terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Consumo de cerveja baterá recorde em 2010

As estimativas do mercado são de que o volume vendido no País ultrapasse os 126 milhões de hectolitros, ou seja, 14 milhões de hectolitros a mais do que em 2009. Além de mais gente comprando cerveja, o brasileiro passou a beber mais. De acordo com dados do instituto Euromonitor, o consumo per capita de cerveja passou de 54 litros em 2007 para os atuais 64,4 litros. Um crescimento de 19,2% no volume por habitante, o que fez o Brasil passar de 48º colocado no ranking global de 2007 para a 23ª posição em 2010. “O consumo dessa bebida nunca cresceu tanto. Será um recorde”, diz Douglas Costa, gerente de marketing do Grupo Petrópolis, dono da marca Itaipava.

Segundo ele, a estabilidade econômica, a oferta maior de tipos de cervejas e de novas embalagens foram os principais impulsionadores no aumento do consumo por habitante. "Claro que a Copa do Mundo ajudou, mas a alta no consumo é sustentada", diz Costa. "Mesmo depois do Mundial, as vendas continuaram em alta e devem seguir crescendo em 2011 porque o brasileiro está bebendo mais", afirma. A Petrópolis, segundo ele, deve fechar o ano com volume entre 11% e 12% maior. A expectativa é manter esse ritmo no ano que vem.

O clima também contribuiu positivamente com o mercado, na avaliação da Ambev, líder da categoria com participação de 68%. "O ano foi quente, o que favorece as vendas de cerveja. Além disso, o fator renda foi positivo e a indústria também colaborou, com muitas inovações", afirma Alexandre Loures, gerente de comunicação da companhia. Só no Brasil, nos três primeiros trimestres do ano, a Ambev acumulava 59,913 milhões de hectolitros de cerveja vendidos – 14,1% a mais do que o total dos primeiros nove meses de 2009.

Brasil não está entre maiores do ranking
Mas, mesmo com o aumento do consumo per capita, o Brasil ainda não está entre os maiores do ranking mundial. A campeã de consumo continua sendo a República Tcheca, apesar da queda de 160 litros por habitante em 2007 para 151,2 litros em 2010, conforme o instituto Euromonitor. A Alemanha vem em segundo, com 108,2 litros por pessoa (há três anos eram 120 litros). Os Estados Unidos vêm em 10º lugar, com 77,3 litros em 2010 (contra os 89 litros per capita de 2007). A diminuição do consumo nesses países é reflexo da crise econômica mundial que, pelo menos no campo da cerveja, ainda surte efeitos negativos.

Na América Latina, o Brasil ainda está atrás dos venezuelanos, que figuram em 16º no ranking global e em primeiro na região. No país vizinho, o consumo está em 70 litros por pessoa. Há três anos, esse volume era bem maior – 84 litros por pessoa. Na Argentina, o consumo cresceu – embora ainda seja menor que o do Brasil. Por lá, o total por habitante subiu de 41,4 litros em 2007 para 46,4 litros, colocando o país na 31ª colocação no ranking global.
Fonte: Valor Econômico

Até 2014, 60% dos brasileiros serão da classe C

Três em cada cinco brasileiros serão da classe C, grupo com renda familiar entre quatro e dez salários mínimos – a classificação muda conforme a metodologia –, até 2014. Essa nova classe média registra a maior expansão da pirâmide social brasileira. Enquanto isso, a classe A permanece estagnada e a B em crescimento moderado.

Segundo levantamento da consultoria Data Popular, além de maioria absoluta na população, o crescimento da classe C resultará na quase extinção da classe E. "Já ficou claro até aqui que as empresas que ignorarem a nova classe média não sobreviverão", reforça Renato Meirelles, diretor da Data Popular.

Hoje, a classe C movimenta R$ 881,2 bilhões por ano somando-se salários, benefícios e crédito. Entre 2003 e 2009, os rendimentos individuais do brasileiro cresceram, em média, 3,8% ao ano. No mesmo período, os mais pobres tiveram alta de renda duas vezes maior do que a média. As classes de menor poder aquisitivo também aumentaram o tempo de estudo em 5,19%, enquanto o número de anos dedicados à educação cresceu menos de 1% entre os mais ricos. Paralelamente, as horas de trabalho dos integrantes das classes C e D diminuíram, o que mostra que os brasileiros da base da pirâmide estão ganhando mais sem ampliar a carga horária de trabalho. Isso significa que o índice de emprego e a qualificação melhoraram.

Se a classe C recebeu nos últimos anos o reforço de mais de 30 milhões de consumidores, a classe B receberá, até o final de 2012, mais seis milhões de integrantes. Para o economista chefe da consultoria Ativa, o número reforça a percepção de que o País terá uma classe média mais refinada em termos de consumo. Segundo ele, o crescimento médio da renda fará com que, dentro de cinco anos, a classe C tenha o mesmo padrão de consumo da classe B de 2008.
Fonte: O Estado de S. Paulo

Grupo Pão de Açúcar lança novo conceito de drogaria no RJ

O formato, chamado de Botica, foi implantado em Niterói (RJ). A drogaria traz uma releitura das antigas farmácias, com inspiração nas boticas europeias. Possui elementos de decoração e layout que utilizam a madeira para transmitir sensação de aconchego e a cor verde para conectar a ideia de medicina e de natureza. Com investimentos de cerca de R$ 500 mil, o projeto foi criado com base no perfil do consumidor contemporâneo, que procura equilíbrio entre valores emocionais e racionais.

A nova drogaria, que já está em atividade, tem 72 m² de área de vendas e oferece 10 mil produtos, entre fármacos isentos de receita (MIP), toda linha de genéricos e tarjados de prescrição médica, perfumaria e também equipamentos para controle e diagnóstico. No novo conceito, ganha destaque a linha de dermocosméticos, cuja presença é superior em relação às drogarias tradicionais do Grupo Pão de Açúcar. Entre as marcas comercializadas estão Vichy, La Roche Posay e Roc.

Atualmente, a companhia conta com 156 drogarias, distribuídas em 19 estados brasileiros, mais Distrito Federal. São Paulo e Rio de Janeiro lideram em número de pontos, com 70 e 51 unidades, respectivamente.

Empresas ainda têm preconceito em relação à classe C

É o que revela pesquisa do Instituto Data Popular. De acordo com o estudo, sete em cada dez empresas que atuam no mercado popular admitem existir algum tipo de preconceito ou resistência interna em suas organizações para atender o consumidor de baixa renda. Somente 20% dos profissionais consideram estar de fato preparados para fazer negócios em um mercado que movimenta cerca de R$ 900 bilhões, se considerada somente a massa de renda dos brasileiros das classes C (com renda familiar de 3 a 10 salários mínimos) e D (de 1 a 3).

Entre as principais dificuldades para atingir o mercado em ascensão estão a falta de conhecimento e a comunicação inadequada. Segundo Renato Meirelles, sócio e diretor do instituto, o mundo corporativo não fala a mesma língua do consumidor popular. Não adianta apenas baixar o preço, diminuir a embalagem ou piorar a qualidade dos produtos.

Tanto é que para 69% dos entrevistados, os fornecedores de serviços de marketing entendem pouco ou nada sobre a baixa renda, o que dificulta a aproximação com esse público. "Ou você fala diretamente para esse público ou, ao assistir a uma propaganda, ele vai pensar: esse produto é bom para o meu patrão", diz Eduardo Aron, diretor de marketing da Kimberly-Clark, fabricante de produtos de higiene, ao relembrar erros e acertos para mostrar aos consumidores, principalmente da classe D, a fralda mágica da Turma da Mônica, lançada no ano passado.

O produto tem um cinto reutilizável, que reduziu o uso de matéria-prima em 25% e o preço para R$ 0,37 por unidade, quase um quarto a menos dos modelos mais baratos da própria empresa.
"Foi preciso remover bloqueios culturais e conceitos e até aprender a medir as vendas de uma outra forma, já que o atacadista vende no picadinho para pequenos comércios de regiões centrais e do interior", diz o executivo.

Desafios
O desafio para as multinacionais é entender, diz Aron, que as margens de lucro serão menores se comparadas às dos produtos vendidos a outros públicos. "A empresa erra porque "se breca" no lucro, mas esquece que vai ganhar na quantidade. Tem de haver uma mudança de cultura na cabeça dos gestores", afirma o diretor. A falta de humildade em querer aprender a lidar com a baixa renda também distancia parte das indústrias do consumidor. A dica é não "espantar" o novo consumidor da loja.

Só 38% adotam estratégia para atingir classe C
Apesar de 76% dos executivos concordarem que estratégias diferenciadas devem ser adotadas para lidar com os consumidores emergentes, somente 38% deles as adotam em suas companhias. "E, entre as empresas que usam práticas diferenciadas de venda, 65% percebem que os clientes populares são fiéis à marca", diz Meirelles, do Data Popular.

Para ele, o desafio também não está em somente entender e se aproximar desse mercado.
"As empresas que têm sucesso com o consumidor criaram canais específicos para se relacionar, distribuem seus produtos e serviços das mais variadas formas, são didáticas, usam referências próximas à realidade desse consumidor e adotam preços justos com aquilo que entregam", diz.

A Arcor, empresa de chocolates e doces, por exemplo, faz todo ano, em parceria com atacadistas, um café da manhã para camelôs. O objetivo, de acordo com Gabriel Porciani, diretor de marketing da companhia, é mostrar a relação favorável entre o custo e o benefício de seus produtos para aqueles que atuam em um dos canais de distribuição, que atende especificamente os consumidores populares.

No levantamento foram ouvidos 117 executivos, em cargos de comando, de cem empresas com faturamento anual a partir de R$ 100 milhões e que já oferecem produtos e serviços para a nova classe média.
Fonte: Folha de S. Paulo

Ricardo Eletro promove saldão

A Ricardo Eletro promove, de 6 a 9 de janeiro, o tradicional saldão de início do ano, com descontos de até 80% em todas as linhas. O evento acontece em todas as lojas da rede no Brasil e os produtos disponíveis são os de mostruários e saldo. Segundo Rodrigo Nunes, vice- presidente da Ricardo Eletro, a expectativa é vender 17% a mais em relação ao saldão do ano passado.

O estoque do saldão serão as mercadorias disponíveis nas lojas, portanto, os consumidores devem chegar cedo para garantir os preços atrativos de produtos, como eletrodomésticos, eletrônicos e eletroportáteis.

O horário de funcionamento das lojas de rua durante o saldão será de 8h às 19h. As lojas de shopping abrirão de 10h às 22h. Os clientes que possuem o cartão da rede terão o benefício de ter acesso aos produtos uma hora antes da abertura da loja para o público.
Fonte: Varejista

Varejo brasileiro inicia período de liquidações

Logo após o melhor Natal da década para o comércio, grandes redes varejistas começaram o ano com uma guerra de liquidações. Além de descontos que chegam a 80% sobre o preço de etiqueta de eletrodomésticos, eletroeletrônicos, móveis e artigos de vestuário, entre outros, são oferecidas facilidades de pagamentos, como o parcelamento em até 18 meses sem juros no cartão, com a entrada só em março.

Os chamados saldões de Natal viraram tradição nos meses de janeiro, período em que normalmente os lojistas renovam seus estoques e dão cabo das mercadorias que não foram vendidas nas festas de fim de ano. Nos últimos anos, contudo, a motivação tem sido outra. Diante de resultados favoráveis do varejo em dezembro e dos estoques enxutos nas lojas, as liquidações passaram a fazer parte das estratégias para o comércio impulsionar as vendas em janeiro, que até pouco tempo atrás era considerado o pior mês do ano para as lojas.

Para o consumidor que voltou às lojas para trocar algum presente ou deixou para ir às compras depois do Natal, pode ser uma boa oportunidade aproveitar os descontos. As lojas Extra, por exemplo, oferecem TVs de 42 polegadas, que custavam R$ 2.100, por R$ 1.599. As ofertas vão até o dia 9 e incluem outros eletroeletrônicos.

No Carrefour, a campanha começou ontem, com oferta de descontos de até 80% em diversos produtos nos setores de bazar, eletro e têxtil. A rede espera um incremento nas vendas de 50% nas categorias ofertadas. No Walmart, o saldão vai até o dia 5 de janeiro e inclui produtos eletroeletrônicos, eletrodomésticos e de informática com descontos de até 70%.

A Casas Bahia também iniciou ontem a primeira grande liquidação do ano. Todas as linhas de produtos são oferecidas com descontos variáveis até 70%. A campanha, válida para todas as lojas nos mercados em que a rede atua, seguirá enquanto durarem os estoques.
Fonte: O Estado de São Paulo

Atividade do comércio cresce 10,3% em 2010, aponta Serasa

A atividade do comércio acumulou expansão de 10,3% em 2010 na comparação com o ano anterior, de acordo com o indicador da Serasa Experian divulgado nesta terça-feira.

O setor de material de construção foi o destaque em 2010, com alta de 17% em relação ao ano anterior. Os ramos de móveis, eletroeletrônicos e informática (14,9%) e veículos, motos e peças (10,9%) aparecem em seguida.

A oferta de crédito em condições favoráveis, o elevado grau de confiança dos consumidores e o bom momento vivido pelo mercado de trabalho foram as principais causas que fundamentaram o desempenho positivo, afirmam os economistas da Serasa.

Considerando apenas dezembro, a atividade registrou acréscimo de 2,9% em relação ao mês anterior, já descontadas as influências sazonais, e de 12,8% ante o mesmo período em 2009.

Para este ano, na opinião dos analistas da entidade, as expectativas são de crescimento em taxas mais moderadas do que as exibidas ao longo de 2010. As medidas de aperto no crédito baixadas pelo Banco Central no início de dezembro, os prognósticos de aumentos nas taxas de juros e as promessas do novo governo de uma política fiscal mais austera em 2011 tenderão a proporcionar um avanço menos acelerado do consumo.
Fonte: Folha Online