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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Lucro do McDonald's sobe 10% no 3º trimestre

A receita da companhia aumentou 4,3%, para US$ 6,3 bilhões
A rede de lanchonetes McDonald's anunciou uma alta de 10% em seu lucro no terceiro trimestre deste ano, para US$ 1,39 bilhão (US$ 1,29 por ação), ante o US$ 1,26 bilhão (US$ 1,15 por ação) do mesmo período do ano passado. A receita da companhia aumentou 4,3%, para US$ 6,3 bilhões, enquanto as vendas no conceito mesmas lojas - que reúne unidades com mais de um ano de funcionamento - cresceram 6%. Os resultados do McDonald''s superaram as estimativas dos analistas, que esperavam um ganho de US$ 1,25 por ação e uma receita de US$ 6,23 bilhões no terceiro trimestre deste ano.

Em outra divulgação de balaço do dia, o lucro da fabricante de máquinas e equipamentos pesados Caterpillar saltou 96% no terceiro trimestre, para US$ 792 milhões (US$ 1,22 por ação), de US$ 404 milhões (US$ 0,64 por ação) no terceiro trimestre do ano passado. A receita da companhia subiu 53%, para US$ 11,13 bilhões, após a queda de 44% registrada um ano antes. Os resultados ficaram acima da projeção dos analistas, que estimavam um lucro de US$ 1,09 por ação e uma receita de US$ 10,65 bilhões.

A Caterpillar também elevou suas metas para este ano e agora espera ganhos de US$ 3,80 a US$ 4,00 por ação - acima da faixa de US$ 3,15 a US$ 3,85 prevista anteriormente. A companhia tem reorganizado suas instalações produtivas neste ano para aumentar sua capacidade industrial na China, no Brasil e em outros mercados onde o setor de construção está estimulando a demanda por máquinas.

AT&T

A AT&T, que atua no setor de telecomunicação nos EUA, informou que seus ganhos quase quadruplicaram no terceiro trimestre deste ano, para US$ 12,34 bilhões (US$ 2,08 por ação), ante os US$ 3,19 bilhões (US$ 0,54 por ação) de um ano antes. Excluindo as vendas e os ganhos fiscais, o lucro da AT&T subiu para US$ 0,55 por ação, de US$ 0,53 por ação, enquanto a receita aumentou 2,8%, para US$ 31,58 bilhões. Analistas previam lucro de US$ 0,55 por ação e receita de US$ 31,25 bilhões.

A companhia registrou 2,6 milhões de novos assinantes de seus serviços móveis no trimestre, acima dos 2 milhões adquiridos no mesmo trimestre de 2009. Agora a base de assinantes da AT&T é de 92,8 milhões, uma alta de 14% na mesma comparação.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Burger King prevê 180 novas lojas em 3 anos no Brasil

Perto de completar seis anos no Brasil, a rede americana de fast-food Burger King contabiliza 93 restaurantes - uma presença pálida frente a redes nacionais e estrangeiras como McDonald's, Bob's, Giraffas e Habib's. Mas a ascensão da classe C e a recuperação da economia após a crise fizeram o grupo traçar planos mais ambiciosos para o País, com a abertura de 180 novas unidades em três anos. "Vamos abrir o dobro de lojas na metade do tempo", diz o diretor sênior do Burger King no Brasil, Iuri Miranda.

A aproximação entre o Burger King e o Brasil não para por aí: em setembro, o fundo 3G Capital, criado pelos investidores brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira - os principais acionistas da AB Inbev, maior fabricante de cervejas do mundo -, assinou acordo de US$ 4 bilhões para comprar a operação global da rede, que sofreu duros golpes na crise e enfrenta o acirramento da concorrência com outras cadeias internacionais, como o McDonald's. Miranda diz que o negócio ainda não influencia os planos para o País, pois não está 100% fechado: "Temos até 14 de outubro para dar resposta (definitiva)." O mercado, porém, vê o negócio como certo.

Sabe-se que o 3G tem interesse em expandir a rede Burger King na América Latina, inclusive promovendo o "casamento" entre a oferta dos restaurantes e as bebidas da Inbev (no Brasil, Ambev). "É uma rede de forte irradiação para os produtos da Ambev e também com potencial de associação de marca", diz o diretor executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Ricardo Camargo. A diferença com o novo sócio, segundo Camargo, será a possibilidade de investimento da própria rede no projeto de expansão: "Desde o início da operação, o Burger King vem crescendo baseado nos aportes dos parceiros locais."
Fonte: O Estado de São Paulo

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

McDonald’s acelera crescimento na Índia

A rede americana de fast food McDonald’s pretende acelerar seu ritmo de expansão no mercado indiano nos próximos dois anos, depois de verificar um aumento na demanda da nova classe média local por seus produtos. Depois de abrir 35 lojas em 2010, chegando a 210 unidades, a rede, que atua no país por meio de franquias, pretende inaugurar pelo menos 45 pontos de venda no ano que vem. Na Índia, o McDonald’s não vende produtos à base de carne bovina e suína, em respeito às religiões locais, mas mesmo assim a expectativa é de um crescimento de mais de 30% nas vendas.

Mercado & Consumo

terça-feira, 27 de julho de 2010

O QUE ACONTECE POR TRÁS DO BIG MAC?


Cada brasileiro vai, em média, 2,8 vezes por mês a um ponto de venda da rede. Para facilitar o abastecimento, em 1999 o McDonald’s inaugurou em Osasco (SP) a Cidade do Alimento – um complexo industrial de 160 mil metros quadrados onde centraliza produção e estoque de tudo que consome. A planta custou US$ 70 milhões, investidos por três parceiros: a Marfrig-Braslo (processadora de carnes), a FSB Foods (pães) e a Martin-Brower (logística).
Dois turnos se dividem na produção dos hambúrgueres. O frigorífico abate o gado, desossa a carne, separa as partes do animal utilizadas pela rede (ponta de agulha e dianteira) e encaminha para o complexo industrial. Cada máquina tritura e mistura 4,5 mil quilos de carne por vez. Para evitar que algum objeto ou cartilagem do animal tenha sido moído junto, a carne passa por um cano com furos de 2,38 milímetros.
O hambúrguer é formatado e armazenado a uma temperatura entre -18 e -23°C, levando de um minuto a um minuto e meio para congelar. O Big Tasty, maior, demora dois minutos e meio. Do início ao fim do processo, transcorrem 45 minutos.
Bem menos que os pães, que levam 1h50 para ficarem prontos. Farinha, fermento e outros ingredientes ficam estocados por no máximo cinco dias à espera de serem misturados. A massa é assada, coberta por gergelim, embalada e estocada. Das 3,8 mil dúzias de pães produzidas por dia, 85% são congeladas enquanto o restante é enviado na mesma semana a restaurantes das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Os pães têm caminhões exclusivos para o transporte, enquanto os produtos secos, resfriados e congelados vão no mesmo veículo. Os caminhões têm colchões térmicos para separar hambúrgueres das maçãs e dos copos plásticos, por exemplo, o que permite ter três temperaturas distintas num mesmo baú. Na Cidade do Alimento, os trabalhos param apenas no Natal. Pela manhã, é feito o recebimento de mercadorias. À tarde, hora do picking. E à noite, carregamento de um dos 150 caminhões que atendem à rede.
Os veículos são rastreados via satélite para garantir o cumprimento do horário de entrega, com tolerância máxima de meia hora. Em média, um caminhão atende cinco lojas por dia. Cada loja recebe duas cargas por semana. Se o pedido vier de Manaus, por exemplo, o motorista segue por terra até Belém e de lá por balsa até a capital amazonense. São 17 dias para ir e voltar, por isso produtos como tomate e alface viajam de avião.
Os processos descritos são uma parte da cadeia que o Big Mac movimenta. O estudo McOnomics, feito em 2009 pela Fundação Getulio Vargas, revela que o sanduíche gera R$ 2,27 bilhões em renda por ano. No Brasil, 1,6 milhão de pessoas passam diariamente nos 577 restaurantes, 60 McCafés ou 627 quiosques de sobremesa da rede. Números que vão além do especificado para cada item do cardápio.

MCNúmeros

Em 2009, o McDonald’s brasileiro consumiu:
• 20 mil toneladas de carne bovina.
• 6,2 mil toneladas de carne de frango.
• 30,7 mil toneladas de batata.
• 2,6 mil toneladas de alface.
... e faturou R$ 3,45 bilhões