terça-feira, 30 de novembro de 2010

E-commerce deve crescer 25% em 2010

O faturamento do canal ficou em R$ 7,8 bilhões no primeiro semestre deste ano. A previsão é de que o setor feche 2010 com crescimento de 25% em relação a 2009, atingindo R$ 14,6 bilhões. Segundo a Fecomércio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), com base em estudo da e-bit, o número de consumidores online deve passar de 17,2 milhões em 2009 para 23 milhões de internautas até dezembro.

Um motivos para a expansão do segmento é o sucesso dos sites de compras coletivas no País. O tíquete médio dessa modalidade já é superior a R$ 30. Nesse formato, os compradores cadastrados recebem propostas de descontos dos lojistas. No entanto, a promoção só vale se um número mínimo de internautas bancar a promoção em um período determinado.

De olho nesse mercado, o empresário Felipe Murta e mais dois sócios lançaram o site de compras em grupo Vitrine Coletiva. “A intenção é aproveitar uma oferta para divulgar um produto ou serviço e a própria marca dos parceiros”, explicou Murta. Com investimento de R$ 100 mil, o site já conta com uma estrutura de 12 funcionários e atuará, inicialmente, apenas na cidade do Rio de Janeiro. A ideia é trabalhar com descontos entre R$ 35 e R$ 85. A previsão é movimentar cerca de R$ 500 mil em um ano e reinvestir até 60% na própria empresa.

Já a papelaria Paperchase, 20 anos no mercado, abriu seu braço online em 2007 para vender os mesmos produtos da unidade física, que fatura R$ 1,4 milhão. Durante 2009, o site, com tíquete médio de R$ 148, faturou R$ 22 mil. A previsão para 2010 é chegar a R$ 25 mil.

Em 2011, a Paperchase vai investir cerca de 40% da receita prevista na plataforma digital. “Vamos investir em navegabilidade, conteúdo e atuação nas redes sociais”, adiantou Álvaro Real, gerente de marketing da empresa. O site também ganhará novas ferramentas de apresentação de produtos, como vídeo e fotos em 360 graus. “A novidade vai tirar dúvidas do internauta na hora da compra.”
Fonte: Valor Econômico

Consumidor deve ter várias formas de pagamento ao ir às compras de Natal

O fim de ano está chegando e, com ele, mais pessoas vão às compras, consequentemente aumentando o número de transações com cartões e o medo de consumidores e lojistas de ocorrer uma pane nas maquininhas.

Caso isto aconteça, a Pro Teste - Associação de Consumidores, informa que os comerciantes devem avisar o quanto antes que não estão trabalhando com esta forma de pagamento, sendo que, nesta época do ano, é sempre prudente que o consumidor tenha outra maneira de pagar suas compras.

“A partir do momento que o lojista fica sabendo do problema, ele deve avisar o consumidor, usando até alto-falantes, no caso de lojas grandes, e colando cartazes na frente da loja avisando que não estão trabalhando temporariamente com aquela forma de pagamento. Se a pessoa já estiver no caixa, ela deve negociar outra forma de pagamento e, caso ela se sinta lesada, pode procurar um órgão de defesa do consumidor e, dependendo do caso, a Justiça”, explica a advogada da Associação, Tatiana Viola de Queiroz.

Empresas

Apesar da preocupação do consumidor e de alguns comerciantes, sobretudo após o compartilhamento das maquininhas de cartões, as principais empresas credenciadoras de cartões de crédito, responsáveis pelas maquininhas, garantem que tanto consumidores como lojistas podem ficar tranquilos neste Natal.

Na Cielo, por exemplo, segundo o vice-presidente de tecnologia da empresa, Paulo Guzzo, em todas as datas relevantes, a empresa toma uma série de ações preventivas para que não haja problemas por conta do aumento da demanda.

“Nós já monitoramos o negócio em todo o momento, acompanhando segundo a segundo as operações e nestas épocas reforçamos estas ações. Neste Natal, começamos desde o Dia das Crianças (...) Dentre outras coisas, revisamos todos os ambientes de contingência e fizemos ações de continuidade do negócio junto às empresas de telecom”, explicou.

No ano passado, ainda segundo Guzzo, a Cielo não registrou nenhum problema em suas operações e, caso isso ocorra este ano, a empresa está preparada para resolver rapidamente.

2009

No ano passado, por conta de uma intermitência no sistema, a Redecard parou de funcionar, levando inúmeros consumidores a mudar de operadora no ato da compra ou até mesmo desistir de adquirir produtos.

O problema ocorreu no dia 24 de dezembro, data considerada pelo comércio como uma das mais importantes para as vendas de Natal. Procurada, até o fechamento desta matéria, a empresa ainda não tinha um posicionamento sobre o assunto.
Fonte: Info Money Pessoal

Compras de Natal vão sair mais caras

As prestações dos presentes de Natal ficaram mais caras. Segundo o Banco Central, entre setembro e outubro os juros médios para o consumidor subiram 1% impulsionados, principalmente, por expectativas de um aperto monetário até janeiro e projeções de piora para a inadimplência. Essa foi a primeira elevação após quatro quedas consecutivas nas taxas. Para quem vai bancar o Papai Noel, dividir as compras em 12 vezes, por exemplo, pode sair caro: vai desembolsar o equivalente a quase um presente e meio. Para cada compra no valor de R$ 1 mil, parcelada, o brasileiro vai gastar mais R$ 404 apenas com juros por ano.

A servidora pública Sônia Rosenberg, 41 anos, sentiu no bolso o peso dos juros. Apesar de preferir fazer as compras de eletrodomésticos à vista para fugir das taxas elevadas e de parcelamentos longos, está à procura de uma nova máquina de lavar e terá de fazer a aquisição em prestações. Na pesquisa de preços que realizou, as condições de financiamentos encontradas a assustaram. “As lojas não dão desconto na compra a prazo e terei de pagar uma taxa abusiva”, reclamou.

Sônia vai pagar uma prestação mais pesada em função do jogo entre mercado e Banco Central. Com a inflação em escalada e o mercado projetando um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 5,72% em 2010 — acima do centro da meta perseguida pelo governo, de 4,5% ao ano — o sistema financeiro está se antecipando aos possíveis movimentos de alta na Selic e já subindo juros. Com a possibilidade de elevação da taxa básica da economia, o custo de captação dos bancos ficará mais alto e esse gasto a mais das instituições financeiras é imediatamente repassado ao consumidor.

Efeito calote

“É óbvio que as expectativas na curva de juros influenciam na formação da taxa, mas como o mercado é volátil, temos de ver com ressalvas essa elevação”, ponderou Eduardo Otero, sócio da corretora Progredir Investimento. Luiza Rodrigues, economista do Banco Santander, concorda com a opinião de Otero, mas acrescenta outro fator na conta para a elevação dos juros para os consumidores: a possibilidade de aumento do calote. “Esse maior custo do crédito para pessoas físicas decorre de medo de inadimplência e de uma expectativa de juros maiores”, argumentou. “Com a projeção de Selic mais alta, o custo de captação realmente vai subir e também deixar as taxas mais pesadas”, concluiu.

O professor Paulo Marinho Machado, 45 anos, comprou um automóvel novo em 60 parcelas, número de prestações que é considerada por especialistas uma armadilha. Deu uma entrada e obteve uma taxa de juros de 1,29% ao mês. Porém, ao fim do financiamento, terá desembolsado o suficiente para quitar dois carros iguais ao que adquiriu. “O carro é uma necessidade, uma ferramenta de trabalho. Vou comprar um e pagar quase o preço de dois”, desabafou.

Armadilha no crédito

A concessão de financiamentos no país está crescendo fortemente e em outubro bateu recorde. O volume de recursos chegou a 47,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas do país) — número nunca registrado desde 2001, quando o Banco Central começou a fazer esse levantamento. Em valores totais, o montante de operações de crédito é de R$ 1,644 trilhão. Com tanto dinheiro na praça e os juros pesados praticados no Brasil, o consumidor precisa ficar atento para não cair nas armadilhas escondidas sobre o crédito fácil e comprometer o orçamento.

O bancário Marcelo Nonnenmarcher, 39 anos, tem aversão às altas taxas de juros praticadas no mercado e criou um mecanismo próprio para não recorrer a financiamentos prolongados. Nonnenmarcher procura poupar o dinheiro necessário para adquirir, por exemplo, um carro, e usa o cartão de crédito, que dependendo das parcelas não cobra juros, para financiar as compras de outros bens de valores menores, como uma geladeira. “Dessa forma, me livro dos juros que, no Brasil, ainda são bastante elevados”, dá a dica.

Com taxa de 40,4% ao ano, empréstimos alongados como os de 72 vezes (tradicionais para financiamento de veículos) fazem com que o consumidor pague duas vezes ou mais por um mesmo bem. Esse tipo de crédito de longo prazo também carrega riscos embutidos, como a incerteza de que o consumidor vai estar empregado dois ou três anos depois de assumir as prestações. Analistas de risco de crédito, como o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e a Serasa Experian, afirmam que outras “turbulências”, como uma doença e problemas financeiros, podem causar a interrupção dos pagamentos. Por isso, o recomendado é fazer o mínimo de prestações possíveis.
Fonte: Correio Braziliense Online

Casas Bahia inaugura primeira loja em Sergipe

A rede varejista Casas Bahia inaugura hoje a primeira loja em Sergipe, na capital Aracaju. Localizada no shopping RioMar, a nova unidade tem o formato de loja conceito, especialmente desenvolvido para shoppings, e com foco em produtos de alta tecnologia. A loja conta com 750 metros quadrados de área de vendas.

A empresa atua na Região Nordeste desde o ano passado e já conta com 26 lojas na Bahia, em Salvador e municípios vizinhos. Segundo o comunicado, a empresa está prestes a inaugurar o primeiro Centro de Distribuição da Casas Bahia na Região Nordeste, na cidade de Camaçari (BA).

Segundo a companhia, o shopping em Aracaju tem um fluxo de 600 mil pessoas por mês, possui 126 lojas satélites e seis lojas âncoras.
Fonte: O Estado de São Paulo

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cerca de 42% do valor do 13º salário será utilizado para saldar dívidas

Segundo pesquisa da Gfk, 60,6% das pessoas vão usar o benefício para essa finalidade. Esses consumidores destinarão cerca de 42% do valor do seu 13º para quitar dívidas.
Outros 20% serão guardados na poupança ou destinados a investimentos, o que demonstra a intenção de se prevenir para necessidades futuras ou juntar para comprar itens de maior valor. Com a chegada das Festas, os presentes e viagens ficaram com a terceira e a quarta posição na intenção de gastos do 13º.
O levantamento da Gfk constatou ainda que a classe social que mais vai utilizar o benefício para saldar dívidas é a C/D. Nela 54% darão esse destino ao 13º salário. O percentual também é relativamente alto entre os consumidores com maior alta renda: 32%.
Para o instituto, o resultado mostra que o endividamento não é reflexo apenas do aumento da renda, mas também da impulsividade e da falta de planejamento do brasileiro. O levantamento ouviu 400 pessoas em 12 regiões metropolitanas do País.
Fonte: Folha de S.Paulo

Grupo Carrefour lança três novos sites

Os portais estão no ar desde a semana passada e têm a função de aproximar a rede varejista do consumidor brasileiro. Para isso, cada endereço foi desenvolvido para explorar um segmento diferente do mercado.
O Produtos Carrefour, por exemplo, disponível pelo endereço www.produtoscarrefour.com.br está relacionado aos itens da marca própria Carrefour. Toda a linha está dividida em seis categorias: woman, man, kids, baby, selection e produtos Carrefour. A homepage traz a sessão Quem Prova Recomenda, uma forma encontrada para interagir com o público possibilitando que os clientes deem seus depoimentos a respeito dos produtos Carrefour, além de dicas de receitas elaboradas com produtos da marca.
Já o Linha Viver (www.linhaviver.com.br) é sobre produtos focados em bem-estar e saúde. Na home, os produtos também estão divididos em seis categorias: light, zero, soja, orgânico, diet e enriquecidos. O site tem ainda uma área para dicas de qualidade de vida, que são atualizadas semanalmente, além de receitas saudáveis. O espaço traz ainda a seção Fale com a Nutricionista Viver, que oferece uma ficha de contato para receber consultoria especializada de uma nutricionista.
O último, Mundo do Bebê, oferece apenas itens especiais para bebês (www.mundobebecarrefour.com.br). É inteiramente dedicado às mães. Traz informações, dicas e recomendações de produtos para bebês. A home está divida em hora do bebê, hora da mamãe e livro de bebê. No canal entretenimento estão disponíveis webcards, convites, wallpapers e uma lista de significados de nomes para ajudar na hora da escolha do nome do bebê.

A empresa que desenvolveu os três portais é a Xlab.

Pão de Açúcar vai conhecer hábitos do cliente pelo CPF

O Grupo Pão de Açúcar firmou uma parceria com a dunnhumby para utilizar com exclusividade no Brasil uma solução que permite conhecer detalhadamente os hábitos de compra dos consumidores. Em outros países, já é utilizada por redes como Casino – que possui participação no Pão de Açúcar –, Tesco e Kroger.
Com a utilização da ferramenta, o objetivo é, a partir do maior conhecimento do cliente, desenvolver ações em parceria com fornecedores, que tragam benefícios em sortimento, preços e promoções, resultando em aumento de vendas.
Para se ter uma ideia, a experiência em outros países aponta que o uso da solução da dunnhumby costuma elevar de 1% a 15% as vendas nas categorias em que é aplicada. A projeção do GPA é aumentar em 10% o consumo em segmentos como sorvetes, material de limpeza, sabão para lavar roupas, cremes dentais, massas, óleos, iogurtes, pratos prontos, desodorantes, fraldas e café.
De acordo com matéria do Portal IG, as informações obtidas pela dunnhumby são “vendidas” para os fornecedores, que podem traçar estratégias de marketing mais dirigidas e eficientes. Segundo Adriano Araújo, diretor comercial da dunnhumby no Brasil, trata-se de uma parceria tríplice, em que os três lados envolvidos obtêm resultados – o Grupo Pão de Açúcar, os fornecedores e a dunnhumby.
O sistema funciona assim: as informações são obtidas pelo CPF dos clientes cadastrados no programa de fidelidade Mais, porém a identificação deles não é fornecida pelo Grupo Pão de Açúcar para manter o sigilo pessoal. “O CPF é codificado antes de ser repassado para a dunnhumby e para os fornecedores. Assim, o que recebemos é um código”, afirma Araújo.
Para Cristina Serra, diretora de marketing do GPA, um dos motivos que levou a empresa a adotar a solução da dunnhumby foi o crescimento econômico do País, estimulado pelo consumo interno. "Queremos preparar nossas lojas para que possam ajudar os clientes a comprar melhor e continuamente oferecer uma experiência de compra diferenciada que possibilite sua fidelização”, diz a executiva.
Fonte: Redação SM e Portal IG