É o que mostra uma pesquisa da Nielsen. A consultoria analisou o desempenho das 40 maiores empresas dos setores de alimentos e bebidas no Brasil, de janeiro a agosto deste ano. As companhias que investiram em produtos diferenciados para os estados do nordeste tiveram um aumento médio de 12,9% no faturamento nesse período. As outras tiveram um crescimento bem menor: entre 0,8% e 5,5% em relação a iguais meses do ano passado.
Segundo Alexandre Costa, diretor de regionalização e base da pirâmide da Nestlé, a demanda no Norte e no Nordeste cresce mais do que o dobro das vendas de outras regiões do País. Justamente por isso, a Nestlé tem investido em produtos diferentes, lançados só no mercado do Nordeste. Um deles é o Nescafé Dolca, com sabor mais suave que os outros cafés solúveis da marca.
De acordo com a pesquisa da Nielsen, a principal diferença entre o consumidor do Nordeste e o de outras localidades do País é o perfil familiar. No Nordeste, existe maior concentração de consumidores de renda mais baixa, as famílias são maiores, as donas de casa são mais jovens, há mais crianças e as compras estão concentradas em pequenas mercearias e lojas de atacado.
Ciente disso, a Danone desenhou uma estratégia de vendas só para a região. "Para chegar ao maior número de nordestinos, foram desenvolvidas, por exemplo, embalagens econômicas, como a do iogurte Corpus em formato unitário que custa R$ 0,49", diz Edna Giacomini, diretora comercial da Danone no Brasil. No restante do País, o produto é vendido em bandeja de quatro ou seis unidades, com preço entre R$ 3 e R$ 4.
Danoninho Cremoso
A Danone também lançou produtos exclusivos para o Nordeste nos últimos 12 meses. Caso do Danoninho Cremoso, iogurte com polpa de fruta de morango. Desenvolvido conforme estudo de mercado realizado na região, as vendas do Danoninho cresceram o dobro do que a empresa esperava para o período. Já as vendas da linha Corpus, graças à versão de R$ 0,49, subiram 90% no mesmo intervalo.
Nova Schin em garrafinhas de vidro
Outra empresa que adotou a estratégia de produtos só para o Nordeste foi a fabricante de bebidas Schincariol, com sede em Itú (SP). Agora, a empresa está lançando a cerveja Nova Schin em garrafinhas de vidro de 250 ml. "É uma dose única, que gela mais rápido e custa só R$ 1", informa Luiz Claudio Taya, diretor de marketing do Grupo Schincariol. "No Nordeste a concorrência é muito menor e nossa distribuição é mais abrangente e rápida", diz o executivo.
Em agosto, a empresa lançou o refrigerante de baixa carbonatação Viva, em garrafas plásticas de 300 ml – também ao preço de R$ 1, nos sabores limão e pêra. Sua concorrente Aquarius, da Coca-Cola, custa em média R$ 2. O sabor pêra, lançado pela Schincariol, teve como base pesquisas realizadas com o consumidor local.
Segundo Taya, a grande vantagem do Nordeste como mercado consumidor de bebidas é, além do calor, a existência de pontos de venda bem diferentes em relação aos do Sul e Sudeste. "Lá, qualquer garagem vira bar. E a Schin entrega tanto para esse pequeno comércio quanto para os grandes", explica. Nesses bares de garagem, segundo Taya, quanto mais barato o produto, melhor.
Fonte: Valor Econômico
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Consumo de panetones deve ter alta de até 20%
Mesmo diante da previsão de aumento de 5% no valor do produto, a indústria espera que em 2010 sejam vendidos 150 milhões de unidades, frente aos 125 milhões do ano passado. “A alta do trigo, do açúcar e até das uvas passas e frutas cristalizadas – que vêm do Chile, onde houve um grande terremoto no início do ano – acabaram gerando um impacto no preço final do produto”, diz Rodrigo Pessanha, gerente de marketing de biscoitos e panificados da Arcor. “O consumidor não deve ser intimidado pelos novos preços, já que na ponta o acréscimo não é tão expressivo.”
A Bauducco, que pertence à Pandurata Alimentos, projeta vender 58 milhões de panetones, contra os 50 milhões de 2009. "A variedade de produtos ajuda a aumentar a expansão da categoria”, explica Paulo Cardamone, diretor de marketing da Bauducco.
Neste Natal, a fabricante vai lançar somente no Nordeste um formato menor, de 400g, cujo preço é 15% menor. “A ideia é oferecer um produto que proporcione menor desembolso, para aumentar o consumo na região”, diz Cardamone. Em 2009, a Bauducco investiu R$ 20 milhões na campanha de panetones. Este ano, serão R$ 25 milhões.
Já a Arcor, dona da marca Triunfo, prevê crescimento de 20% nas vendas. O Grupo Pão de Açúcar também espera crescer 20%.
Fonte: Valor Econômico
A Bauducco, que pertence à Pandurata Alimentos, projeta vender 58 milhões de panetones, contra os 50 milhões de 2009. "A variedade de produtos ajuda a aumentar a expansão da categoria”, explica Paulo Cardamone, diretor de marketing da Bauducco.
Neste Natal, a fabricante vai lançar somente no Nordeste um formato menor, de 400g, cujo preço é 15% menor. “A ideia é oferecer um produto que proporcione menor desembolso, para aumentar o consumo na região”, diz Cardamone. Em 2009, a Bauducco investiu R$ 20 milhões na campanha de panetones. Este ano, serão R$ 25 milhões.
Já a Arcor, dona da marca Triunfo, prevê crescimento de 20% nas vendas. O Grupo Pão de Açúcar também espera crescer 20%.
Fonte: Valor Econômico
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Schincariol investe R$ 1 bilhão na produção nordestina
A unidade de Alagoinha (BA) já está em fase de ampliação para dobrar a capacidade produtiva. A verba destinada chega a aproximadamente R$ 400 milhões que serão aplicados até o fim de 2011. A fábrica produz cerveja, chope, refrigerante, bebidas mistas e água mineral.
Em Recife (PE), o investimento a ser aplicado entre 2010 e 2014 é da ordem de R$ 200 milhões. O dinheiro será utilizado não só no aumento da produção, mas também na modernização da unidade. Já na unidade de Caxias (MA), os aportes programados são de R$ 120 milhões até 2014.
"Se o nosso produto precisar percorrer mais de 500 quilômetros para chegar aos pontos de distribuição, perdemos qualidade e não conseguimos competir nesse mercado" explica Adriano Schincariol, presidente do Grupo Schincariol. Com os investimentos em produção, a expectativa é fechar 2010 com faturamento de R$ 6 bilhões.
Fonte: DCI
Em Recife (PE), o investimento a ser aplicado entre 2010 e 2014 é da ordem de R$ 200 milhões. O dinheiro será utilizado não só no aumento da produção, mas também na modernização da unidade. Já na unidade de Caxias (MA), os aportes programados são de R$ 120 milhões até 2014.
"Se o nosso produto precisar percorrer mais de 500 quilômetros para chegar aos pontos de distribuição, perdemos qualidade e não conseguimos competir nesse mercado" explica Adriano Schincariol, presidente do Grupo Schincariol. Com os investimentos em produção, a expectativa é fechar 2010 com faturamento de R$ 6 bilhões.
Fonte: DCI
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