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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fecomercio: venda a prazo será impactada com medidas

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) disse que as medidas de contenção ao crédito, anunciadas hoje pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e Banco Central (BC), provocarão "forte impacto" nas vendas a prazo a partir de janeiro, pois o corte do BC representa 15% o volume de crédito destinado às pessoas físicas.

"Essas medidas não vão afetar diretamente as vendas de Natal, pois os recursos já estão disponibilizados", afirma a entidade, em nota à imprensa distribuída hoje. Ao lamentar o anúncio das medidas, a Fecomercio-SP diz que "não há sinal evidente que possa haver escalada de preços nos segmento de bens duráveis".

"No caso do crédito para veículos, é importante lembrar que, há pouco tempo, os prazos máximos de financiamento já estiveram muito mais dilatados do que os atuais e o próprio mercado fez os ajustes que julgou necessário", diz a entidade.

Citando dados recentes da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Fecomercio-SP, a entidade afirma que tanto o grau de endividamento médio quanto a inadimplência das famílias vêm se mantendo estáveis, a despeito do aumento da oferta de crédito. "Se o governo quer restringir algum consumo, que seja o dele mesmo. Sugerimos que o governo adote uma política mais restritiva com relação aos próprios gastos", afirma Antonio Carlos Borges, diretor executivo da Fecomercio-SP.
Fonte: O Estado de São Paulo

terça-feira, 9 de novembro de 2010

VAREJO ASSINA MAIS CARTEIRAS DE TRABALHO, AFIRMA FECOMERCIO

O emprego formal no comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo registrou um crescimento de 7,6% em setembro em comparação ao mesmo período do ano passado, atingindo a marca de 917.998 posições ocupadas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
No comparativo com agosto de 2010, o acréscimo no saldo mensal de empregados foi de 0,5%, representando 4.483 novos empregos no comércio varejista, superando o número de empregados registrado em setembro de 2009 quando o houve incremento de 3.604 vagas. Nos primeiros nove meses de 2010, o comércio já totaliza 43.911 novos postos de trabalho ante 40.556 durante todo o ano de 2009.
De acordo com Flavio Leite, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), esse cenário positivo a respeito do incremento nas contratações com carteira assinada no comércio varejista em 2010 é corroborado pelo desempenho das vendas.
“As empresas varejistas continuam otimistas com relação ao rumo dos seus negócios neste segundo semestre principalmente no que diz respeito incremento das vendas e com isto, já estão preparando-se para o movimento de final de ano”, explica Leite.
“No último trimestre o indicador deve manter-se em trajetória crescente, tendo em vista as variáveis de mercado, que proporcionam um ambiente ideal ao investimento e, principalmente, pelo consumo das famílias e otimismo do consumidor, que continuarão em alta e sendo a âncora para o incremento das vendas e, consequentemente, para a contratação de novos empregados com carteira assinada por parte das empresas em todos os setores da economia”, pondera.
Quando se considera os setores que compõem o varejo, nota-se que quase todas as atividades do comércio já superam as contratações ocorridas durante o ano de 2009. Os números de empregados adicionados até setembro de 2010 foram de 7.521 em Materiais de Construção, 1.758 em Concessionárias de Veículos, 2.522 em Lojas de Departamentos, 9.062 em Supermercados (alimentos e Bebidas) e 2.890 em Lojas de Autopeças e Acessórios.
Rotatividade
A taxa de admitidos manteve-se em 4,8% em setembro, sendo que as atividades que continuaram influenciando positivamente para este resultado foram Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados (6,0%), Supermercados (Alimentos e Bebidas) (5,0%) e Materiais de Construção (5,4%). Por outro lado, as demissões registraram 4,4%, influenciada pelos setores de Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados (5,4%), Supermercados (4,9%) e Materiais de Construção (4,0%). Com isso, a rotatividade no comércio geral permaneceu estável em 4,6%.
Salários
Os salários médios do comércio varejista ficaram em R$ 1.322. As atividades que continuam registrando os maiores salários são Lojas de Departamentos (R$ 2.172), Lojas de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos (R$ 1.813), Concessionárias de Veículos (R$ 1.580) e Autopeças e Acessórios (R$ 1.404). A menor média salarial encontra-se no setor de Supermercados (Alimentos e Bebidas): R$ 1.124.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

FECOMERCIO ESPERA VENDA DE 11 BI EM DEZEMBRO

As vendas dos varejistas da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) podem alcançar R$ 11 bilhões em dezembro, um acréscimo da ordem de 12% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio).
Cerca de 20% desse valor serão injetados pelo 13ºsalário, que, na Grande São Paulo, atingirá R$ 17,47 bilhões ante R$ 15,37 bilhões em 2009 (valores a preços atuais), uma evolução superior a 13%.
Esse cálculo do montante gerado pelo salário extra foi feito pela Fecomercio com base nas estimativas apresentadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e engloba a atividade ao longo do mês de dezembro, incluindo os valores movimentados nas festas de final de ano.
As estimativas de faturamento relacionadas exclusivamente ao Natal e Ano Novo serão apresentadas futuramente pela Federação.

Para Altamiro Carvalho, assessor econômico da Fecomercio, a diferença positiva de R$ 2,1 bilhões representa 2,1% do total das vendas estimadas para o ano de 2010, que tende a atingir R$ 100 bilhões e será determinante para se estimar o nível do impacto que o 13º salário terá sobre o consumo.
“É preciso, no entanto, ressalvar que grande parte desse volume de renda não será destinada ao consumo e que, também, uma parcela desse dinheiro já foi paga aos trabalhadores ao longo do ano, por ocasião de férias, política de antecipações de empresas etc”.

Carvalho ressalta ainda que mais importante do que o aumento em relação ao volume do ano passado é o crescimento desses recursos, decorrente da forte expansão na massa de rendimentos observada ao longo de 2010.
Segundo ele, certamente esse acréscimo vai impactar positivamente o consumo do final do ano. “É importante ter consciência quanto à necessidade de se contar com um ciclo positivo e sustentado da atividade econômica, pois esses volumes que agora ingressam na economia são consequência – e não a causa primária – de um período onde a conjunção de variáveis positivas permitiu se manter aquecido o mercado interno, com benefícios para toda a sociedade.”


FONTE - NOVAREJO

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Comércio do Rio de Janeiro não pára de crescer

Desde janeiro deste ano as lojas na cidade do Rio de Janeiro apresentam aumento de vendas. O que representa um crescimento de pouco mais de 12%, se comparado ao mesmo período do ano passado (apenas 0,2%).
Segundo o economista do Centro de Estudos do CDL (Clube de Diretores Lojistas) do Rio de Janeiro, as expectativas para este aquecimento no mercado carioca são otimistas, pois houve uma recuperação na taxa de emprego.

FOLHA ONLINE

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Nova regra dos cartões rompe monopólio e estimula o comércio

Fecomercio aprova medidas e almeja novo passo, com administradoras sujeitas ao Conselho Monetário Nacional e ao Banco Central

Nova Regra dos Cartões rompe monopólio dos credenciadores que mantinham exclusividade sobre determinadas bandeiras, estimulando a livre competição no setor. A economista Fernanda Della Rosa, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), afirma que as novas regras, em vigor a partir de hoje (1/7), mais do que eliminar a necessidade de ter máquinas diferentes para operar diferentes “marcas” de cartão, possibilitam a entrada de novas empresas no mercado de credenciamento. “Esta medida vai estimular o segmento a baixar suas taxas de administração, reduzindo os custos para os comerciantes”, explica.

Para Fernanda, as mudanças nas regras são um processo natural, que coloca o Brasil no mesmo patamar que outros países do mundo onde a concorrência para credenciar uma loja para trabalhar com cartão é bastante elevada. “Este processo é bastante benéfico para os comerciantes, principalmente para o pequeno empreendedor, que passa a ter condições de negociar com as credenciadoras”, aponta.

Outro ponto relevante é que, além de uma credenciadora poder operar qualquer bandeira e do uso das maquinas ser compartilhado, operando através de um sistema único, cada estabelecimento comercial poderá operar com quantas credenciadoras julgar conveniente, sem se restringir a uma única bandeira. Por Exemplo, um comerciante pode contratar a Cielo e passar cartões Mastercard e Visa, o mesmo vale para Redecard, Santander e outras.

Segundo cálculos da Fecomercio, um comerciante que tivesse margem líquida de faturamento de 20% e operasse com duas máquinas de cartão de credenciadoras diferentes, pagando 5% de taxa de administração para cada credenciadora, estaria comprometendo aproximadamente 30% de sua margem líquida de faturamento. Se a taxa de fosse a mesma (5%), mas o comerciante precisasse manter contrato com apenas uma operadora, a fatia do lucro liquido comprometida seria pouco menor, cerca de 27%. Fernanda afirma que a unificação das máquinas representa um ganho muito pequeno para os comerciantes, sendo que um microempresário deixaria de gastar, somente, cerca de R$ 1.200,00 por ano. “Isso demonstra a importância da existência de concorrência no setor, possibilitando taxas mais razoáveis”, reforça a economista.

O Lado do Consumidor


Hoje, 53,7% das compras no Brasil são feitas através de cartões de crédito ou débito. Número mais de três vezes superior ao de 1999, quando representava 17% das transações realizadas. O forte crescimento desta modalidade de pagamento tem vários motivos, a facilidade de se carregar um cartão ao invés de dinheiro, de poder escolher parcelar as compras e a segurança das senhas são alguns dos principais fatores para que este crescimento continue em nível acelerado. Uma tendência internacional que no Brasil e reforçada pelo crescente poder de consumo das classes C e D.

A assessora econômica da Fecomercio destaca que, apesar das mudanças ainda não representarem uma redução de custos significativos para os consumidores, são o primeiro passo na direção de um sistema mais seguro. “O próximo passo é enquadrar as administradoras de cartões como instituições financeiras, sujeitando-as ao poder normativo do Conselho Monetário Nacional e ao poder fiscalizatório do Banco Central do Brasil”, prevê Fernanda.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Consumo das famílias chegará a R$ 3,29 tri em 2020, diz Fecomercio

O consumo das famílias brasileiras poderá atingir R$ 2,22 trilhões até 2013. É essa a projeção do estudo Consumo das Familias Brasileiras até 2020, divulgado nesta quarta-feira (02) pela Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo). Quando considerado o ano de 2020, a expectativa para o consumo é de R$ 3,29 trilhões.

O estudo identifica que, mensalmente, da despesa total das famílias, cerca de R$ 93,19 bilhões são direcionados ao consumo. Considerando todos os estratos sociais, cerca de 30% dessas receitas vão para habitação, enquanto 17% são direcionados à alimentação.

Para o economista da entidade, Fábio Pina, a dinâmica do consumo da população chamada classe média tem apresentado modificações intensas, mostrando-se casa vez mais qualificada. "Certamente, nos próximos anos, os gastos com alimentos vai representar uma parcela cada vez menor do orçamento, enquanto itens de habitação tendem a ganhar espaço. Essa mudança acontecerá mais fortemente entre as famílias de classe C, D e E", afirma.

Consequências

Ainda segundo o economista, esse aumento no consumo é preocupante. "Como os gastos do governo e o investimento privado têm tendência de crescimento superior ao do PIB no curto prazo, e o consumo das famílias se mantém potencializado, os efeitos deste fenômeno são evidentes: déficit internacional ou inflação", afirma o economista da entidade, Fábio Pina.

A entidade afirma que, com base nos cenários apresentados para o futuro, o próximo governo precisará atuar no gerenciamento das contas para garantir que a previsão de crescimento do déficit em contas correntes - US$ 300 bilhões ou 6% do PIB em 2013 - não se confirmem. "Entre 2010 e 2020 ou o consumo do governo se reduz, ou o investimento cai, ou o consumo das famílias diminui, ou uma combinação desses fatores vai ter que ocorrer por restrições", diz Pina, que completa, "outro efeito, ainda mais nefasto, seria o aumento da inflação, que corrigiria essas distorções e teríamos de volta o pior dos mundos", afirma o economista.

Fonte: Info Money Pessoal

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Venda de cerveja deve ultrapassar 10 bilhões de litros



Com a expansão das vendas, veio uma safra de bons resultados para a indústria
O mercado de cerveja vai romper este ano no País a barreira dos 10 bilhões de litros. A retomada da rota de crescimento do setor, iniciada há dois anos, chega após quase dez anos de estagnação no patamar de 8,5 bilhões de litros e esquenta ainda mais a disputa no setor.

Com a expansão das vendas, veio uma safra de bons resultados para a indústria. A líder AmBev, dona das marcas Skol Brahma e Antarctica, cresceu 5,1% em volume no primeiro trimestre. A Femsa, com as marcas Kaiser e Sol, triplicou suas vendas no mesmo período. E, embora não divulguem balanços, tanto a Schincariol quanto a Cervejaria Petrópolis (Crystal e Itaipava) também conquistaram mais consumidores.

Todas ainda melhoraram a rentabilidade por causa da queda do dólar, que barateia matérias-primas importadas, em especial malte, lúpulo e alumínio para as embalagens.

No primeiro trimestre, o mercado cresceu 6,7%. Mas quem mais ocupou espaço, ampliando sua presença e tirando o terceiro lugar do conglomerado mexicano Femsa, foi a Petrópolis, que passou a deter 8,1% de participação de mercado em abril, segundo a A/C Nielsen.

O avanço da Petrópolis, porém, acendeu o sinal de alerta na concorrência e abriu a discussão sobre o rápido crescimento da companhia que, há quatro anos, tinha metade da participação atual. Entre os executivos do mercado especula-se que a eficiência das vendas nesse negócio, assim como a possibilidade de sonegação fiscal (que permitiria trabalhar com preços menores), passam necessariamente pelo sistema de distribuição.

A cerveja gelada na mesa do bar é essencial para a rentabilidade desse negócio, que movimenta R$ 24 bilhões ao ano, dos quais 35% são recolhidos em forma de impostos.

Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja (Sindicerv), 67% da venda da cerveja acontece em bares e restaurantes, em garrafas de 600 ml. As latas, garrafas long neck e barris de chope ficam com o restante. Para quem acompanha o setor, as margens das vendas em redes varejistas são muito estreitas. Na informalidade dos botecos é que estaria o lucro.

"Com a nota para apenas uma caixa de cerveja o distribuidor entrega quatro ou cinco no boteco da periferia das cidades ou Estados menos visados pela Receita Federal", diz um consultor, que prefere o anonimato. Todas as companhias garantem que, de suas fábricas, os caminhões saem com a documentação exigida.

Os arquivos policiais estão recheados de denúncias de sonegação na distribuição de cerveja. Também são comuns boletins de apreensão de caminhões de entrega sem as notas fiscais.

Em Mato Grosso, o Ministério Público formalizou no final do ano passado um pedido de instauração de inquérito a partir da investigação de denúncias anônimas contra uma dezena de distribuidores por fraude fiscal. Todas a serviço da Petrópolis. "A Secretaria da Fazenda do Estado deu uma busca e não confirmou qualquer irregularidade", diz a promotora que coordena a investigação, Ana Cristina Bardusco. "As filias da distribuidora Praiamar, a principal denunciada, no Estado são todas novas e apresentaram a documentação exigida."

A Praiamar, da qual o presidente da Petrópolis, Walter Faria, já foi sócio, hoje está registrada na Junta Comercial de São Paulo como pertencente à empresa uruguaia Cadnell Company S A, junto com um sócio minoritário, Roberto Luís Lopes. Faria faz questão de assegurar que trabalha com 117 revendas, todas terceirizadas.

Mudanças na distribuição - A distribuição, considerada o coração do negócio da venda de cerveja, passa por mudanças. A terceirização, recurso mais usado pelas empresas até há pouco tempo, começou a perder espaço há quatro anos, quando a AmBev iniciou seu plano de assumir a distribuição. Hoje, mais da metade da distribuição da empresa é própria.

"Nos grandes centros fazemos economia de escala e temos ganhos de produtividade com essa logística", diz o diretor de trade marketing da companhia, Michel Dimitrios. "Mas ainda mantemos cerca de 200 revendas para nos atender no interior, porque essas empresas têm conhecimento de mercado local."

Na Femsa, a distribuição se dá por meio do sistema Coca-Cola - os mexicanos detêm uma parte da operação da Coca-Cola no Brasil. Mas há 16 outras empresas independentes que engarrafam e distribuem Coca. Os executivos na Femsa evitam falar com a imprensa. Nesse caso, limitam-se a informar que a Femsa Cerveja "está se esforçando para oferecer um portfólio de produtos que represente as demandas do consumidor".

Os concorrentes interpretam essa declaração como uma admissão subliminar de que a empresa enfrenta problemas para fazer suas cervejas chegarem ao varejo. A questão essencial está em convencer as 16 outras empresas dos Sistema Coca a se empenharem em entregar as marcas Kaiser e Sol, que representam apenas 5% do seu negócio. Para contornar a dificuldade, a Femsa estaria negociando a venda de cerca de 15% da Femsa Cerveja do Brasil aos engarrafadores de Coca-Cola. A empresa não confirma nem nega a informação.

A Schincariol contratou um executivo para tentar profissionalizar sua distribuição - especialmente após o escândalo da Operação Cevada, que chegou a prender boa parte da cúpula da empresa por crime de sonegação. Procurada, a empresa preferiu não falar sobre o assunto

CLÁUDIO OLIVEIRA

ALUNO DO IVAR

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Projesões gerais para o comércio, Selic e balança comercial para 2010, segundo Fecomercio




Dentro de três cenários possíveis (provável, otimista e pessimista), a Fecomercio analisa alguns indicadores da economia brasileira, acreditando que este ano será bastante positivo:

Comércio

No cenário provável, os economistas da Fecomercio avaliam que o comércio brasileiro deve crescer 8% em 2010. No quadro otimista, 10%. Já para os mais pessimistas a expectativa é que o segmento cresça 5%.

Em relação ao desempenho do comércio em São Paulo, o mais provável é que, em 2010, a elevação seja de 6%. Do lado otimista essa projeção será de 8% e o pessimista, de 1%.

A Fecomercio acredita que, este ano, a economia deve voltar a crescer naturalmente, sem a ajuda do governo, que em 2009 teve de reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Além disso, a economia contou com subsídios dos bancos públicos, que cederam crédito. Em 2010, o país não vai precisar dessa ajuda porque a indústria vai se recuperar, haverá mais emprego e com isso o consumo ficará mais aquecido.

Selic

Os economistas da Fecomercio avaliam que a taxa Selic provavelmente ficará em torno de 10,5% ao ano. Em um cenário otimista, essa taxa giraria em torno de 9,5% ao ano. Em relação a uma perspectiva mais pessimista ficaria em 12,5% ao ano. Para a assessoria econômica da Federação, o Banco Central, bastante conservador no Brasil, deve elevar os juros neste ano devido à retomada do crescimento da economia, aquecendo a demanda.

Além desse conservadorismo, o aumento dos juros também garante rendimentos atrativos para que os setores privado e externo financiem os gastos públicos. Para suprir essa necessidade de juros altos, entrave para os investimentos produtivos no país, a Federação defende uma reforma fiscal que garanta melhoria da redução dos gastos do governo.

Balança comercial

Em relação à balança comercial, a Fecomercio analisa que o país está perdendo espaço no mercado. No cenário mais provável, a projeção é a de que a balança comercial termine com um saldo de US$ 15 bilhões no próximo ano. A mais otimista prevê um saldo de US$ 20 bilhões e os mais pessimistas, US$ 10 bilhões.

Segundo a Fecomercio, o saldo menor em 2010 é explicado pelo ritmo de crescimento da importação que, neste ano, será maior que o da exportação, com a recuperação da indústria e a manutenção do consumo interno

Cláudio Oliveira
aluno do ivar