quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Comércio online deve ultrapassar lojas físicas em São Paulo

Estudo da Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico (camara-e.net) estima que as vendas online na região metropolitana de São Paulo chegarão a R$ 15 bilhões até o final do ano, crescimento de 40% em relação a 2009. Enquanto isso, o comércio tradicional, de acordo com a Fercomercio-SP, deverá fechar 2010 com receita de R$ 11 bilhões.

O resultado já era esperado. No primeiro semestre do ano, os sites faturaram R$ 7,8 bilhões, contra R$ 7,2 bilhões registrados somente pelos shoppings centers da Grande São Paulo, segundo dados da Fecomércio e da e-Bit. Os itens mais procurados pelos 23 milhões de internautas são eletrônicos, artigos de informática, eletrodomésticos e livros. O tíquete médio varia entre R$ 346 e R$ 370.

O fenômeno ocorreu devido, principalmente, à ampliação do número de computadores nos domicílios, ao acesso à internet de alta velocidade pela população e à expansão de crédito, além dos investimentos de grandes varejistas no canal.
Fonte: IG

Preços altos vão puxar faturamento dos supermercados no Natal

O preço da cesta composta pelos 35 produtos mais consumidos pelos brasileiros registrou aumento de 3,59% em outubro na comparação com o mês anterior. O dado é de pesquisa da GFK em parceria com a Abras (Associação Brasileira de Supermercados). Segundo Sussumu Honda, presidente da entidade, os reajustes aconteceram em função das commodities e da maior procura pelo consumidor.

A tendência é que os preços continuem em alta, o que deve elevar o faturamento dos super e hipermercados neste Natal. Em contrapartida, o volume poderá apresentar queda. Previsão da Abras aponta que, no fim deste ano, a receita deverá subir 12% em relação a 2009, quando o crescimento foi de 8%.

Outro levantamento divulgado pela Abras, mas realizado pela Nielsen, aponta as categorias que mais cresceram nos primeiros dez meses de 2010. Segundo o estudo, no período, as cervejas elevaram o volume em 19,8%. A segunda maior variação registrada foi a dos sucos prontos, com alta de 18,1%. Queijos e refrigerantes, por sua vez, cresceram 16,6% e 11,8%, respectivamente.
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Endividamento do brasileiro preocupa ministério

O superendividamento da população é um tema que preocupa o Ministério da Justiça. "Queremos transparência e informação ao consumidor e há setores que nos preocupam", disse o ministro Luiz Paulo Barreto. Para ele, a situação ganhou mais importância com a chegada de cerca de 30 milhões de pessoas à classe média nos últimos anos. "Ninguém ganha com o superendividamento dos consumidores", avaliou.

Para evitar problemas no futuro, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, firmou um convênio hoje com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que haja troca de informações e aprimoramento de atividades regulatórias, de fiscalização e de educação de investidores. "Esta é uma preocupação preventiva", resumiu Barreto. Isso porque, segundo ele, muitos dos que têm ingressado no mundo do consumo não conhecem ainda "as regras do jogo".

Para Barreto, é preciso que o cliente saiba claramente o quanto paga por um determinado produto comprado a prazo e qual é a fatia da taxa de juros. Também é preciso enfatizar a esse consumidor, segundo ele, a possibilidade de se fazer poupança para adquirir um bem, no futuro, com pagamento à vista e solicitar desconto.

As avaliações do ministro surgem justamente no dia em que o jornal Financial Times publica uma matéria enfatizando que o "boom" de crédito pode trazer problemas para o Brasil. De acordo com a publicação, a fatia de crédito estava em 22% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2002. Hoje, está em 47% e a expectativa é a de que o porcentual possa chegar a 60% do PIB. Nas economias desenvolvidas, o índice alcança até 100% do PIB.

O periódico ressalta que, além da velocidade de crescimento, falta educação financeira e experiência no uso de novos instrumentos. O FT enfatiza ainda a rápida expansão do mercado de cartão de crédito, que passou de 28 milhões de unidades no Brasil em 2000 para 153 milhões este ano.

Procon

O ministro da Justiça defendeu ainda a autonomia dos Procons para fazerem julgamentos no setor de relação de consumo. A intenção, segundo ele, é tornar o processo de cobrança de serviços e empresas menos lento e oneroso ao consumidor. Barreto informou que conversas positivas nesse sentido já foram feitas com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

"Parece ser uma possibilidade rápida e bastante satisfatória como resposta", argumentou o ministro. "Se a estratégia de venda das empresas é rápida e seduz o consumidor, a empresa também precisa da mesma velocidade na reparação de violação de consumo", acrescentou. De acordo com Barreto, a proteção ao cliente é feita, muitas vezes, depois de um grande desgaste entre as partes.

O ministro ressaltou que o tema ganha mais atenção depois que o Brasil conseguiu ampliar a distribuição de renda e aumentar a quantidade de cidadãos que hoje se enquadram na classe média e que, consequentemente, têm mais acesso ao consumo. "É importante trabalhar no sentido da educação", disse.

Barreto salientou que 2010 foi um ano intenso na defesa do consumidor e citou o setor de cartões de crédito. "A exemplo do que aconteceu no sistema bancário, os cartões precisam de regulação mais efetiva de taxas, não envio de cartões sem solicitação e aumento do pagamento mínimo. Conseguimos que o CMN (Conselho Monetário Nacional) atuasse e também um acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviço (Abecs)", pontuou.
Fonte: O Estado de São Paulo

Crescimento do comércio mundial diminui no 3º trimestre, diz OMC

O crescimento no fluxo de comércio global diminuiu de forma acentuada no terceiro trimestre, indicando que a recuperação da economia perdeu fôlego, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (1º) pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Segundo a OMC, o valor das importações e exportações das 70 economias responsáveis por 90% do comércio global cresceu 3% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior. Apesar disso, na comparação com igual trimestre do ano passado, esse valor teve aumento de 18%, expansão notavelmente menor que a de 26% registrada no segundo trimestre na mesma base de comparação.

O órgão acrescentou que o comércio mundial deve crescer 13,5% em 2010 em relação a 2009. A estimativa leva em consideração oscilações nos preços.

Os dados da OMC sugeriram também que ainda há desequilíbrios na economia global, visto que no terceiro trimestre as exportações dos EUA cresceram 1% em relação ao trimestre anterior, enquanto as da China subiram 11%.
Fonte: O Estado de São Paulo

Boulevard Shopping São Gonçalo abre as portas para o Natal

Ontem, São Gonçalo recebeu de braços abertos o Boulevard Shopping São Gonçalo. Com mais de R$150 milhões em investimento, o sucesso do empreendimento é simples: uma localização privilegiada em uma cidade com mais de um millhão de potenciais consumidores.

Até hoje, São Gonçalo não dispunha de nenhum shopping no centro da cidade com tantas marcas importantes do varejo e opções de lazer. Localizado no “coração” do segundo maior município do Rio (na Avenida Presidente Kennedy), o empreendimento terá 243 lojas, 21 restaurantes e lanchonetes, oito choperias, complexo com seis salas de cinema, boliche e praça de eventos com espaço para apresentações musicais.

O shopping contará com importantes redes como as âncoras Leader, Casa & Vídeo, Riachuelo, C&A, Casas Bahia e Renner, além de megastores como Ponto Frio e Ri Happy e lojas como O Boticário, Taco, Di Santinni, Kik Calçados, McDonald’s, Bob’s, Parmê, Spoleto, Beluga, Quiosque Chopp da Brahma, Vivenda do Camarão, Boteco do Manolo, ComPão, Mister Pizza, Giraffas, Oi, TIM, Claro, Sonho dos Pés, Baggagio, entre outras.
Fonte: Varejista

Sorvetes Garoto abrem temporada de verão com novidades

A área de sorvetes da Garoto amplia sua linha para a temporada de verão, que é considerada a mais importante nesse segmento de mercado, e leva aos consumidores mais uma consagrada marca de chocolates para a versão gelada: Serenata de Amor, sabor Mousse.

Assim como o Serenata de Amor, comercializado desde a entrada da Garoto no segmento, em 2007, o principal lançamento da empresa para esta temporada também chega na versão cone e vem com sorvete de chocolate com recheio sabor Mousse, coberto com calda de chocolate, com ponta de chocolate em uma casquina de biscoito, salpicado por pedacinhos de chocolate.

Os outros dois lançamentos da Garoto ficam por conta do Talento Avelã e Talento Castanha do Pará, que prometem agradar os consumidores com seus novos tamanhos, desenvolvidos especialmente para atender às expectativas do cliente.

A marca Talento é uma das principais na categoria de chocolates e tem feito sucesso no segmento de sorvetes desde seu lançamento. Os sabores permanecem inalterados, o Talento Avelã conta com sorvete de chocolate com avelãs selecionadas e cobertura de chocolate ao leite. Já o Talento Castanha do Pará apresenta um sorvete de chocolate com castanha-do-Pará e cobertura de chocolate ao leite.
Fonte: Varejista

Classe C impulsiona consumo de produtos piratas

O presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, acredita que a classe C, "que chega com toda força ao mercado de consumo", está impulsionando o aumento do consumo de produtos piratas no Brasil, mas o hábito se alastra por todas as classes sociais e faixas etárias. A instituição divulgou hoje pesquisa sobre a pirataria, mostrando que 70,2 milhões de pessoas consomem produtos piratas no Brasil, ou 13,8 milhões a mais do total que compravam esses produtos em 2006.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Rafael Favetti, concorda que "a migração de classes aumentou o consumo em geral no País, de produtos lícitos e ilícitos". Ele disse que há uma "visão romântica" no Brasil de que os que produzem e distribuem produtos piratas são "coitados sem emprego". Segundo ele, a realidade é diferente. "Quem faz e distribui pirataria, segundo todos os dados que temos de apreensões, mostram que quem faz e distribui esses produtos está ligado ao crime organizado", disse. Ele acredita que o combate passa pela fiscalização e repressão, mas também conscientização dos consumidores.

A parcela de consumidores da classe AB que consomem produtos piratas caiu nos últimos cinco anos, mas permanece elevada, segundo a pesquisa da Fecomércio-RJ. Enquanto em 2006 a pesquisa revelou que 53% dos consumidores dessa classe consumiam piratas, em 2010 o porcentual foi de 47%.

O economista da Fecomércio, João Gomes, disse que como a demanda da classe alta por esses produtos prossegue elevada, os produtores e distribuidores de piratas estão sofisticando mais os produtos para atender a essa fatia. Segundo ele, para todas as classes de renda o preço é apontado como fator predominante para o consumo de piratas.

Nas demais classes de renda, houve aumento no porcentual de consumidores que compram piratas entre 2006 e 2010, passando de 49% para 53% na classe C e de 32% para 39% na classe E. A avaliação da Fecomércio é que o aumento do rendimento para essas classes elevou o consumo de forma geral, inclusive de piratas.

Entre os produtos piratas consumidos, figuram de CD a cigarros. O porcentual de entrevistados na pesquisa da Fecomércio-RJ que compra CD pirata chegou a 79%, seguido de DVD (77%); óculos (7%); calçados, bolsas ou tênis (7%); relógios (5%); roupas (6%); brinquedos (3%) e cigarros (4%).

A pesquisa foi realizada em 1.000 domicílios, em 70 cidades, sendo nove regiões metropolitanas. Hoje a Fecomércio-RJ, no Estado do Rio de Janeiro, está lançando a campanha "Quem compra produto pirata paga com a vida". Segundo Diniz, o objetivo é esclarecer os consumidores sobre os riscos da pirataria as suas famílias.
Fonte: O Estado de São Paulo