terça-feira, 12 de abril de 2011

Vendas no varejo recuam 0,4% em fevereiro, aponta IBGE

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro caiu 0,4% em fevereiro, na comparação mensal, com ajuste sazonal, após nove meses seguidos de taxas positivas, segundo mostrou, nesta terça-feira (12), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, a receita nominal ficou estável. As vendas no acumulado no ano registraram alta de 8,2% e, nos últimos 12 meses, de 10,4%. Já a receita nominal tem alta de 13,2% no acumulado no ano e de 14,4%, em 12 meses.

Das dez atividades pesquisadas pelo instituto, três registraram taxas positivas quanto ao volume de vendas: tecidos, vestuário e calçados (1,4%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,4%); e combustíveis e lubrificantes (0,1%).

Na outra ponta, apresentaram resultados negativos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%); veículos e motos, partes e peças (-1,1%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos(-1,4%); material de construção (-1,5%); móveis e eletrodomésticos(-2,8%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação(-3,1%); e livros, jornais, revistas e papelaria(-4,7%).

Sobre 2010

Na comparação anual, todas as atividades analisadas apontaram crescimento. A maior alta foi registrada pelo ramo de móveis e eletrodomésticos, com aumento de 20,5%. Segundo o IBGE, esse resultado reflete as condições favoráveis de crédito, a manutenção do crescimento do emprego e do rendimento e a estabilidade de preços. Em seguida, exercendo a segunda principal contribuição para o índice geral, aparece o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, 2,3%.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico subiram 12,2%; tecidos, vestuário e calçados, 13,6%; combustíveis e lubrificantes, 7,3%; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, 10,4%; equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, 14,6%; e livros, jornais, revistas e papelaria, 13,9%.

Por região

Segundo o IBGE, a atividade varejista cresceu em 27 unidades da federação em relação ao mesmo período do ano anterior. Os destaques partiram de Tocantins (31,1%); Paraíba (30,6%); Maranhão (20,2%); Acre (16,0); e Minas Gerais (14,6%).
Fonte: G1

Dia das Mães deve abrir 28 mil vagas temporárias no Brasil, diz Asserttem

A Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem) prevê a abertura de 28 mil vagas temporárias para atender a demanda do comércio em decorrência do Dia das Mães, comemorado no dia 8 de maio deste ano. Em 2010, foram abertas 26 mil vagas e o índice de efetivação ficou em 10%, mesmo previsto para este ano.

A maior parte das vagas estão nas regiões Sudeste (14.336), Nordeste (5.474) e Sul (5.040). Já a previsão para o Centro-Oeste é de 1.786 vagas, e para o Norte, de 1.347.

Segundo a pesquisa, encomendada pela Asserttem ao Instituto de Pesquisa Manager (Ipema), cerca de 37 mil contratos firmados para a Páscoa podem ser prorrogados devido à proximidade entre as duas comemorações. No total, a expectativa é de que 65 mil trabalhadores sejam empregados no período e que 10% permaneçam como funcionários efetivos.

Historicamente, o Dia das Mães é considerado pelos lojistas como a segunda data comemorativa que mais movimenta o comércio – a primeira é o Natal – no volume de vendas e na quantidade de trabalhadores temporários. Mas neste ano a Páscoa ocupará o segundo lugar. “O aquecimento da indústria de chocolates e derivados, cuja projeção de crescimento das vendas é de 10% sobre 2010, contribui para esta inversão”, explica Vander Morales, presidente da Asserttem.

A maior parte das vagas, 70%, possivelmente será ocupada por pessoas com idades entre 18 e 39 anos. Aproximadamente 4,2 mil candidatos contratados (15%) serão jovens em situação de primeiro emprego.

Para o Dia das Mães as vagas são nas seguintes funções: atendimento, crediário, telemarketing, vendas, repositor, promotor de vendas, estoquista, fiscal de loja e fiscal de caixa. As contratações serão feitas principalmente pelos setores de roupas, acessórios, perfumaria e aparelhos eletroeletrônicos.

As vagas exigem ensino médio completo, disponibilidade de horário, disposição para trabalhar em equipe, boa comunicação e dinamismo. Experiência anterior não é necessária.

Segundo Morales, a remuneração média é de R$ 900, podendo oscilar entre R$ 700 e R$ 1,6 mil, com direito a benefícios como vale-transporte e vale-refeição. “O salário médio deste ano está 20,8% maior do que em 2010, cujo valor foi de R$ 745. O motivo é a valorização daqueles que têm alguma qualificação. Está difícil encontrar candidatos que se enquadrem nos requisitos mínimos exigidos”, explica Morales.

Do total nacional, 58% dos postos de trabalho deverão ser preenchidos por homens e 42% por mulheres.

Em 2010, segundo levantamento da Asserttem, as vagas de trabalho temporárias abertas em picos sazonais como Páscoa, Dia das Mães, Férias de Julho e Natal significaram primeiro emprego para 67,5 mil jovens em todo o Brasil.
Fonte: G1

Intenção de compras cresce com Dia das Mães e Dia dos Namorados

O consumidor de São Paulo pretende comprar mais neste segundo trimestre, impulsionado por datas fortes para o varejo, como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados. A Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra no Varejo, do Programa de Administração do Varejo (Provar), da FIA, mostrou que 73,8% dos entrevistados pretendem comprar entre abril e junho pelo menos um dos produtos das diferentes categorias de varejo pesquisadas, o que representa uma elevação de 2 pontos percentuais em relação ao apurado no primeiro trimestre do ano.

Segundo o coordenador geral da Provar, Claudio Felisoni de Angelo, as datas sazonais costumam resultar em aumento na intenção de compras de bens duráveis, principalmente, nas categorias Telefonia e Celulares e Eletroeletrônicos.

Na comparação com o segundo trimestre de 2010, quando a intenção de compra era de 74,6%, houve uma leve redução na passagem anual.

A amostra, feita com 500 consumidores da cidade de São Paulo, analisa a intenção de compra e de gasto em relação a dez categorias de produtos: Linha Branca; Eletroeletrônicos; Telefonia e Celulares; Informática; Automóveis e Motos; Cine e Foto; Material de Construção; Cama, Mesa e Banho; Móveis e Eletroportáteis.
Fonte: Valor Online

Quando recupera emprego, inadimplente pensa primeiro em repor a qualidade de vida

A perda do emprego ainda é o principal motivo para a inadimplência dos consumidores. A maioria dos inadimplentes, contudo, já poderia ter pagado as contas, pois recuperou a renda no ano passado. “Mas a prioridade quando voltam ao mercado não é renegociar as dívidas, é repor a qualidade de vida”, afirma o economista da associação, Emílio Alfieri.

De acordo com a ACSP (Associação Comercial de São Paulo), a perda do emprego é motivo da inadimplência de 56% dos consumidores. Essas dívidas, segundo o economista da associação, foram feitas entre 2008 e 2009, período em que a crise começou a apresentar seus efeitos na economia do País.

“Em setembro de 2010, apenas 3% dos consultados haviam perdido o emprego. Em 2009, 29% haviam perdido seus empregos e em 2008, 21% afirmaram o mesmo”, diz. Hoje, de acordo com Alfieri, 80% dos consumidores inadimplentes consultados pela associação já conseguiram recolocação no mercado.

Ou seja, ainda que eles tenham recuperado a renda para quitar os débitos, eles esperam até recompor a qualidade de vida que tinham antes da perda do emprego para depois pensarem em pagar as contas. “Eles pensam que como o nome está na lista de inadimplentes, então, eles resolvem depois. A prioridade é a qualidade de vida”, afirma o economista.

Quando analisadas as faixas de renda, 61% daqueles com ganhos de até um salário mínimo afirmaram que esse é o principal motivo, ao passo que entre aqueles com renda de um a dois mínimos, 65% disseram que a perda do emprego motivou a inadimplência. Entre aqueles com renda de três a cinco salários mínimos, o percentual cai para 44%.

Cautela por conta das medidas do Governo?

O descontrole dos gastos é hoje o segundo motivo da inadimplência dos consumidores, mas sua participação dentre as razões para o não pagamento de dívidas pode cair ao longo dos próximos meses, principalmente entre os emergentes, como um sinal dos ajustes realizados pelo Governo para conter o consumo e a inflação.

Entre aqueles com renda de dois a três salários mínimos, o descontrole foi citado por 23% dos entrevistados. Em setembro, 25% citaram esse motivo como o principal para a sua inadimplência. Embora pequena, a queda, segundo Alfieri, vem sendo registrada desde o fim do ano, o que pode demonstrar certa cautela por parte do consumidor emergente.

“Não há nenhum motivo que salte aos olhos para essa queda. A única razão é que pode, sim, estar havendo uma cautela maior por parte dos consumidores por conta das medidas macro prudenciais do Governo”, afirma. O economista considera, no entanto, que é cedo para traçar qualquer tendência e verificar se, de fato, as medidas de contenção do crédito serão sentidas pelos consumidores.

Os dados da associação, divulgados na última semana, mostram que, para os consumidores com renda de até um salário mínimo, o descontrole dos gastos é motivo de inadimplência para 13% e para aqueles com renda de três a cinco, a representatividade fica próxima a 17%.

Para o economista da associação, as medidas podem não ser as únicas razões para a queda da inadimplência dos consumidores de faixa intermediária. Alfieri acredita que, em certa medida, a educação financeira melhorou no País. “Não é o principal motivo para a queda, mas melhorou”, afirma. De maneira geral, o descontrole dos gastos é motivo para inadimplência de 14% das pessoas consultadas pela associação em abril.

Mudanças

Para o economista, ainda que as medidas do Governo façam efeito, não deve haver mudanças significativas no perfil do inadimplente nos próximos meses. “O que pode acontecer é que a inadimplência suba para todas as faixas de renda. As medidas, sozinhas, são suaves, mas acumuladas podem provocar algum efeito na inadimplência”.
Fonte: Info Money Pessoal

Classe C será a principal compradora de chocolates na Páscoa

A classe C deve despontar entre a base de consumidores responsável pela maior parte dos gastos com bombons e chocolates na Páscoa deste ano. A terceira faixa da pirâmide econômica movimentará, em 2011, R$ 769 milhões, o equivalente a 40% do mercado sazonal de chocolates e bombons.

Respondendo por 39,1% desse mercado, e um valor da ordem de R$ 751 milhões, está a classe B, que irá segurar o segundo lugar nas compras da data. Já o consumo da classe A, onde se localizam os mais abastados, será equivalente a R$ 204 milhões - 10,6% do potencial de consumo desses produtos nesta época do ano. Por fim, as classes D e E ficam com a parcela de 10,3%, representando o valor significativo de R$ 197 milhões.

Os dados foram apurados pelo diretor da IPC Marketing Editora, Marcos Pazzini, ao puxar os primeiros números do IPC Maps 2011, banco de dados que mapeia anualmente (no mês de maio) cada um os municípios brasileiros por itens e categorias sociais de consumo do mercado.

Os dados apurados pelo pesquisador apontam que o comércio de bombons e chocolates, exclusivamente na Páscoa, devem movimentar o equivalente a R$ 1,9 bilhão no mercado nacional. Ao longo do ano, os gastos com doces em geral serão superiores a R$ 21 bilhões. Destes, R$ 5,2 bilhões somente no consumo de chocolates e derivados.

Páscoa

Embora pressionada pela alta dos custos da manteiga de cacau e do papel, a indústria de chocolate não irá repassar o percentual total deste aumento para o preço do ovo de Páscoa, que deverá ser mantido no mesmo patamar do ano passado.

Segundo a Apas (Associação Paulista de Supermercados), os produtos serão embalados em um papel mais fino, com o mecanismo de diminuição da gramatura da embalagem, para redução de valores ao consumidor.
Fonte: Info Money Pessoal

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Consumidor cauteloso afeta expectativa do varejo para a Páscoa

O otimismo dos empresários para a Páscoa deste ano recuou em relação à mesma data em 2010, segundo pesquisa da Serasa Experian divulgada nesta quinta-feira.

Em 2011, 49% dos entrevistados esperam aumentar o faturamento, ante 58% no ano passado. Outros 33% projetam repetir o crescimento e 18% preveem redução.

Para os economistas da entidade, a evolução do endividamento e da inadimplência do consumidor aliada aos juros mais altos do crédito reduzem as expectativas de maior crescimento.

Na análise por porte, 78% dos grandes empresários do varejo acreditam em expansão na receita, número superior à expectativa nas médias (60%) e nas pequenas (46%).

Para os empresários, metade das vendas serão à vista, repetindo a composição da Páscoa do ano passado.

A pesquisa com 886 executivos do varejo em todo o país foi realizada entre 14 e 22 de março.
Fonte: Folha Online

Inadimplência sobe 4,3% em março, dizem lojistas

A taxa de inadimplência subiu 4,3% em março, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou nesta quinta-feira (7) a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em conjunto com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). No primeiro trimestre, a taxa avançou 1,81%.

Segundo os representantes dos lojistas, os principais fatores que contribuíram para este resultado foram o aumento das vendas a prazo, impulsionadas por maiores facilidades no crédito e alargamento nos prazos de pagamento.

'Sinal amarelo'

"Acendeu o sinal amarelo para o varejo. Os números de março não são bons. Estamos achando que a inadimplência vai continuar subindo. O que deve acontecer é que o varejo vai se tornar mais exigente na concessão do crédito. O comércio deve ficar mais cauteloso", disse Roque Pellizzaro Junior, presidente da CNDL.

Na comparação com fevereiro deste ano, porém, a inadimplência avançou 22,6%. "Março, historicamente, ainda registra inadimplência das compras de Natal parceladas e não pagas em função dos compromissos do início de ano, como impostos (IPTU e IPVA), que comprometem a renda das pessoas, contribuindo para o aumento da inadimplência", avaliou a entidade.

A CNDL lembra que sua base de dados incorpora os grandes e pequenos varejistas, mas não inclui as operações com cartões de crédito. As transações com cartões de crédito absorvem cerca de 20% do volume total de operações, segundo estimativas da entidade.

Consultas

A CNDL e o SPC Brasil informaram também que o número de consultas realizadas caiu 5,17% em março deste ano, contra o mesmo mês de 2010. "O ciclo de aperto monetário [subida dos juros] vem exercendo pressão negativa no custo do crédito e consequente desaceleração no ritmo de vendas", informaram as entidades. No trimestre, porém, as consultas subiram 1,43%.

Também foi registrado em janeiro uma queda de 8,69% no cancelamento de registros de inadimplência, também frente a março do an passado. Segundo a CNDL e o SPC Brasil, isso se deve ao custo "mais caro" do crédito". "Os consumidores acabam usando esse crédito mais caro em excesso, sem fazer um planejamento do seu orçamento", avaliou a CNDL.
Fonte: G1