A repercussão mundial da notícia da compra do Burger King pelos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles surpreendeu o próprio trio de empresários.
"Cheguei à conclusão de que a marca é muito mais forte do que a gente achava", disse Sicupira no CEO Summit, seminário realizado ontem em São Paulo pela ONG Endeavor.
Em sua primeira declaração pública sobre o negócio de R$ 7 bilhões feito no início de setembro, ele disse que a rede de "fast-food" americana tem um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e um valor de mercado inferiores à metade dos mesmos indicadores das Lojas Americanas --outro negócio do trio. Porém, obteve uma repercussão mundial por conta do valor da marca.
"A marca é muito maior do que o negócio", disse ele, que brincou que ia aprender a fazer hambúrguer, "mas não a comer". "Agora temos de descobrir o que no negócio é menor do que a marca."
Odalisca
Em uma conversa com o fundador da rede Spoleto, Mario Chady, Sicupira contou experiências de sua trajetória como empreendedor.
Arrancou risos da plateia presente ao seminário ao relatar as estratégias, algumas bizarras, para conseguir aumentar a lucratividade das Lojas Americanas.
Ele apostou que se vestiria de odalisca caso a equipe conseguisse aumentar a margem de lucro para 6% -hoje ela é de 14%. A meta na época foi atingida e lá foi ele de odalisca para o centro do Rio, puxando um bloco da Beija Flor. "A gente faz qualquer negócio pelo negócio", afirmou o empresário.
CEO Summit
Realizado anualmente pela Endeavor, entidade que faz parte de uma rede internacional e foi trazida para o Brasil há dez anos por Sicupira, o CEO Summit reúne grandes executivos para bate-papos sobre empreendedorismo. Este ano, além do próprio Sicupira, o encontro contou com a presença de Eike Batista, Pedro Moreira Salles (presidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco), Rômulo Mello Dias (presidente da Cielo), Meyer Nigri (sócio fundador da Tecnisa), entre outros.
Realizado anualmente pela Endeavor, entidade que faz parte de uma rede internacional e foi trazida para o Brasil há dez anos por Sicupira, o CEO Summit reúne grandes executivos para bate-papos sobre empreendedorismo.
Neste ano, além do próprio Sicupira, o encontro contou com a presença de Eike Batista, Pedro Moreira Salles (presidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco), Rômulo Mello Dias (presidente da Cielo), Meyer Nigri (sócio fundador da Tecnisa), entre outros.
Fonte: Folha Online
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Burger King prevê 180 novas lojas em 3 anos no Brasil
Perto de completar seis anos no Brasil, a rede americana de fast-food Burger King contabiliza 93 restaurantes - uma presença pálida frente a redes nacionais e estrangeiras como McDonald's, Bob's, Giraffas e Habib's. Mas a ascensão da classe C e a recuperação da economia após a crise fizeram o grupo traçar planos mais ambiciosos para o País, com a abertura de 180 novas unidades em três anos. "Vamos abrir o dobro de lojas na metade do tempo", diz o diretor sênior do Burger King no Brasil, Iuri Miranda.
A aproximação entre o Burger King e o Brasil não para por aí: em setembro, o fundo 3G Capital, criado pelos investidores brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira - os principais acionistas da AB Inbev, maior fabricante de cervejas do mundo -, assinou acordo de US$ 4 bilhões para comprar a operação global da rede, que sofreu duros golpes na crise e enfrenta o acirramento da concorrência com outras cadeias internacionais, como o McDonald's. Miranda diz que o negócio ainda não influencia os planos para o País, pois não está 100% fechado: "Temos até 14 de outubro para dar resposta (definitiva)." O mercado, porém, vê o negócio como certo.
Sabe-se que o 3G tem interesse em expandir a rede Burger King na América Latina, inclusive promovendo o "casamento" entre a oferta dos restaurantes e as bebidas da Inbev (no Brasil, Ambev). "É uma rede de forte irradiação para os produtos da Ambev e também com potencial de associação de marca", diz o diretor executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Ricardo Camargo. A diferença com o novo sócio, segundo Camargo, será a possibilidade de investimento da própria rede no projeto de expansão: "Desde o início da operação, o Burger King vem crescendo baseado nos aportes dos parceiros locais."
Fonte: O Estado de São Paulo
A aproximação entre o Burger King e o Brasil não para por aí: em setembro, o fundo 3G Capital, criado pelos investidores brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira - os principais acionistas da AB Inbev, maior fabricante de cervejas do mundo -, assinou acordo de US$ 4 bilhões para comprar a operação global da rede, que sofreu duros golpes na crise e enfrenta o acirramento da concorrência com outras cadeias internacionais, como o McDonald's. Miranda diz que o negócio ainda não influencia os planos para o País, pois não está 100% fechado: "Temos até 14 de outubro para dar resposta (definitiva)." O mercado, porém, vê o negócio como certo.
Sabe-se que o 3G tem interesse em expandir a rede Burger King na América Latina, inclusive promovendo o "casamento" entre a oferta dos restaurantes e as bebidas da Inbev (no Brasil, Ambev). "É uma rede de forte irradiação para os produtos da Ambev e também com potencial de associação de marca", diz o diretor executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Ricardo Camargo. A diferença com o novo sócio, segundo Camargo, será a possibilidade de investimento da própria rede no projeto de expansão: "Desde o início da operação, o Burger King vem crescendo baseado nos aportes dos parceiros locais."
Fonte: O Estado de São Paulo
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Burger King aceita oferta de compra de R$ 7 bi de bilionários brasileiros
Grupo que vai adquirir rede de fast food tem brasileiros que fundaram a AmBev
Primeiro foi a bebida. Agora é a comida. Os brasileiros vêm dominando os ícones do cardápio dos norte-americanos: o gigante americano do fast-food Burger King aceitou nesta quinta-feira (2) uma oferta de compra de cerca de R$ 7 bilhões (US$ 4 bilhões) do grupo financeiro 3G Capital, dos bilionários brasileiros Marcel Telles, Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira.
Trata-se do segundo ícone americano que passa para as mãos de brasileiros - o primeiro foi a cerveja Budweiser, fabricada pela Anheuser-Busch (que foi comprada em 2008 pela InBev, comandada pelo brasileiro Carlos Brito). Telles, Lemann e Sicupira, por sua vez, são os fundadores da AmBev - que faz parte da InBev.
Segundo reportagem no site do jornal americano The New York Times, o negócio “marca a contínua ascensão do Brasil como um grande jogador entre as grandes corporações”.
Em um comunicado divulgado no site do Burger King, o sócio da 3G Alexandre Behring disse que a marca de fast-food tem uma sólida rede de franqueados, uma marca simbólica e uma grande oferta de produtos, que fazem da operação uma “perfeita combinação” para a 3G, que tem um “longo registro de investimentos em marcas globais de consumo e de empresas de varejo”.
Em julho de 2005, o Burger King abriu seu primeiro restaurante de rua na cidade de São Paulo, entre as avenidas Santo Amaro e Hélio Pellegrino, na zona sul, mas a rede está no país desde 2004.
O sistema Burger King opera mais de 11 mil restaurantes em 65 países e territórios no mundo todo; desse total, 90% são de propriedade de franqueados independentes.
Primeiro foi a bebida. Agora é a comida. Os brasileiros vêm dominando os ícones do cardápio dos norte-americanos: o gigante americano do fast-food Burger King aceitou nesta quinta-feira (2) uma oferta de compra de cerca de R$ 7 bilhões (US$ 4 bilhões) do grupo financeiro 3G Capital, dos bilionários brasileiros Marcel Telles, Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira.
Trata-se do segundo ícone americano que passa para as mãos de brasileiros - o primeiro foi a cerveja Budweiser, fabricada pela Anheuser-Busch (que foi comprada em 2008 pela InBev, comandada pelo brasileiro Carlos Brito). Telles, Lemann e Sicupira, por sua vez, são os fundadores da AmBev - que faz parte da InBev.
Segundo reportagem no site do jornal americano The New York Times, o negócio “marca a contínua ascensão do Brasil como um grande jogador entre as grandes corporações”.
Em um comunicado divulgado no site do Burger King, o sócio da 3G Alexandre Behring disse que a marca de fast-food tem uma sólida rede de franqueados, uma marca simbólica e uma grande oferta de produtos, que fazem da operação uma “perfeita combinação” para a 3G, que tem um “longo registro de investimentos em marcas globais de consumo e de empresas de varejo”.
Em julho de 2005, o Burger King abriu seu primeiro restaurante de rua na cidade de São Paulo, entre as avenidas Santo Amaro e Hélio Pellegrino, na zona sul, mas a rede está no país desde 2004.
O sistema Burger King opera mais de 11 mil restaurantes em 65 países e territórios no mundo todo; desse total, 90% são de propriedade de franqueados independentes.
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