O segmento de cervejas está mais do que nunca em evidência. Tem sido alvo de notícias que vão da falta da bebida e o fim da embalagem de 630 ml ao aumento do consumo no Nordeste. Também foram divulgados os resultados de empresas globais como a AB Inbev, dona das marcas Budweiser, Stella Artois e Beck’s.
Uma das mudanças no mercado nacional foi o acordo assinado ontem (03/11) entre o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e a Ambev para retirar a garrafa de 630 ml dos Estados do Rio de Janeiro (onde a embalagem estava presente na linha Skol) e no Rio Grande do Sul (com a marca Bohemia).
Vendida com exclusividade pela Ambev, a embalagem foi vetada em função do protesto dos concorrentes. Eles alegaram que não poderiam trocar suas embalagens (de 600 ml) pela de 630 ml na hora do recolhimento nos pontos de venda. Os fabricantes disseram ainda que precisavam separar suas garrafas das unidades da Ambev, o que gerava custos maiores.
O ingresso contra a garrafa de 630 ml foi feito no Cade por intermédio da Kaiser, da Imperial e das associações que reúnem os pequenos fabricantes de bebidas.
Agora falta uma definição do órgão regulador com relação ao litrão – embalagem de um litro de cerveja lançada pela Ambev –, cuja permanência no mercado também está sendo avaliada. Segundo Arthur Badin, presidente do Cade, a decisão de ontem não significa um julgamento semelhante no caso do litrão.
Falta cerveja no mercado
De acordo com notícia veiculada hoje pelo jornal Valor Econômico, já está difícil encontrar a bebida em alguns bares do País. Em teleconferência com a imprensa sobre os resultados do terceiro trimestre, Nelson Jamel, diretor financeiro e de relações com investidores da Ambev, disse que a empresa está preparada para este verão, que será o melhor da história em vendas. Mesmo assim, admitiu dificuldades pontuais na distribuição. “É normal ter algum problema porque não basta ter cerveja na fábrica, é preciso ter caminhão para distribuir a mais de um milhão de pontos de venda”, afirmou.
O executivo garante que a companhia está se preparando como nunca para a estação mais quente do ano. Foram anunciados R$ 1,56 bilhão em ampliação e construção de fábricas em várias regiões do País, além de ter sido investido R$ 53,8 milhões em novos centros de distribuição e na ampliação de outros já existentes.
Segundo a reportagem do Valor, já faz três semanas que bares e restaurantes gaúchos têm tido dificuldades em receber algumas cervejas da Ambev. A informação foi dada ao jornal pelo Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre. Segundo o presidente da entidade, a situação está gradualmente voltando ao normal com a fabricante prometendo regularizar a entrega em duas semanas.
Paulo Solmucci Júnior, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, também afirmou que em outubro o fornecimento foi irregular. De acordo com ele, hoje a fabricante não possui todos os produtos para entrega imediata, mas a demora não passa de um ou dois dias.
Outro fato é que, desde o mês passado, a companhia vem negociando com o varejo um reajuste de 7% nos preços das cervejas. De acordo com fontes do setor supermercadista e de bares e restaurantes, é possível chegar a 5% de aumento.
Norte e Nordeste são campões de vendas
As vendas de bebidas da Ambev nessas regiões cresceram 25% entre janeiro e setembro deste ano em volume. O resultado está acima do projetado inicialmente para 2010: alta de 15%. A região tem se tornado tão importante pelo aumento do consumo que a companhia prevê destinar até o fim do ano uma verba de R$ 670 milhões para os estados do Norte e Nordeste, de um total de R$ 2 bilhões de investimentos.
A alta na região ajudou a puxar o resultado da companhia no Brasil, onde o volume de vendas de bebidas aumentou 12% no terceiro trimestre do ano. Só em cervejas a alta foi de 12,5%, enquanto em refrigerantes e não alcoólicos ficou em 10,4%. Já as vendas mundiais da Ambev fecharam em 8,1% no período.
Lucro da AB Inbev cai
Maior cervejaria do mundo, a Anheuser-Busch Inbev anunciou ontem queda de 7,2% no lucro líquido do terceiro trimestre do ano. A retração ocorre principalmente porque, no ano passado, a companhia vendeu diversas unidades em vários países para financiar a aquisição da Anheuser-Busch. Com isso, esses ativos deixaram de contribuir para o resultado.
Quando ignoradas essas unidades, no entanto, a companhia registra aumento 4,1% nas vendas de cervejas. A alta é puxada pelo aumento do consumo no Brasil e na China, além da Rússia. Já nos mercados americano e europeu houve retração. Só nos EUA a variação ficou negativa em 4%.
Fonte: Valor Econômico e Portal Exame
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Ambev espera o melhor verão da empresa com nova cerveja Skol
Trata-se da Skol 360º, que estará nos supermercados e bares de São Paulo (Capital, Campinas, Santos, Sorocaba e Vale do Paraíba) a partir de sábado. Com a nova tecnologia, que promete não deixar aquela sensação de estufamento após o consumo, a Ambev espera o melhor verão da história da empresa. “Teremos todos os fatores que impulsionam as vendas: clima bom, momento econômico favorável e inovações”, afirma Carlos Lisboa, vice-presidente de marketing da Ambev. O restante do País começará a receber a cerveja em 2011.
O lançamento é fruto de três anos de pesquisa do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Ambev no Brasil em parceria com centros internacionais da China, Estados Unidos e Bélgica. “A Skol 360º é uma variedade de cerveja de baixa fermentação com um ciclo mais curto. Ela tem menos calorias que a normal, é menos amarga e o teor alcoólico fica entre 4% e 5%”, explica Luciano Horn, mestre-cervejeiro da companhia.
Nesses três anos foram mais de 4 mil consumidores entrevistados. “Perguntamos a eles como seria a cerveja ideal”, explicou Lisboa. “A primeira resposta já era conhecida: uma cerveja que fizesse ir menos vezes ao banheiro – o que ainda é impossível desenvolver. A segunda resposta foi uma cerveja que empanturrasse menos – e isso conseguimos fazer.”
A bebida será fabricada inicialmente nos complexos de Agudos (SP) e Brasília. As embalagens serão lata (350 ml), latão (473 ml), garrafa (600 ml) e um litro, com preços iguais ao da marca-mãe Skol. A Skol 360º foi lançada em abril para teste no Distrito Federal e em Goiânia. “Nessa praças, conseguiu atingir 10% de market share nos supermercados”, afirmou Pedro Earp, diretor de marketing da companhia.
O aporte, que inclui o desenvolvimento do produto e recursos para o marketing, não foi revelado, mas faz parte dos R$ 2 bilhões em investimentos previstos para este ano. “Somente em 2010, em cerveja, lançamos 14 projetos de inovação. Para os próximos três anos temos mais 40”, afirma Lisboa.
Fonte: Brasil Econômico/ Valor Econômico/ Diário do Comércio
O lançamento é fruto de três anos de pesquisa do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Ambev no Brasil em parceria com centros internacionais da China, Estados Unidos e Bélgica. “A Skol 360º é uma variedade de cerveja de baixa fermentação com um ciclo mais curto. Ela tem menos calorias que a normal, é menos amarga e o teor alcoólico fica entre 4% e 5%”, explica Luciano Horn, mestre-cervejeiro da companhia.
Nesses três anos foram mais de 4 mil consumidores entrevistados. “Perguntamos a eles como seria a cerveja ideal”, explicou Lisboa. “A primeira resposta já era conhecida: uma cerveja que fizesse ir menos vezes ao banheiro – o que ainda é impossível desenvolver. A segunda resposta foi uma cerveja que empanturrasse menos – e isso conseguimos fazer.”
A bebida será fabricada inicialmente nos complexos de Agudos (SP) e Brasília. As embalagens serão lata (350 ml), latão (473 ml), garrafa (600 ml) e um litro, com preços iguais ao da marca-mãe Skol. A Skol 360º foi lançada em abril para teste no Distrito Federal e em Goiânia. “Nessa praças, conseguiu atingir 10% de market share nos supermercados”, afirmou Pedro Earp, diretor de marketing da companhia.
O aporte, que inclui o desenvolvimento do produto e recursos para o marketing, não foi revelado, mas faz parte dos R$ 2 bilhões em investimentos previstos para este ano. “Somente em 2010, em cerveja, lançamos 14 projetos de inovação. Para os próximos três anos temos mais 40”, afirma Lisboa.
Fonte: Brasil Econômico/ Valor Econômico/ Diário do Comércio
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Itaú é a marca brasileira de maior valor, R$ 20,6 bi
Ranking da Interbrand tem, na sequência, Bradesco, Petrobras, Banco do Brasil e Skol

O Itaú é a marca mais valiosa do Brasil. Segundo o Ranking Interbrand de 2010, segmentado para o mercado brasileiro, o valor é de R$ 20.651 bilhões. Com o resultado, o Itaú poderia ser a 32ª marca mais valiosa do mundo, caso atuasse globalmente. De acordo com a listagem mundial desenvolvida pela mesma consultoria, o banco estaria à frente de todas as outras instituições financeiras do mundo.
O segmento lidera o ranking no Brasil com o Bradesco em segundo lugar e o Banco do Brasil em quarto. A Petrobras é a terceira marca mais valiosa, com Skol em quinto. Natura, Brahma, Antarctica, Vivo e Renner completam o Top 10. Este resultado reflete a solidez do sistema financeiro brasileiro e, sobretudo, o lucro que os bancos geram, uma vez que o estudo da Interbrand começa baseado em uma análise financeira. Na sequência, o ranking analisa o papel e a força da marca, levando em consideração a receita que é gerada apenas por ela.
Assim como o Itaú, o Bradesco, a Petrobras, o Banco do Brasil, a Skol, a Natura e a Brahma também poderiam figurar na lista das maiores marcas globais da Interbrand, não fosse o fator presença. Nenhuma destas marcas tem atuação global consolidada. Este é uma das características analisadas pela consultoria na formulação da Força da Marca, que sofreu mudanças no último ano e passou a levar em consideração, além da presença, a autenticidade, a clareza, o seu comprometimento, a proteção, a sua capacidade de resposta às ameaças, a sua diferenciação, a relevância, o entendimento e a consistência, um dos principais atributos.
O peso da marca
Esta é a segunda vez consecutiva que o Itaú conquista a liderança entre as marcas mais valiosas do Brasil. No levantamento realizado pela Interbrand na América Latina no ano passado, a marca ficou à frente do Bradesco, do Banco do Brasil, da Petrobras, do Unibanco, da Vale, da Natura, da Vivo, da Gerdau e da Usiminas, respectivamente. “Essas marcas são conhecidas, reconhecidas pelas pessoas e sólidas”, aponta Alejandro Pinedo, Diretor geral da Interbrand no Brasil.
A liderança do Itaú é creditada a dois fatores principais: o ganho que obteve com a integração da marca Unibanco e a redução de custos obtida com a fusão entre os bancos, influenciando no melhor resultado financeiro. Em 2009, o seu lucro líquido foi de R$ 10,1 bilhões, com um crescimento de 29% em relação a 2008. “O peso da marca reflete a confiança que o cliente tem ao aplicar o seu dinheiro”, afirma Fernando Chacon, Diretor de Marketing do Itaú.
O papel da marca no cálculo de seu valor entra nas estratégias desenvolvidas pelo Itaú. “Temos uma disciplina de gestão de marca obsessiva”, conta Chacon, em entrevista ao Mundo do Marketing. “Não fazemos apenas propaganda, pensamos nos produtos e nas pessoas que trabalham com a gente para desenvolver um negócio que seja sustentável e que entregue valor para todo mundo”, ressalta o executivo.
fonte -MUNDO DO MARKETING

O Itaú é a marca mais valiosa do Brasil. Segundo o Ranking Interbrand de 2010, segmentado para o mercado brasileiro, o valor é de R$ 20.651 bilhões. Com o resultado, o Itaú poderia ser a 32ª marca mais valiosa do mundo, caso atuasse globalmente. De acordo com a listagem mundial desenvolvida pela mesma consultoria, o banco estaria à frente de todas as outras instituições financeiras do mundo.
O segmento lidera o ranking no Brasil com o Bradesco em segundo lugar e o Banco do Brasil em quarto. A Petrobras é a terceira marca mais valiosa, com Skol em quinto. Natura, Brahma, Antarctica, Vivo e Renner completam o Top 10. Este resultado reflete a solidez do sistema financeiro brasileiro e, sobretudo, o lucro que os bancos geram, uma vez que o estudo da Interbrand começa baseado em uma análise financeira. Na sequência, o ranking analisa o papel e a força da marca, levando em consideração a receita que é gerada apenas por ela.
Assim como o Itaú, o Bradesco, a Petrobras, o Banco do Brasil, a Skol, a Natura e a Brahma também poderiam figurar na lista das maiores marcas globais da Interbrand, não fosse o fator presença. Nenhuma destas marcas tem atuação global consolidada. Este é uma das características analisadas pela consultoria na formulação da Força da Marca, que sofreu mudanças no último ano e passou a levar em consideração, além da presença, a autenticidade, a clareza, o seu comprometimento, a proteção, a sua capacidade de resposta às ameaças, a sua diferenciação, a relevância, o entendimento e a consistência, um dos principais atributos.
O peso da marca
Esta é a segunda vez consecutiva que o Itaú conquista a liderança entre as marcas mais valiosas do Brasil. No levantamento realizado pela Interbrand na América Latina no ano passado, a marca ficou à frente do Bradesco, do Banco do Brasil, da Petrobras, do Unibanco, da Vale, da Natura, da Vivo, da Gerdau e da Usiminas, respectivamente. “Essas marcas são conhecidas, reconhecidas pelas pessoas e sólidas”, aponta Alejandro Pinedo, Diretor geral da Interbrand no Brasil.
A liderança do Itaú é creditada a dois fatores principais: o ganho que obteve com a integração da marca Unibanco e a redução de custos obtida com a fusão entre os bancos, influenciando no melhor resultado financeiro. Em 2009, o seu lucro líquido foi de R$ 10,1 bilhões, com um crescimento de 29% em relação a 2008. “O peso da marca reflete a confiança que o cliente tem ao aplicar o seu dinheiro”, afirma Fernando Chacon, Diretor de Marketing do Itaú.
O papel da marca no cálculo de seu valor entra nas estratégias desenvolvidas pelo Itaú. “Temos uma disciplina de gestão de marca obsessiva”, conta Chacon, em entrevista ao Mundo do Marketing. “Não fazemos apenas propaganda, pensamos nos produtos e nas pessoas que trabalham com a gente para desenvolver um negócio que seja sustentável e que entregue valor para todo mundo”, ressalta o executivo.
fonte -MUNDO DO MARKETING
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Venda de cerveja deve ultrapassar 10 bilhões de litros

Com a expansão das vendas, veio uma safra de bons resultados para a indústria
O mercado de cerveja vai romper este ano no País a barreira dos 10 bilhões de litros. A retomada da rota de crescimento do setor, iniciada há dois anos, chega após quase dez anos de estagnação no patamar de 8,5 bilhões de litros e esquenta ainda mais a disputa no setor.
Com a expansão das vendas, veio uma safra de bons resultados para a indústria. A líder AmBev, dona das marcas Skol Brahma e Antarctica, cresceu 5,1% em volume no primeiro trimestre. A Femsa, com as marcas Kaiser e Sol, triplicou suas vendas no mesmo período. E, embora não divulguem balanços, tanto a Schincariol quanto a Cervejaria Petrópolis (Crystal e Itaipava) também conquistaram mais consumidores.
Todas ainda melhoraram a rentabilidade por causa da queda do dólar, que barateia matérias-primas importadas, em especial malte, lúpulo e alumínio para as embalagens.
No primeiro trimestre, o mercado cresceu 6,7%. Mas quem mais ocupou espaço, ampliando sua presença e tirando o terceiro lugar do conglomerado mexicano Femsa, foi a Petrópolis, que passou a deter 8,1% de participação de mercado em abril, segundo a A/C Nielsen.
O avanço da Petrópolis, porém, acendeu o sinal de alerta na concorrência e abriu a discussão sobre o rápido crescimento da companhia que, há quatro anos, tinha metade da participação atual. Entre os executivos do mercado especula-se que a eficiência das vendas nesse negócio, assim como a possibilidade de sonegação fiscal (que permitiria trabalhar com preços menores), passam necessariamente pelo sistema de distribuição.
A cerveja gelada na mesa do bar é essencial para a rentabilidade desse negócio, que movimenta R$ 24 bilhões ao ano, dos quais 35% são recolhidos em forma de impostos.
Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja (Sindicerv), 67% da venda da cerveja acontece em bares e restaurantes, em garrafas de 600 ml. As latas, garrafas long neck e barris de chope ficam com o restante. Para quem acompanha o setor, as margens das vendas em redes varejistas são muito estreitas. Na informalidade dos botecos é que estaria o lucro.
"Com a nota para apenas uma caixa de cerveja o distribuidor entrega quatro ou cinco no boteco da periferia das cidades ou Estados menos visados pela Receita Federal", diz um consultor, que prefere o anonimato. Todas as companhias garantem que, de suas fábricas, os caminhões saem com a documentação exigida.
Os arquivos policiais estão recheados de denúncias de sonegação na distribuição de cerveja. Também são comuns boletins de apreensão de caminhões de entrega sem as notas fiscais.
Em Mato Grosso, o Ministério Público formalizou no final do ano passado um pedido de instauração de inquérito a partir da investigação de denúncias anônimas contra uma dezena de distribuidores por fraude fiscal. Todas a serviço da Petrópolis. "A Secretaria da Fazenda do Estado deu uma busca e não confirmou qualquer irregularidade", diz a promotora que coordena a investigação, Ana Cristina Bardusco. "As filias da distribuidora Praiamar, a principal denunciada, no Estado são todas novas e apresentaram a documentação exigida."
A Praiamar, da qual o presidente da Petrópolis, Walter Faria, já foi sócio, hoje está registrada na Junta Comercial de São Paulo como pertencente à empresa uruguaia Cadnell Company S A, junto com um sócio minoritário, Roberto Luís Lopes. Faria faz questão de assegurar que trabalha com 117 revendas, todas terceirizadas.
Mudanças na distribuição - A distribuição, considerada o coração do negócio da venda de cerveja, passa por mudanças. A terceirização, recurso mais usado pelas empresas até há pouco tempo, começou a perder espaço há quatro anos, quando a AmBev iniciou seu plano de assumir a distribuição. Hoje, mais da metade da distribuição da empresa é própria.
"Nos grandes centros fazemos economia de escala e temos ganhos de produtividade com essa logística", diz o diretor de trade marketing da companhia, Michel Dimitrios. "Mas ainda mantemos cerca de 200 revendas para nos atender no interior, porque essas empresas têm conhecimento de mercado local."
Na Femsa, a distribuição se dá por meio do sistema Coca-Cola - os mexicanos detêm uma parte da operação da Coca-Cola no Brasil. Mas há 16 outras empresas independentes que engarrafam e distribuem Coca. Os executivos na Femsa evitam falar com a imprensa. Nesse caso, limitam-se a informar que a Femsa Cerveja "está se esforçando para oferecer um portfólio de produtos que represente as demandas do consumidor".
Os concorrentes interpretam essa declaração como uma admissão subliminar de que a empresa enfrenta problemas para fazer suas cervejas chegarem ao varejo. A questão essencial está em convencer as 16 outras empresas dos Sistema Coca a se empenharem em entregar as marcas Kaiser e Sol, que representam apenas 5% do seu negócio. Para contornar a dificuldade, a Femsa estaria negociando a venda de cerca de 15% da Femsa Cerveja do Brasil aos engarrafadores de Coca-Cola. A empresa não confirma nem nega a informação.
A Schincariol contratou um executivo para tentar profissionalizar sua distribuição - especialmente após o escândalo da Operação Cevada, que chegou a prender boa parte da cúpula da empresa por crime de sonegação. Procurada, a empresa preferiu não falar sobre o assunto
CLÁUDIO OLIVEIRA
ALUNO DO IVAR
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