terça-feira, 1 de março de 2011

Drogasil tem lucro 19,3% maior em 2010, de R$ 89 milhões


A Drogasil registrou no ano passado lucro líquido de R$ 89 milhões, o que representa um crescimento de 19,3% em relação a 2009. A receita líquida de vendas da companhia avançou 16,5%, para R$ 2 bilhões. Da receita total, 71,3% foram originados pela venda de medicamentos e 28,7% por outros produtos.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) avançou 21% na comparação anual, para R$ 143,5 milhões.

No ano passado, a Drogasil inaugurou 57 lojas, totalizando 338 estabelecimentos em seu portfólio, espanhados por seis Estados do Brasil. Também em 2010 a empresa iniciou as operações no segundo centro de distribuição, em Contagem, Minas Gerais.

(Ana Luísa Westphalen | Valor)

Ovos de páscoa: marcas tradicionais ainda são preferidas

Embora os hábitos de compra desta Páscoa tendam a ser diferentes do ano passado – os brasileiros devem adquirir produtos mais caros, por exemplo (veja matéria publicada na edição de março de SM), as preferência continuarão recaindo sobre as marcas mais tradicionais de ovos de chocolate.

De acordo com estudo da consultoria Around Research sobre comportamento de consumo, feito com exclusividade para SM, Nestlé e Lacta, mais uma vez, estão entre as mais valorizadas pelos consumidores na data. A Nestlé, por exemplo, continua no topo da lista com os mesmos 87% de preferência registrados no levantamento de 2010 (nesta questão, o respondente pode assinalar mais de uma alternativa). A Lacta tem 70%, cinco pontos percentuais a mais do que no ano passado.
Para a Nestlé, esse é o resultado de lançamentos programados anualmente para atender todos os públicos. Aliado a isso está um forte trabalho nos pontos de vendas e na mídia. A empresa ainda não divulgou quantos produtos vai lançar nesta Páscoa, mas espera um crescimento em linha com o mercado. A Lacta foi procurada e preferiu não falar sobre o assunto. Porém, já revelou que traz dezesseis novos ovos para a Páscoa 2011.

Simone Terra, consultora especializada em consumo, avalia que, além dos investimentos em marketing e em novidades, o fato dessas marcas serem tradicionais contribui muito para que continuem sendo as preferidas dos consumidores. “As pessoas já conhecem e confiam nelas. Elas têm medo de arriscar e levar um chocolate de má qualidade”, diz.

Mas, atenção, a pesquisa também revela que a preferência do consumidor por aquelas marcas de chocolate vendidas em canais especializados, como Cacau Show e Kopenhagen, vem crescendo bastante. Nada menos que 35% dos respondentes disseram que pretendem comprar ovos dessas marcas, o que representa uma alta de 12 pontos percentuais em relação ao estudo do ano passado.

Para que esses canais não roubem clientes, os supermercados precisam garantir um bom momento de compras. Na próxima matéria sobre Páscoa, que será publicada no Portal SM, na próxima semana, você vai ver como satisfazer o consumidor nesta época do ano.

Amostragem e metodologia da pesquisa
Participaram da pesquisa sobre comportamento de compras na Páscoa 350 consumidores de todo o País que responderam às questões por meio da internet. Dos respondentes, 62% são da região Sudeste, 17% do Norte e do Nordeste, 16% do Sul e 5% do Centro-Oeste. A maioria, 68%, é composta por mulheres e 32%, homens. A faixa predominante é a que vai de 36 a 41 anos (22%). Na sequência, vêm 21% de pessoas entre 24 e 29 anos, 19% de 30 a 35 anos, 12% de 42 a 47 anos, 11% de 47 a 50 anos, 9% com mais de 50 anos e 6% de 18 a 23 anos. Predominam ainda as classes A e B, com 29% e 50% dos participantes. O público C corresponde a 20% da amostra da pesquisa e a D, a 1%. A Around possui um painel com 120 mil consumidores ativos pela web. Realiza pesquisas quali e quantitativas e atende clientes como Carrefour, Redecard, Porsche, entre outros. Contato: (11) 3255-7294, www.aroundresearch.com

Aperto monetário pode prejudicar crédito às empresas

Recuou 0,4% em janeiro a perspectiva de crédito para as empresas, registrando a segunda queda mensal consecutiva e atingindo o valor de 104,5, de acordo com indicador da Serasa Experian divulgado nesta terça-feira.

A repetição de queda sinaliza que o aperto monetário em vigor, que deverá ser aprofundado com novas altas da taxa Selic, produzirá, ainda neste semestre, impactos restritivos sobre o crédito às empresas, a exemplo do que já vem ocorrendo com o crédito aos consumidores desde dezembro.

O indicador é um termômetro, num horizonte médio de seis meses, das oscilações cíclicas da concessão de crédito.

Maior número de mulheres trabalhando fora eleva consumo de hibe

O aumento da participação feminina no mercado de trabalho contribuiu para o crescimento das vendas de produtos de higiene e beleza. É o que aponta pesquisa realizada pelo Data Popular. Entre 2002 e 2009, o número de mulheres que trabalham fora cresceu 3,5 vezes, sendo que a maior expansão se deu na classe C. A presença feminina na classe média trabalhadora aumentou 4,3 vezes.

Já de 2003 a 2010, as vendas de produtos de beleza para a classe C registrou crescimento expressivo. A presença do creme corporal entre essas consumidoras, por exemplo, dobrou de 9% para 18%. Além disso, o percentual de mulheres da classe C que compram perfumes passou de 71% para 81%.

O maior destaque ficou com os cremes faciais. O percentual de consumidoras do produto na classe C cresceu de 23% para 60%, enquanto na D/E aumentou de 11% para 50%.

Serasa: perspectiva de crédito ao consumidor tem 10ª queda

A perspectiva de crédito ao consumidor caiu 0,7%, para 99,5, em janeiro, o 10° mês seguido de queda, de acordo com dados divulgados pela Serasa Experian nesta terça-feira. Segundo a consultoria, quando o valor está abaixo de 100 é considerado uma tendência de retração. Números acima de 100 indicam uma perspectiva positiva do crédito.

Segundo economistas da Serasa, a tendência é resultado das políticas macroprudenciais tomadas pelo governo em dezembro passado, que elevou a taxa Selic, aumentou o depósito compulsório e tornou mais caro o crédito. Além disso, o maior endividamento do consumidor também contribuiu para a desaceleração da elevação do crédito que, em 2010, teve expansão de quase 19%.

A perspectiva de crédito às empresas também caiu no primeiro mês do ano, recuando 0,4%. A segunda queda mensal consecutiva, atingindo o valor de 104,5. De acordo com a Serasa, a previsão é de que em 2011 as empresas também sofram com as medidas de aperto monetário.
Fonte: Portal Terra

Classe C domina alta em higiene e beleza

O consumo de produtos de higiene pessoal e beleza cresceu entre as classes mais baixas, mostra levantamento feito pelo instituto Data Popular a pedido da Folha.

A penetração desses produtos --ou seja, o percentual de pessoas dessas classes que os consome-- teve forte alta entre 2003 e 2010.

O uso do creme facial, por exemplo, cresceu 160% entre os consumidores da classe C. Hoje, 60% dessa faixa de renda usa o produto --mesmo percentual das classes AB. Os gastos com higiene e beleza nessa faixa de renda cresceram 725% em oito anos, de R$ 2,4 bilhões em 2002 para R$ 19,8 bilhões em 2010.

O fortalecimento da classe C beneficiou as empresas que apostaram no segmento. A Hypermarcas, que fez aquisições no setor e detém marcas como Monange e Bozzano, teve alta de 31% nas vendas até setembro de 2010.

A Jequiti, braço de cosméticos do grupo Silvio Santos, registrou crescimento de 86% no ano passado.

Renda

"Os anseios das classes mais baixas por produtos de higiene e beleza são semelhantes aos das outras classes. É só melhorar o poder aquisitivo da população que eles consomem mais", afirma João Carlos Basílio, presidente da Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos).

Além disso, de acordo com Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto Data Popular, a indústria também teve mudanças. Ele cita a queda no preço médio dos produtos, além de uma melhora nos canais de distribuição.

"Antes, as pessoas iam a um supermercado na periferia e encontravam uma marca de xampu. Hoje em dia, você encontra três ou quatro para cada tipo de cabelo."

O aumento de penetração desses produtos entre as faixas de renda mais baixas elevou a participação da classe C no consumo total.

Dos R$ 43,4 bilhões gastos em higiene e cuidados pessoais em 2010, 45,64% vieram da classe C, ante 36,61% das faixas AB. Em 2002, o índice era 26,7%.

Em quase todos os produtos pesquisados --como creme corporal, maquiagem, desodorante e creme dental--, a classe C responde por mais de metade do consumo.

O aumento nas compras da classe C faz com que as empresas já desenvolvam produtos direcionados para esses consumidores.

A marca de enxaguante bucal Listerine, da Johnson & Johnson, lançou em 2010 o Listerine Essencial, que tem preço médio por volta de 20% mais baixo e é vendido em mercados menores, segundo o gerente de marketing, Eduardo Siqueira.

O produto ganhou, em menos de um ano, participação de 2% no mercado. O consumo de enxaguante na classe C cresceu 427% em cinco anos, segundo a Abihpec.
Fonte: Folha Online

Brasileiros estão atentos aos rótulos de embalagem

Metade dos brasileiros afirma ler sempre ou na maior parte das vezes o rótulo das embalagens antes de comprar um produto. Há ainda 27% que o fazem com menor frequência, totalizando 77% de consumidores que têm o hábito de ler os rótulos das embalagens pelo menos de vez em quando. A constatação é de uma pesquisa realizada pela GfK, 4ª maior empresa de pesquisa de mercado no Brasil e 4º maior grupo mundial do setor.

O estudo revela que os entrevistados com idades entre 35 e 55 anos são os mais atentos ao conteúdo das embalagens: 55%. Entre os mais jovens, dos 18 aos 24 anos, o índice de leitura é o mais baixo: 44%.

Paulo Carramenha, diretor presidente da GfK CR e professor do Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM, destaca que há um crescente interesse dos consumidores na busca por informações que os ajudem nas suas decisões de compra e as embalagens têm papel fundamental nesse processo. “Muitas empresas já atentaram para esse aspecto e vêm usando a embalagem como um dos principais canais de comunicação com os consumidores, para divulgar os benefícios e valores das suas marcas”, explica.

Nota-se ainda uma mudança no interesse pelas informações contidas nas embalagens entre os consumidores das diferentes classes sociais. Entre os integrantes das classes C e D, o índice de leitura frequente dos rótulos é de 46%, enquanto que nas classes A e B chega a 54%.

Não há, no entanto, variação de comportamento entre homens e mulheres, que têm a mesma preocupação com o assunto. 50% dos entrevistados do sexo feminino e masculino afirmam ter esse costume.

Para realizar o estudo, a GfK ouviu 1.000 pessoas, a partir dos 18 anos, em nove regiões metropolitanas (Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém) e três capitais (Brasília, Goiânia e Manaus).
Fonte: Varejista