sol. “Há 10 anos, eu não tinha o que comer. Morei em um barraco de fundo que dividia com as galinhas”, conta a paraense Maria da Glória Sarmento Tavares, 43 anos, proprietária de espaçosa e confortável casa na Cidade Ocidental de Goiás. Tem carro novo na garagem, computador, TV a cabo e farta mobília, comprada em 12 vezes.
É a capacidade de consumo de pessoas como Maria da Glória que está provocando uma revolução nas empresas. Se antes o foco estava voltado para as classes A e B, que garantiam o crescimento dos negócios, hoje é população de renda média a responsável por saltos de dois dígitos no faturamento. Na multinacional Nestlé, enquanto as vendas para mais abastados avança a uma taxa próxima de 5% ao ano, entre os emergentes o crescimento é superior a 10%. Somente no ano passado, a classe média despejou R$ 1,3 bilhão nos cofres da companhia de alimentos.
Concentração
Para não perder o foco desse público, a Nestlé criou, há cinco anos, a diretoria de Regionalização e Base da Pirâmide, que trata só de ações específicas para tal camada da população. “Em julho deste ano, criamos o primeiro mercado flutuante do país, um barco que percorre 18 cidades da Região Norte e atende 800 mil pessoas”, conta Alexandre Costa, diretor da área. Segundo ele, a empresa barateou produtos como água mineral, iogurte e biscoito, antes proibitivos aos mais pobres, por meio de embalagens compactas.
Algumas companhias, porém, já nasceram com o objetivo de atender a esse público e os novos desejos de consumo, como trocar as viagens de ônibus pelas de avião. Foi o caso da Webjet, aberta em 2005. “Procuramos sempre ter os preços mais baixos em todas as rotas. E não são promoções temporárias”, garante Fábio Godinho, presidente da companhia.
De olho nesse filão, de 10 de dezembro em diante, a Webjet passará a atuar em novas rotas, com voos diários diretos dos aeroportos de Confins (MG), Porto Alegre e Brasília a partir de R$ 29, com pagamento à vista ou em até 36 parcelas. Na avaliação de Godinho, o processo de mobilidade social vivido pelo Brasil é irreversível.
Seduzidos pela tecnologia
Não só de produtos básicos vive a nova classe média, que tem maioria jovem e negra. Um povo que sofre menos de excesso de peso que os mais ricos e entre os quais 32% das mulheres são chefe de família, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os emergentes querem conforto e bem-estar. “Compro o que posso com o que ganho. Anoto tudo, para não estourar o orçamento. Ainda tenho prestações a pagar, mas tão logo elas acabem, vou comprar uma cama nova. Trabalho o dia todo. Tudo o que quero é conforto quando chego em casa”, afirma a babá Ceci da Costa Santana, 47 anos.
Ceci saiu do Tocantins aos 15 anos. Em Brasília, teve dois filhos e ganhou uma casa em Samambaia. Há cinco anos, aproveitou os juros mais baixos e os prazos mais longos de pagamento para fazer uma reforma. Mudou tudo: trocou cerâmica, pintou, ampliou e ainda construiu um cômodo separado para o filho, cuja mulher logo terá um neném. “Agora, quero relaxar vendo tevê”, brinca. Ela tem um serviço de canais de tevê por assinatura, telefone fixo e internet. Três produtos na mesma conta, criados pela Net — antes uma das campeãs em reclamações nos órgão de defesa do consumidor, mas que aprendeu que perderá cliente se não seguir os novos padrões.
Novidades
“Hoje, a Net tem programa de aperfeiçoamento de qualidade, atende a todos os clientes com serviço individualizado entre 12 e 24 horas”, diz Wanda Alves Pereira, diretora de Operações em Brasília. Segundo ela, só na capital federal, foram investidos R$ 24 milhões neste ano em expansão de cabos para chegar até a classe C. Mas outras empresas de tecnologia também adaptaram seus produtos ao público ávido por novidades.
Foi o caso da Positivo Informática, que simplificou toda a sua linha de mercadorias e se tornou líder no segmento de tecnologia educacional. Vendeu 521,8 mil computadores no terceiro trimestre de 2010, segundo maior volume da história da companhia. Entre janeiro e setembro, foram 1,4 milhão de unidades, mais 10,3% sobre o mesmo período de 2009. “Muitas coisas foram feitas para beneficiar o consumidor com pouca familiaridade com tecnologia. Nossos manuais são em linguagem acessível”, diz Adriana Flores, diretora de Desenvolvimento de Produto da empresa.
Desde 2007, a Positivo vem observando as mudanças vividas pela classe C e fez alterações em sua linha de produtos. “Foram mudanças simples, mas práticas. Pouca gente que comprava nossos produtos tinha carro e era difícil transportar o computador de ônibus. Colocamos, então, uma alça”, conta. Criaram-se também conteúdos específicos para a família, como receitas de culinária com ingredientes da cesta básica e um guia de profissões para estudantes. “Como hoje o notebook é o objeto mais cobiçado, o nosso já vem com 3D, os óculos e antivírus grátis por um ano”, complementa.
Mais do que luxo
Para atrair mais clientes da classe média, a Claro desenvolveu pacotes de serviços pré-pagos. Com base em pesquisa realizada no primeiro semestre deste ano, fez mudanças na mecânica de promoção e até na forma de comunicação com esse público. A Claro descobriu que os usuários de celular pré-pago têm vários chips e criou a campanha. “Queremos que nosso chip seja o primeiro na escolha desse cliente”, disse Patricia Kastrup, diretora de Marketing da operadora. Os telefones celulares não são porém, para uso pessoal. Transformaram-se em gêneros de primeira necessidade para quem trabalha duro e precisa, ao mesmo tempo, organizar a vida doméstica.
Carros, viagens e casa própria
Depois da casa própria e da educação dos filhos, a classe média almeja o carro novo e viajar pelo mundo. Estudos do Banco Santander comprovam que sete milhões de famílias não têm automóvel, mas poderiam comprá-lo. A parcela mensal necessária para financiar a compra caiu 25,77%, de R$ 799,82, em junho de 2003, para R$ 593,68, em agosto de 2010. A redução de R$ 206,14 decorreu da baixa das taxas de juros, que estão no menor patamar desde 1994, compensando o aumento dos preços dos veículos.
Gercina Ramos da Silva, 56 anos, depois de mais de 20 de trabalho em casas de família, comprou um carro, ano 2006, com entrada de R$ 4 mil e 60 prestações de R$ 684. Com carteira assinada e comprovante de residência, juntou a renda dela e do filho e decidiu que era a hora de se dar um presente. “É para isso que a gente trabalha. Como, agora, a situação melhorou e há maior facilidade para financiamento, criei coragem”, conta. Ela garante que a disposição para o consumo continua firme. “Quero tudo o que me dê conforto e esteja dentro do meu orçamento. Só não darei passos maiores do que a perna”, diz.
Não foi à toa que a montadora francesa Renault, que sempre atendeu às classes A e B, ampliou o seu leque e passou a produzir carros talhados para a classe C. Estudos realizados pela empresa constataram que é nesse público que reside a maior fatia para crescimento na demanda. As empresas que não se atentarem para isso estarão fadadas ao fracasso.
Essa visão é compartilhada pelo fabricantes de motocicletas. Tanto que a Moto Honda inaugurou uma nova fábrica com capacidade de produção de 500 mil unidades por ano, elevando o potencial de vendas para 2 milhões de unidades por ano. Segundo Roberto Akiyama, diretor comercial da Moto Honda Amazônia, o aumento da produção veio acompanhado de maior facilidade de pagamento. A empresa oferece financiamento de 12 a 72 meses nos modelos de até 150 cilindradas, que representam 90% do volume de vendas. “Além de ágil e econômica, a moto pode se tornar importante fonte de renda”, justifica Akiyama.
Hotéis comemoram
Mas não é só. A expansão do emprego e da renda tem deixado a população mais confortável para viajar e a taxa média de ocupação dos hotéis do país está em cerca de 70%. Os grandes grupos passaram a construir empreendimentos com quartos e serviços mais enxutos, que se encaixam no orçamento da nova classe média.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Álvaro Brito Bezerra de Mello, revela que, com o reforço da classe média — mais de 30 milhões de pessoas engrossaram esse contigente nos últimos cinco anos —, o setor vem crescendo a uma taxa média de 7% desde 2008. O executivo conta que o grupo Accor deve construir, nos próximos três anos, cinco hotéis somente no Rio de Janeiro, nos padrões duas e três estrelas. “As classes C e D são uma realidade. As pessoas estão empregadas e o dinheiro está circulando. Os hotéis em todo o país estão lotados”, assegura.
A crescente demanda por hospedagens menos luxuosas também chamou a atenção do Brazil Hospitality Group (BHG), que administra 5.704 quartos, em 32 edifícios. Segundo o diretor de Vendas e Marketing, André Lameiro, o grupo deve construir mais quatro mil quartos nos próximos anos, sem grandes mordomias, que se enquadram no orçamento da classe econômica.
Importados ganham força
Com a classe média ávida por consumir, os produtos importados estão ganhando relevância nas prateleiras dos supermercados. Nas contas dos empresários, com o dólar em baixa, carros, televisores, computadores, celulares, roupas e tênis já representam cerca de 30% da oferta no país. E as previsões são de que as importações aumentem. Na primeira semana de novembro, somaram US$ 694,0 milhões por dia, 15,3% acima do registrado no mesmo período de 2009 (US$ 602,1 milhões).
Trabalhadoras exigentes
A ascensão da classe média está provocando um movimento de leve sofisticação nos produtos colocados à venda. Segundo Andréa Beatriz, gerente-geral de Marketing das Lojas Marisa, trata-se de uma evolução, reflexo do maior poder de compra. Ela conta que, dos clientes da empresa, 85% são mulheres e, delas, a maioria da classe C. Para não ver esse público migrar para a concorrência, há três anos, a rede varejista investiu em moda, criou modelos diferentes e de qualidade superior, ampliou a oferta de crédito e os segmentos infanto-juvenil e masculino. O slogan “De Mulher para Mulher” virou uma febre e facilitou o contato com a nova e exigente trabalhadora. Até o fim do ano, serão inauguradas mais seis lojas Marisa Lingerie. Uma delas, em 20 de novembro, no Conjunto Nacional de Brasília.
Apesar de não compartilhar da euforia da maioria dos setores empresariais, que apostam tudo na demanda da classe média, o segmento de água mineral, até então um luxo para a maioria dos brasileiros, refaz as contas e projeta crescimento do consumo. Trata-se de um avanço e tanto, já que a produção ainda é maior do que a demanda. Ou seja, há sobras do produto.
Segundo Martin Ruette, diretor-geral da Água Mineral Lindoya, para permitir que um número maior de pessoas possa beber água mineral, o governo deveria dar um ajuda e reduzir os impostos do setor, que, nos últimos anos, passaram de 5% para 27%. A seu ver, a menor carga tributária permitirá a redução de preços e atrairá mais consumidores. O mercado de águas, ressalta ele, está pronto para atender uma explosão do consumo. Em 2002, haviam 170 fontes no país. Hoje, são 375.
Fonte: Correio Braziliense Online
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CLÁUDIO OLIVEIRA,
PROVAREJO,
varejo e cia
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Maioria da classe D quer presentear com roupas no Natal
O Natal da classe D vai ser repleto de compras e, na hora de presentear, o produto mais escolhido será uma peça de roupa, revelou o Data Popular nesta sexta-feira (12).
Com quase 60 milhões de pessoas, essa classe social terá R$ 381 milhões no bolso para gastar. “Este será o Natal do 'Eu posso'”, afirmou o sócio-diretor do Data Popular, Renato Meirelles.
Um total de 83% destas pessoas pretende comprar roupas para o Natal deste ano, a maior proporção encontrada na pesquisa.
Outros itens
A pesquisa mostra que 36% destes consumidores pretendem comprar um aparelho celular para o Natal 2010, enquanto 29% têm a intenção de adquirir um computador ou acessórios.
Intenção de compra
A classe D já responde por boa parte da intenção de compra total dos principais itens de consumo, como TV de plasma, computador e geladeira.
No caso dos televisores, ela responde por 19% da intenção de compra, ante 58% da classe C e 23% da AB. Em relação ao computador, a classe D representa 29% das intenções de compra, enquanto a classe C representa 57% e a AB, 14%.
Sobre as geladeiras, a intenção de compra da classe D é de 36%, contra 53% da classe C e 12% da AB.
Fonte: Info Money Pessoal
Com quase 60 milhões de pessoas, essa classe social terá R$ 381 milhões no bolso para gastar. “Este será o Natal do 'Eu posso'”, afirmou o sócio-diretor do Data Popular, Renato Meirelles.
Um total de 83% destas pessoas pretende comprar roupas para o Natal deste ano, a maior proporção encontrada na pesquisa.
Outros itens
A pesquisa mostra que 36% destes consumidores pretendem comprar um aparelho celular para o Natal 2010, enquanto 29% têm a intenção de adquirir um computador ou acessórios.
Intenção de compra
A classe D já responde por boa parte da intenção de compra total dos principais itens de consumo, como TV de plasma, computador e geladeira.
No caso dos televisores, ela responde por 19% da intenção de compra, ante 58% da classe C e 23% da AB. Em relação ao computador, a classe D representa 29% das intenções de compra, enquanto a classe C representa 57% e a AB, 14%.
Sobre as geladeiras, a intenção de compra da classe D é de 36%, contra 53% da classe C e 12% da AB.
Fonte: Info Money Pessoal
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Classes C e D respondem por 76% das vendas em supermercados
O dado foi apontado por um levantamento realizado pelo Instituto Data Popular divulgado ontem, terça-feira (09/11). Além de responder pela maioria dos consumidores do autosserviço, os emergentes também detêm 69% dos cartões de crédito. Outra característica mostrada pelo estudo é que 85% dos consumidores das classes C e D preferem comprar no próprio bairro onde residem.
De acordo com a pesquisa, esse público movimenta R$ 834 bilhões ao ano. Só os jovens gastam em torno de R$ 96 bilhões. Renato Meirelles, sócio-diretor do Instituto Data Popular, reforçou que a população de baixa renda tem preferido aplicar o dinheiro em itens com qualidade e preço intermediários.
"Se o mundo corporativo quiser uma fatia desse mercado, é fundamental que exercite a humildade de se colocar no lugar do outro e entenda que o novo consumidor fala uma língua muito diferente da língua falada pela elite”, afirma Meirelles.
Fonte: Terra
De acordo com a pesquisa, esse público movimenta R$ 834 bilhões ao ano. Só os jovens gastam em torno de R$ 96 bilhões. Renato Meirelles, sócio-diretor do Instituto Data Popular, reforçou que a população de baixa renda tem preferido aplicar o dinheiro em itens com qualidade e preço intermediários.
"Se o mundo corporativo quiser uma fatia desse mercado, é fundamental que exercite a humildade de se colocar no lugar do outro e entenda que o novo consumidor fala uma língua muito diferente da língua falada pela elite”, afirma Meirelles.
Fonte: Terra
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
71% dos ganhos das jovens de classe C é gasto com moda, diz pesquisa
As jovens da classe C brasileira são vaidosas e mais independentes do que mulheres na mesma idade em outras classes sociais, de acordo com um estudo feito pela consultoria Data Popular. Segundo dados da pesquisa, que será apresentada nesta terça-feira (9), 72% das jovens da classe C entre 18 e 24 anos já trabalham e 14% ainda ganham mesada. Do total, elas gastam 71% dos ganhos mensais em roupas e acessórios.
Entre as jovens das classes A e B, 63% estão no mercado de trabalho. Nas classes D e E, o percentual cai para 57%, de acordo com o levantamento. Quando o assunto é vaidade, 17% das jovens de classe C acham muito importante estar na moda, 28% assumem que são muito consumistas e 22% não estão nada satisfeitas com seu peso.
Mais de 15 milhões de mulheres têm entre 16 e 24 anos no Brasil, metade delas na classe C. Dessas, 5,5 milhões estão no mercado de trabalho, 2 milhões estão na faculdade ou já têm ensino superior e 36% têm como maior sonho os estudos e a formação profissional.
As mulheres da classe C tiveram participação expressiva no consumo de itens relacionados à aparência e no movimento dos salões de beleza. Nos últimos 15 dias, 25 milhões de mulheres passaram por um salão, segundo a pesquisa. Quase 15 milhões delas estão na classe média. No mesmo período, 14 milhões de mulheres fizeram um tratamento de cabelos, sendo 9 milhões da classe média.
Nos últimos 30 dias, 13,2 milhões de mulheres compraram bijuterias (7,4 milhões da classe C), 12,7 milhões compraram hidratantes ou creme para o corpo (7,1 milhões da classe C), 7,6 milhões compraram bolsas e acessórios (4,1 milhões da classe C) e 11,3 milhões compraram sapatos (6,4 milhões da classe C).
As mulheres da classe C também são mais de metade das consumidoras dos principais canais de compras: somam 50% das clientes de supermercados, 59% de shoppings, 51% de lojas de roupas e 51% de farmácias.
Mulheres e o dinheiro
A população feminina acima dos 18 anos soma 68,4 milhões de mulheres. De acordo com o levantamento, 91% fazem compras em supermercados, 26% costumam usar produtos que a mãe usava e 75% cozinham para a família.
Quase 13 milhões de mulheres declaram que são muito cuidadosas na hora de lidar com dinheiro – e metade dessas consumidoras está na classe C. Mas 11,4 milhões afirmam que não conseguem guardar nenhum dinheiro – e mais de 10 milhões delas estão nas classes emergentes.
Mais de 6 milhões de mulheres usam crédito porque não aguentam esperar para comprar à vista – e quase 90% dessas representam as classes C, D e E. Seja no shopping ou no supermercado, quando se fala em classe C, há 12 mulheres comprando para cada 10 homens.
Nas classes C e D, as mulheres são chefes em 29,4% e 39,6% das famílias – na classe A, são 19,6%. Enquanto na classe A 25% da renda vem da mulher, a participação feminina nos rendimentos chega a 41% na classe C.
Fonte: G1
Entre as jovens das classes A e B, 63% estão no mercado de trabalho. Nas classes D e E, o percentual cai para 57%, de acordo com o levantamento. Quando o assunto é vaidade, 17% das jovens de classe C acham muito importante estar na moda, 28% assumem que são muito consumistas e 22% não estão nada satisfeitas com seu peso.
Mais de 15 milhões de mulheres têm entre 16 e 24 anos no Brasil, metade delas na classe C. Dessas, 5,5 milhões estão no mercado de trabalho, 2 milhões estão na faculdade ou já têm ensino superior e 36% têm como maior sonho os estudos e a formação profissional.
As mulheres da classe C tiveram participação expressiva no consumo de itens relacionados à aparência e no movimento dos salões de beleza. Nos últimos 15 dias, 25 milhões de mulheres passaram por um salão, segundo a pesquisa. Quase 15 milhões delas estão na classe média. No mesmo período, 14 milhões de mulheres fizeram um tratamento de cabelos, sendo 9 milhões da classe média.
Nos últimos 30 dias, 13,2 milhões de mulheres compraram bijuterias (7,4 milhões da classe C), 12,7 milhões compraram hidratantes ou creme para o corpo (7,1 milhões da classe C), 7,6 milhões compraram bolsas e acessórios (4,1 milhões da classe C) e 11,3 milhões compraram sapatos (6,4 milhões da classe C).
As mulheres da classe C também são mais de metade das consumidoras dos principais canais de compras: somam 50% das clientes de supermercados, 59% de shoppings, 51% de lojas de roupas e 51% de farmácias.
Mulheres e o dinheiro
A população feminina acima dos 18 anos soma 68,4 milhões de mulheres. De acordo com o levantamento, 91% fazem compras em supermercados, 26% costumam usar produtos que a mãe usava e 75% cozinham para a família.
Quase 13 milhões de mulheres declaram que são muito cuidadosas na hora de lidar com dinheiro – e metade dessas consumidoras está na classe C. Mas 11,4 milhões afirmam que não conseguem guardar nenhum dinheiro – e mais de 10 milhões delas estão nas classes emergentes.
Mais de 6 milhões de mulheres usam crédito porque não aguentam esperar para comprar à vista – e quase 90% dessas representam as classes C, D e E. Seja no shopping ou no supermercado, quando se fala em classe C, há 12 mulheres comprando para cada 10 homens.
Nas classes C e D, as mulheres são chefes em 29,4% e 39,6% das famílias – na classe A, são 19,6%. Enquanto na classe A 25% da renda vem da mulher, a participação feminina nos rendimentos chega a 41% na classe C.
Fonte: G1
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
CLASSE C PREFERE VAREJO DE RUA EM VEZ DE SHOPPING
Se há a opção de comprar em lojas localizadas em shopping centers ou estabelecimentos ao ar livre, os consumidores que integram a nova classe média brasileira – a chamada classe C – optam pela segunda alternativa. É o que revela o estudo “Classe C Urbana do Brasil: Somos Iguais, Somos Diferentes”, realizado pelo Ibope e divulgado nesta terça-feira (05/10).
Cerca de 60% de quem integra a classe C1 e 53% da classe C2 compram na rua, enquanto os que compram em shopping somam 38% e 29%, respectivamente. Já na classe AB1, 74% vão a centros fechados enquanto 67% compram em varejo de rua.
Apesar de notar o crescimento de público em centros de compras próximos a estações de metrô, em regiões periféricas e em localidades onde impera o comércio popular, de acordo com o Ibope há fatores que justificam essa escolha.
“Eles preferem o varejo de rua porque se sentem mais à vontade, ou porque os shoppings geralmente cobram estacionamento, ou porque fica perto do ponto de ônibus ou da casa dele...”, explica Dora Câmara, diretora comercial do instituto de pesquisa. “Isso não significa que eles não frequentam os shoppings, até porque conforme a renda dessas pessoas aumenta, seus hábitos de consumo mudam”, complementa.
Os consumidores da classe C também não usam a internet para comprar com a mesma assiduidade das classes A e B. Apenas 9% dos pertencentes à classe C1 compram pela rede, enquanto na AB1 esse percentual sobe para 30%.
De acordo com Dora, isso ocorre por dois fatores: a rede ainda é vista pela maioria como meio de se relacionar (28% acessam sites como Orkut, entre outros); e, apesar de 53% terem cartão de crédito, eles ainda temem apresentar dados sigilosos no momento do pagamento.
O Ibope ouviu 20 mil indivíduos com idade entre 12 e 64 anos de nove regiões metropolitanas, além de cidades do interior das regiões Sul e Sudeste do Brasil, durante o ano de 2009. Cada entrevistado respondeu a mil perguntas. A pesquisa representa 32 milhões do total de quase 100 milhões de brasileiros que integram a chamada classe C.
É importante ressaltar, porém, que o levantamento segue critérios diferentes de classificação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), por exemplo. A FGV determina a classe de um indivíduo de acordo com sua faixa de renda familiar (classe C, neste caso, são as famílias que ganham de R$ 1.126,00 a R$ 4.854,00 ao mês). Já o Ibope segue a metodologia que leva em consideração a quantidade de bens que cada família possui (quantas TVs, geladeiras, banheiros, etc).
Seguindo esses critérios, a pesquisa concluiu que a classe C é composta em sua maioria por afrodescendentes (negros e mestiços), é mais consciente no ato da compra (65% planejam uma aquisição antes de efetuá-la) e é preocupada com o nome na praça (61% evitam contrair dívidas).
Também se importam com a aparência (72% considera importante estar atraente ao sexo oposto e, 64%, manter-se jovem), com responsabilidade social e voluntariado (apesar de não fazerem muito para mudar hábitos de consumo ou executar algum trabalho solidário).
“Um aspecto importante é a questão da autoestima: eles querem parecer bem sucedidos perante a sociedade”, nota Dora. Por isso, 9,5 milhões dos entrevistados pretendiam comprar um automóvel novo ou usado em 2010 e 19% disseram que queriam comprar um imóvel no mesmo período.
Cerca de 60% de quem integra a classe C1 e 53% da classe C2 compram na rua, enquanto os que compram em shopping somam 38% e 29%, respectivamente. Já na classe AB1, 74% vão a centros fechados enquanto 67% compram em varejo de rua.
Apesar de notar o crescimento de público em centros de compras próximos a estações de metrô, em regiões periféricas e em localidades onde impera o comércio popular, de acordo com o Ibope há fatores que justificam essa escolha.
“Eles preferem o varejo de rua porque se sentem mais à vontade, ou porque os shoppings geralmente cobram estacionamento, ou porque fica perto do ponto de ônibus ou da casa dele...”, explica Dora Câmara, diretora comercial do instituto de pesquisa. “Isso não significa que eles não frequentam os shoppings, até porque conforme a renda dessas pessoas aumenta, seus hábitos de consumo mudam”, complementa.
Os consumidores da classe C também não usam a internet para comprar com a mesma assiduidade das classes A e B. Apenas 9% dos pertencentes à classe C1 compram pela rede, enquanto na AB1 esse percentual sobe para 30%.
De acordo com Dora, isso ocorre por dois fatores: a rede ainda é vista pela maioria como meio de se relacionar (28% acessam sites como Orkut, entre outros); e, apesar de 53% terem cartão de crédito, eles ainda temem apresentar dados sigilosos no momento do pagamento.
O Ibope ouviu 20 mil indivíduos com idade entre 12 e 64 anos de nove regiões metropolitanas, além de cidades do interior das regiões Sul e Sudeste do Brasil, durante o ano de 2009. Cada entrevistado respondeu a mil perguntas. A pesquisa representa 32 milhões do total de quase 100 milhões de brasileiros que integram a chamada classe C.
É importante ressaltar, porém, que o levantamento segue critérios diferentes de classificação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), por exemplo. A FGV determina a classe de um indivíduo de acordo com sua faixa de renda familiar (classe C, neste caso, são as famílias que ganham de R$ 1.126,00 a R$ 4.854,00 ao mês). Já o Ibope segue a metodologia que leva em consideração a quantidade de bens que cada família possui (quantas TVs, geladeiras, banheiros, etc).
Seguindo esses critérios, a pesquisa concluiu que a classe C é composta em sua maioria por afrodescendentes (negros e mestiços), é mais consciente no ato da compra (65% planejam uma aquisição antes de efetuá-la) e é preocupada com o nome na praça (61% evitam contrair dívidas).
Também se importam com a aparência (72% considera importante estar atraente ao sexo oposto e, 64%, manter-se jovem), com responsabilidade social e voluntariado (apesar de não fazerem muito para mudar hábitos de consumo ou executar algum trabalho solidário).
“Um aspecto importante é a questão da autoestima: eles querem parecer bem sucedidos perante a sociedade”, nota Dora. Por isso, 9,5 milhões dos entrevistados pretendiam comprar um automóvel novo ou usado em 2010 e 19% disseram que queriam comprar um imóvel no mesmo período.
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
Classes D e E aumentam gasto com cartão de crédito
Os consumidores de baixa renda, que ainda usam pouco a modalidade, elevaram em 16% o valor médio da fatura entre junho de 2008 e do ano passado. O gasto médio passou a ser de R$ 383.
O aumento foi superior ao da classe C, que aumentou em 7% o valor médio da fatura, passando a gastar R$ 510. Na classe B, o incremento foi de 14%, para R$ 879. A única classe que registrou queda com os gastos no cartão de crédito foi a A, que diminuiu em 10% o valor médio da fatura, para R$ 1.620.
Os dados são da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços). A entidade mostrou que há um potencial maior de crescimento para o mercado de cartões nas classes D e E, pois a penetração é de apenas 15%.
Fonte: Infomoney
O aumento foi superior ao da classe C, que aumentou em 7% o valor médio da fatura, passando a gastar R$ 510. Na classe B, o incremento foi de 14%, para R$ 879. A única classe que registrou queda com os gastos no cartão de crédito foi a A, que diminuiu em 10% o valor médio da fatura, para R$ 1.620.
Os dados são da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços). A entidade mostrou que há um potencial maior de crescimento para o mercado de cartões nas classes D e E, pois a penetração é de apenas 15%.
Fonte: Infomoney
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Pesquisa mostra que 42% dos internautas pertencem à classe C
Trata-se de uma mudança significativa, já que, em 2009, a participação desse público era de apenas 29% do total. O estudo “The Stampede – Conheça a nova Classe Média Digital” será divulgado mundialmente hoje pela agência de marketing Razorfish em parceria com o portal Terra.
Outro dado da pesquisa é o grande potencial de consumo desses novos usuários: das 3,7 milhões de pessoas que pretendem comprar um computador em 2010, 57% ganham entre três e dez salários mínimos.
Fonte: Brasil Econômico
Outro dado da pesquisa é o grande potencial de consumo desses novos usuários: das 3,7 milhões de pessoas que pretendem comprar um computador em 2010, 57% ganham entre três e dez salários mínimos.
Fonte: Brasil Econômico
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'Radiografia' do PIB mostra avanço em 76 segmentos econômicos
O bom desempenho da economia na prévia do terceiro trimestre teve reflexos em todos os 99 segmentos de negócios avaliados pela Serasa Experian. Entre julho e agosto, nenhum tipo de comércio, indústria, agronegócio, serviços apresentou desempenho pior do que o registrado no mesmo período de 2009.
Em 76 segmentos analisados, os resultados superam os do período anterior, enquanto nos outros 23 houve estabilidade. O estudo reúne aproximadamente 700 indicadores econômicos de 99 setores, e é considerado uma espécie de radiografia dos resultados do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.
“Esses resultados indicam que o PIB do terceiro trimestre será robusto na comparação anual, porque a maioria dos setores tem desempenho melhor em relação ao ano anterior", afirma Marcos Abreu, gerente de Análise Setorial da Serasa Experian. Entre as razões, estão menor taxa de desemprego, aumento de renda da população e possibilidade de parcelamento nos pagamentos.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Em 76 segmentos analisados, os resultados superam os do período anterior, enquanto nos outros 23 houve estabilidade. O estudo reúne aproximadamente 700 indicadores econômicos de 99 setores, e é considerado uma espécie de radiografia dos resultados do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.
“Esses resultados indicam que o PIB do terceiro trimestre será robusto na comparação anual, porque a maioria dos setores tem desempenho melhor em relação ao ano anterior", afirma Marcos Abreu, gerente de Análise Setorial da Serasa Experian. Entre as razões, estão menor taxa de desemprego, aumento de renda da população e possibilidade de parcelamento nos pagamentos.
Fonte: O Estado de S. Paulo
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Classe C: menos correntistas e mais credora
De acordo com o instituto Ibope, em um período de quatro anos houve um decréscimo de 2% no número de pessoas da Classe C que possuem conta corrente. Ou seja, em 2005 o número de correntistas desta classe era de 49%, e em 2009 este número passou para 47%.
Enquanto isto houve um aumento significativo no número de pessoas da Classe C que possuem cartões de crédito de lojas e supermercados. Isto é, o número que antes era de 15% passou a 25% no período analisado.
Com relação ao número de consumidores da Classe C que possuem cartões de crédito bancários também houve aumento. O total saiu de 45% em 2005, subindo para 53% em 2009.
Fonte: Portal Terra
Enquanto isto houve um aumento significativo no número de pessoas da Classe C que possuem cartões de crédito de lojas e supermercados. Isto é, o número que antes era de 15% passou a 25% no período analisado.
Com relação ao número de consumidores da Classe C que possuem cartões de crédito bancários também houve aumento. O total saiu de 45% em 2005, subindo para 53% em 2009.
Fonte: Portal Terra
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Cresce o número de consumidores da classe C que possuem cartão de crédito
O cartão como alternativa de crédito tem crescido entre as classes econômicas. Pesquisa do Ibope com o Target Group Index revela que entre 2005 e 2009 houve expansão de 8 pontos percentuais do produto financeiro tanto entre a classe AB como entre a classe C.
A pesquisa mostra que, em 2005, 66% dos que pertencem à classe AB tinham a moeda de plástico, ao passo que em 2009, o percentual alcançou os 74%. Considerando os que pertencem à classe C, 45% tinham cartão de crédito em 2005. No ano passado, esse percentual passou para 53%.
Entre os consumidores que estão na classe DE o crescimento foi menor, de apenas 3 pontos percentuais. Em 2005, 28% possuíam a moeda de plástico, contra 31% no ano passado.
Ao todo, mostra a pesquisa, 57% da população tem cartão de crédito – um crescimento de 11 pontos percentuais na comparação com 2005, quando 46% tinham a moeda de plástico.
Para o levantamento, o Ibope Mídia, juntamente com o Target Group Index, realizou 20 mil entrevistas.
Cartão de loja
A participação dos cartões de loja na carteira do consumidor também cresceu, principalmente entre os mais abastados. Segundo a pesquisa, 39% dos que estão na classe AB têm um cartão de loja ou supermercado – um aumento de 13 pontos percentuais frente a 2005, quando 26% possuíam essa forma de pagamento.
Entre os consumidores da classe C, a expansão dessa modalidade também foi significativa, de 10 pontos percentuais. Em 2005, 15% desse segmento da população tinha cartões de estabelecimentos. Esse número alcançou os 25% no ano passado.
Na classe DE, o aumento foi de 5 p.p., com o índice passando de 6% em 2005 para 11% em 2009. Ao todo, 28% da população tem cartões do tipo private label, contra os 15% registrados em 2005.
Conta corrente
Na pesquisa, o Ibope ainda constatou que caiu o número de consumidores da classe C que estão bancarizados. No ano passado, 47% tinham conta corrente, contra 49% registrados quatro anos antes.
Entre a classe AB, o percentual se manteve praticamente estável, já que 74% possuíam conta corrente em 2009, contra os 73% de 2005. O mesmo ocorre entre os segmentos menos abastados. Entre os consumidores da classe DE, 25% tinham conta corrente, contra 24% registrados há quatro anos.
Ao todo, 54% da população possui conta corrente – um aumento de 5 pontos percentuais frente a 2005, quando 49% tinha uma conta.
Caderneta de poupança
O percentual de brasileiros que têm caderneta de poupança cresceu pouco em quatro anos. O número passou de 41% em 2005 para 45% em 2009. Entre os segmentos da população, não houve alterações no percentual.
Dessa forma, a classe AB se mantém entre os segmentos que detém o maior percentual de participação: 57% possuem conta poupança. Entre os que estão na classe C, o número cai para 41%. E entre os que pertencem à classe DE, o percentual continua em 26%.
Fonte: Info Money Pessoal
A pesquisa mostra que, em 2005, 66% dos que pertencem à classe AB tinham a moeda de plástico, ao passo que em 2009, o percentual alcançou os 74%. Considerando os que pertencem à classe C, 45% tinham cartão de crédito em 2005. No ano passado, esse percentual passou para 53%.
Entre os consumidores que estão na classe DE o crescimento foi menor, de apenas 3 pontos percentuais. Em 2005, 28% possuíam a moeda de plástico, contra 31% no ano passado.
Ao todo, mostra a pesquisa, 57% da população tem cartão de crédito – um crescimento de 11 pontos percentuais na comparação com 2005, quando 46% tinham a moeda de plástico.
Para o levantamento, o Ibope Mídia, juntamente com o Target Group Index, realizou 20 mil entrevistas.
Cartão de loja
A participação dos cartões de loja na carteira do consumidor também cresceu, principalmente entre os mais abastados. Segundo a pesquisa, 39% dos que estão na classe AB têm um cartão de loja ou supermercado – um aumento de 13 pontos percentuais frente a 2005, quando 26% possuíam essa forma de pagamento.
Entre os consumidores da classe C, a expansão dessa modalidade também foi significativa, de 10 pontos percentuais. Em 2005, 15% desse segmento da população tinha cartões de estabelecimentos. Esse número alcançou os 25% no ano passado.
Na classe DE, o aumento foi de 5 p.p., com o índice passando de 6% em 2005 para 11% em 2009. Ao todo, 28% da população tem cartões do tipo private label, contra os 15% registrados em 2005.
Conta corrente
Na pesquisa, o Ibope ainda constatou que caiu o número de consumidores da classe C que estão bancarizados. No ano passado, 47% tinham conta corrente, contra 49% registrados quatro anos antes.
Entre a classe AB, o percentual se manteve praticamente estável, já que 74% possuíam conta corrente em 2009, contra os 73% de 2005. O mesmo ocorre entre os segmentos menos abastados. Entre os consumidores da classe DE, 25% tinham conta corrente, contra 24% registrados há quatro anos.
Ao todo, 54% da população possui conta corrente – um aumento de 5 pontos percentuais frente a 2005, quando 49% tinha uma conta.
Caderneta de poupança
O percentual de brasileiros que têm caderneta de poupança cresceu pouco em quatro anos. O número passou de 41% em 2005 para 45% em 2009. Entre os segmentos da população, não houve alterações no percentual.
Dessa forma, a classe AB se mantém entre os segmentos que detém o maior percentual de participação: 57% possuem conta poupança. Entre os que estão na classe C, o número cai para 41%. E entre os que pertencem à classe DE, o percentual continua em 26%.
Fonte: Info Money Pessoal
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Nova classe C é impulsiva quando vai a supermercados
O comportamento é notado principalmente quando se trata de produtos de menor valor, como mostra pesquisa do Ibope Mídia divulgada esta semana. Quase 30% dos entrevistados declararam comprar compulsivamente esses itens quando vão a supermercados.
A pesquisa também revela que 61% dos 9,5 milhões de pessoas da classe C não gostam de ter dívidas. Eles compram a prazo por necessidade. Outros 65% costumam planejar a compra para bens de grande valor. A presença da mulher como responsável pela família e com maior poder de decisão sobre o consumo é marcante: 32% das mulheres são chefes de família na classe C, ante 25 % da A/B.
Com relação a aspectos gerais do perfil dessa nova classe média, Dora Câmara, diretora comercial do Ibope Mídia e responsável pela pesquisa, destaca que se trata de uma população mais jovem em relação às classes mais abastadas. Também é composta em sua maioria por afrodescendentes, exceto nos Estados do Sul.
Educação
Apenas 23% da população da nova classe média urbana fala um segundo idioma, aponta pesquisa do Ibope Mídia. Esse resultado indica um grande potencial para esse segmento educacional.
Perfil da nova classe média brasileira
- É mais jovem que as classes A e B
- A maioria é afrodescendente, sendo 41% em Salvador e 22% em Brasília. Esse resultado não é válido para os Estados do Sul
- As mulheres têm mais responsabilidade sobre a família, sendo 32% delas chefes de famílias na classe C, ante 25% nas classes A e B
- 27% da classe C está acima do peso, ante 31% das classes A e B
Planos
- 9,5 milhões planejam comprar um automóvel novo ou usado nos próximos 12 meses
- 19% pretendem adquirir a casa própria nos próximos seis meses
Comportamento
- 61% não gostam de contrair dívidas e compram a prazo por necessidade
- 65% planejam as compras quando vão adquirir itens de grande valor
- 60% da classe C1 e 53% da C2 compram em lojas de rua
Perspectivas
As classes C, D e E vão crescer 8% ao ano até 2013, o dobro das classes A e B
Fonte: O Estado de S. Paulo
A pesquisa também revela que 61% dos 9,5 milhões de pessoas da classe C não gostam de ter dívidas. Eles compram a prazo por necessidade. Outros 65% costumam planejar a compra para bens de grande valor. A presença da mulher como responsável pela família e com maior poder de decisão sobre o consumo é marcante: 32% das mulheres são chefes de família na classe C, ante 25 % da A/B.
Com relação a aspectos gerais do perfil dessa nova classe média, Dora Câmara, diretora comercial do Ibope Mídia e responsável pela pesquisa, destaca que se trata de uma população mais jovem em relação às classes mais abastadas. Também é composta em sua maioria por afrodescendentes, exceto nos Estados do Sul.
Educação
Apenas 23% da população da nova classe média urbana fala um segundo idioma, aponta pesquisa do Ibope Mídia. Esse resultado indica um grande potencial para esse segmento educacional.
Perfil da nova classe média brasileira
- É mais jovem que as classes A e B
- A maioria é afrodescendente, sendo 41% em Salvador e 22% em Brasília. Esse resultado não é válido para os Estados do Sul
- As mulheres têm mais responsabilidade sobre a família, sendo 32% delas chefes de famílias na classe C, ante 25% nas classes A e B
- 27% da classe C está acima do peso, ante 31% das classes A e B
Planos
- 9,5 milhões planejam comprar um automóvel novo ou usado nos próximos 12 meses
- 19% pretendem adquirir a casa própria nos próximos seis meses
Comportamento
- 61% não gostam de contrair dívidas e compram a prazo por necessidade
- 65% planejam as compras quando vão adquirir itens de grande valor
- 60% da classe C1 e 53% da C2 compram em lojas de rua
Perspectivas
As classes C, D e E vão crescer 8% ao ano até 2013, o dobro das classes A e B
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