Com a ajuda de consultorias ou de maneira empírica, lojas apostam nos cinco sentidos humanos para ganhar mais dinheiro
A música ambiente de uma loja ou o cheiro que os clientes sentem ao entrar nela podem não ser por acaso. Muitas vezes, o que está por trás disso é a aplicação do marketing sensorial, uma estratégia que visa despertar os cinco sentidos do consumidor para vender mais. Esse tipo de ação faz o cliente associar a marca a uma sensação boa, o que o leva a comprar mais, explica Marcelo D´Emidio, chefe do departamento de marketing e pesquisa da graduação da ESPM.
Segundo D’Emidio, o conceito do marketing aliado aos cinco sentidos chegou ao Brasil há cerca de quatro anos e as primeiras unidades a adotá-lo foram lojas conceito, aquelas em que o principal objetivo é transmitir a identidade da marca, sem necessariamente vender o produto em si. Depois, os varejistas perceberam que mexer com os sentidos poderia ser bom para os negócios e adotaram alguns princípios dessa estratégia nos pontos de venda convencionais. D’Emidio acredita que qualquer negócio feito para o consumidor final (B2C) pode se valer do marketing sensorial.
Para mostrar como um mesmo sentido pode ser trabalhado de maneira diferente em lojas conceito e tradicionais, D’Emidio dá um exemplo: “Enquanto na primeira você opta por um som ambiente que de alguma forma transparece a identidade da marca (mais lento ou mais urbano, por exemplo), na unidade convencional a música escolhida é aquela que aumenta o consumo, sem ter necessariamente alguma ligação com a marca.”
Com o crescimento do uso do marketing sensorial no varejo, aumentou também o número de consultorias especializadas em implantá-lo. “A consultoria traz conhecimento científico e pesquisas embasadas, que ajudam na hora de decidir em qual sentido do cliente a empresa deve investir. Há, porém, empreendimentos que aliam os sentidos às suas marcas de maneira empírica, como as padarias e docerias. Afinal, é quase óbvio que o cheiro dos alimentos ali servidos atrai mais gente”, afirma D’Emidio.
A rede de nuts glaceados Nutty Bavarian é um exemplo de empresa que aplica o marketing sensorial de forma empírica. Com um faturamento de R$ 18 milhões em 2009 e meta de atingir 130 pontos de venda nos próximos anos em todo o país, com foco no Rio de Janeiro e Santa Catarina, a franquia tem no marketing sensorial o seu principal motivador de vendas.
Numa pesquisa realizada pela empresa com pouco mais de 300 frequentadores de shoppings, 66,7% deles afirmaram ter sido motivados a comprar os produtos da Nutty Bavarian quando sentiram o cheiro das nuts glaceadas. O estudo mostrou ainda que a primeira sensação que vem à cabeça das pessoas quando elas pensam na marca é o odor adocicado das nozes, avelãs e amêndoas. “O produto feito na hora exala um aroma que atrai os clientes e cria uma identidade que é quase tão forte quanto a imagem de nossos quiosques. E isso sem precisar borrifar essências nos pontos de venda, como fazem muitas redes”, conta Adriana Auriemo, responsável pela criação da franquia no país.
PEGN
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
10 TENDÊNCIAS DA CLASSE C
Em uma apresentação informal da pesquisa doDataPopular sobre a baixa renda. Liderada por Renato Meirelles que estuda esse target desde 2001 e ainda tem uma parceria com o DataFolha que já faz mais de 100 mil entrevistas em 180 cidades, foi possível conhecer quais são as 10 tendências da classe C traçadas por meio de drivers do futuro e pistas comportamentais . E é bom ficar de olhos bem abertos, pois essa turma – que ganha menos de 10 salários mínimos – representa 90% da população brasileira, é responsável por 79% do consumo, atinge 69% do mercado de cartões de créditos, são 86% dos total de internautas no Brasil e movimentam mais de 760 bilhões por ano. “São milhões de consumidores com bolso de classse média e cabeça de baixa renda”, segundo Meirelles. Ficou interessado? Então, vamos lá:
1. Consumo de inclusão: todos querem comprar, mas o alvo é a qualidade e não o status. Aqui vale a abundância e não a exclusividade como na classe A
2. Acesso e qualidade: valoriza o dinheiro. Uma compra é um investimento. Portanto, a margem de erro deve ser pequena. Não dá para testar um produto e depois não gostar e ter que usar até acabar.
3. Capilaridade, aval e segmentação: o ponto de venda deve ser próximo pois fazem compras a pé e se não tiverem dinheiro sempre pode apelar para o mercadinho que vende fiado.
4. Redes, dicas e boca a boca: são mais colaborativos e dividem a informação com a família e os vizinhos. Todos dão dicas de descontos, bons produtos, atendimento. E o melhor, uma vez conquistados, se mantêm fiéis.
5. Tecnologia, família e invstimento: o computador ocupa o lugar na sala que antes era só da TV. Representa uma forma maior de conhecimento, entretenimento e lazer.
6. Educação e cultura: caminho para a ascensão social. Estudar funciona como um plano de previdência familiar pois melhora a qualidade de vida de todos.
7. Juventude geração C: esse é o nosso futuro. Seremos um Brasil com a cara dos jovens da atual classe C. Esse jovem tem voz ativa dentro da família. 68% deles estudou mais que os pais e são super pé-no-chão. Não acreditam em horóscopo, alma gêmea, ET de Varginha. Não tem tempo para pensar nessas “bobagens”.
8. Identidade e autoestima: valoriza a conquista e enaltece a origem. Aqui vale a pena prestar atenção na regionalidade, na comunidade e na igreja.
9. Vaidade e beleza: estar bem arrumada é uma forma de diminuir as barreiras étnicas e sociais. As mulheres gastam em média 50 reais por mês no salão. 89% afirmam que os cuidados pessoais a fazem se sentir melhores. (ver reportagem abaixo)
10. Novos papéis e nova família: a relação homem e mulher ganha maiores contornos nesta faixa de renda. 30% das familias da classe C são chefiadas por mulheres. A tão desejada igualdade de direitos chega primeiro aqui.
1. Consumo de inclusão: todos querem comprar, mas o alvo é a qualidade e não o status. Aqui vale a abundância e não a exclusividade como na classe A
2. Acesso e qualidade: valoriza o dinheiro. Uma compra é um investimento. Portanto, a margem de erro deve ser pequena. Não dá para testar um produto e depois não gostar e ter que usar até acabar.
3. Capilaridade, aval e segmentação: o ponto de venda deve ser próximo pois fazem compras a pé e se não tiverem dinheiro sempre pode apelar para o mercadinho que vende fiado.
4. Redes, dicas e boca a boca: são mais colaborativos e dividem a informação com a família e os vizinhos. Todos dão dicas de descontos, bons produtos, atendimento. E o melhor, uma vez conquistados, se mantêm fiéis.
5. Tecnologia, família e invstimento: o computador ocupa o lugar na sala que antes era só da TV. Representa uma forma maior de conhecimento, entretenimento e lazer.
6. Educação e cultura: caminho para a ascensão social. Estudar funciona como um plano de previdência familiar pois melhora a qualidade de vida de todos.
7. Juventude geração C: esse é o nosso futuro. Seremos um Brasil com a cara dos jovens da atual classe C. Esse jovem tem voz ativa dentro da família. 68% deles estudou mais que os pais e são super pé-no-chão. Não acreditam em horóscopo, alma gêmea, ET de Varginha. Não tem tempo para pensar nessas “bobagens”.
8. Identidade e autoestima: valoriza a conquista e enaltece a origem. Aqui vale a pena prestar atenção na regionalidade, na comunidade e na igreja.
9. Vaidade e beleza: estar bem arrumada é uma forma de diminuir as barreiras étnicas e sociais. As mulheres gastam em média 50 reais por mês no salão. 89% afirmam que os cuidados pessoais a fazem se sentir melhores. (ver reportagem abaixo)
10. Novos papéis e nova família: a relação homem e mulher ganha maiores contornos nesta faixa de renda. 30% das familias da classe C são chefiadas por mulheres. A tão desejada igualdade de direitos chega primeiro aqui.
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sábado, 31 de julho de 2010
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
8 dicas pra aumentar seu conhecimento em marketing
Já parou para pensar que as vezes ficamos muito tempo sem estudar, só executando nossas atividades diárias, caindo numa rotina sem fim e que no final acabamos fazendo as mesmas coisas?Não, você não é esse tipo de pessoa, essa pessoa não existe, não é verdade? Somos "o cara", afinal somos o fulano da empresa X. Mas se em algum momento das nossas vidas precisarmos aprimorar os nossos conhecimentos, o que devemos fazer?Pensando nisso, resolvi rascunhar 8 práticas que acredito que possam ajudar às pessoas a aumentar o conhecimento de marketing e assim, enxergar com outros olhos uma rotina diária que pode nos assolar. Essas dicas representam um pouco da minha experiência profissional em diversas áreas, mas que aqui focarei para marketing.
Marketing é ciência social e como tal, não existe teoria. Teoria é aquilo que você faz quando ferve a água no nível do mar e quando atinge 100 graus ela começa a ebulir. Você pode fazer isso várias vezes e o resultado é o mesmo. Em marketing isso não acontece. Tenha isso em mente. Dito isto, vamos às 8 dicas:
1 - Leia bastante, mas não leia qualquer coisa. Se você quer ter mais conhecimento em marketing, faça como os gurus. Eles lêem bastante, são acadêmicos, quase nunca trabalharam em empresas. Mas dão palestras caras e são contratados por diversas empresas mega globais para dizer poucos conceitos genéricos e altamente estratégicos.
2 - Tenha prazer em visitar lojas, supermercados, ouvir clientes, analisar, ver cenários e ambientes. Para conhecer mais sobre marketing, você tem que gostar de marketing. Senão não faz sentido.
3 - O Marketing, como todo conceito, se resume a poucas variáveis, o resto são variantes dessas variáveis, suas aplicabilidades e seus resultados. Descubra essas variáveis e entenderá todo o resto que ler sobre marketing.
4 - Escreva, escrever cria um senso lógico das coisas. Somos metade racionais, metade emocionais. Qualquer coisa escrita que faça sentido potencializa suas futuras ações de marketing.
5 - Sabia diferenciar o que é marketing, vendas e comunicação. Muita gente confunde marketing com vendas e principalmente com propaganda. Cuidado, o marketing é o guarda chuva que abriga tudo isso. Saiba diferenciar, assim você analisará cada macaco no seu galho.
6 - Converse com profissionais que trabalham em volta do marketing. Não precisa ser gerente ou diretor, as vezes eles mesmos não sabem todo o processo. Converse com os analistas, coordenadores, supervisores. Estes colocam a mão na massa do que é feito e sabem como medir o resultado das ações. Profissionais de vendas também são boas fontes de informações. Quando aprender a converter informações em aplicações, saberá como tirar proveito de cada conversa.
7 - Tente enxergar como era o marketing na pré-história, no período romano, na época dos Faraos, nas religiões e onde mais puder aplicar o marketing, isso exercitará a sua mente e você irá descobrir se é ou não criativo.
8 - Coloque a mão na massa. A melhor forma de aprender mais sobre marketing é praticando. Quando eu tinha 7 anos de idade eu ganhei o meu primeiro dinheiro fazendo um pedaço do marketing de uma loja de auto peças. Fique aí imaginando que parte do marketing eu fiz com 7 anos de idade, mas o importante é que eu fui lá e fiz.
Acho que com essas 8 práticas você pode começar a conhecer mais sobre marketing. Muitos profissionais que trabalham com marketing acabam fazendo só um pedaço do marketing e para a felicidade ou não deles, fazem durante 5, 6, 10 anos a mesma coisa. É como se você repetisse a receita de uma omelete com algumas variações. O produto é o mesmo, o resultado que ele vai trazer é diferente, mas o cheiro, o gosto, sempre serão iguais.
E nunca deixe de estudar, o melhor aprendizado para ter em marketing ou qualquer outro assunto é não parar nunca de aprender. Recentemente falei com um ex-superintendente do Bradesco, hoje aposentado. Aprendi com ele em uma conversa de 20 minutos e ele aprendeu comigo alguns dos meus pontos de vista. Em outra oportunidade conversei com o presidente de uma editora pequena, ele me mostrou o que muito empresário, inclusive ele, faz, tem medo de arriscar em algo que foge do comum. E no marketing, o que é comum é commoditie. Não traz um lugar ao sol, só o mesmo limite, os mesmos resultados e lembre-se, o mundo evolui dinamicamente. Como dizem, nunca almoce sozinho. Pratique!
cláudio oliveira
aluno do ivar
Marketing é ciência social e como tal, não existe teoria. Teoria é aquilo que você faz quando ferve a água no nível do mar e quando atinge 100 graus ela começa a ebulir. Você pode fazer isso várias vezes e o resultado é o mesmo. Em marketing isso não acontece. Tenha isso em mente. Dito isto, vamos às 8 dicas:
1 - Leia bastante, mas não leia qualquer coisa. Se você quer ter mais conhecimento em marketing, faça como os gurus. Eles lêem bastante, são acadêmicos, quase nunca trabalharam em empresas. Mas dão palestras caras e são contratados por diversas empresas mega globais para dizer poucos conceitos genéricos e altamente estratégicos.
2 - Tenha prazer em visitar lojas, supermercados, ouvir clientes, analisar, ver cenários e ambientes. Para conhecer mais sobre marketing, você tem que gostar de marketing. Senão não faz sentido.
3 - O Marketing, como todo conceito, se resume a poucas variáveis, o resto são variantes dessas variáveis, suas aplicabilidades e seus resultados. Descubra essas variáveis e entenderá todo o resto que ler sobre marketing.
4 - Escreva, escrever cria um senso lógico das coisas. Somos metade racionais, metade emocionais. Qualquer coisa escrita que faça sentido potencializa suas futuras ações de marketing.
5 - Sabia diferenciar o que é marketing, vendas e comunicação. Muita gente confunde marketing com vendas e principalmente com propaganda. Cuidado, o marketing é o guarda chuva que abriga tudo isso. Saiba diferenciar, assim você analisará cada macaco no seu galho.
6 - Converse com profissionais que trabalham em volta do marketing. Não precisa ser gerente ou diretor, as vezes eles mesmos não sabem todo o processo. Converse com os analistas, coordenadores, supervisores. Estes colocam a mão na massa do que é feito e sabem como medir o resultado das ações. Profissionais de vendas também são boas fontes de informações. Quando aprender a converter informações em aplicações, saberá como tirar proveito de cada conversa.
7 - Tente enxergar como era o marketing na pré-história, no período romano, na época dos Faraos, nas religiões e onde mais puder aplicar o marketing, isso exercitará a sua mente e você irá descobrir se é ou não criativo.
8 - Coloque a mão na massa. A melhor forma de aprender mais sobre marketing é praticando. Quando eu tinha 7 anos de idade eu ganhei o meu primeiro dinheiro fazendo um pedaço do marketing de uma loja de auto peças. Fique aí imaginando que parte do marketing eu fiz com 7 anos de idade, mas o importante é que eu fui lá e fiz.
Acho que com essas 8 práticas você pode começar a conhecer mais sobre marketing. Muitos profissionais que trabalham com marketing acabam fazendo só um pedaço do marketing e para a felicidade ou não deles, fazem durante 5, 6, 10 anos a mesma coisa. É como se você repetisse a receita de uma omelete com algumas variações. O produto é o mesmo, o resultado que ele vai trazer é diferente, mas o cheiro, o gosto, sempre serão iguais.
E nunca deixe de estudar, o melhor aprendizado para ter em marketing ou qualquer outro assunto é não parar nunca de aprender. Recentemente falei com um ex-superintendente do Bradesco, hoje aposentado. Aprendi com ele em uma conversa de 20 minutos e ele aprendeu comigo alguns dos meus pontos de vista. Em outra oportunidade conversei com o presidente de uma editora pequena, ele me mostrou o que muito empresário, inclusive ele, faz, tem medo de arriscar em algo que foge do comum. E no marketing, o que é comum é commoditie. Não traz um lugar ao sol, só o mesmo limite, os mesmos resultados e lembre-se, o mundo evolui dinamicamente. Como dizem, nunca almoce sozinho. Pratique!
cláudio oliveira
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