sábado, 10 de julho de 2010

A logística no Varejo

O varejo em sua concepção tradicional sofreu uma mutação avassaladora a partir do
momento em que a logística adentrou suas portas apoiada nos serviços da tecnologia
da informação
Códigos de barra e transferência eletrônica de dados (EDI) já não são mais novidades
impactantes em um mercado em franca expansão.
O varejista hoje, diferentemente do “balconista” de ontem, é um homem antenado na
tecnologia que lhe dá o suporte necessário ao desenvolvimento de suas atividades.
De um lado, softwares de apoio a decisão subsidiados por modelos logísticos
destinados a melhorar a previsão de vendas, a gestão dos estoques, simplificar
processos, gerenciar categorias, para citar uns poucos em um amplo elenco de
alternativa estão presentes no dia-a-dia do varejista de hoje.
Por outro lado, os clientes estão cada vez mais exigentes, menos fieis a marcas e
realizando compras em um contexto mais amplo de acesso a informações sob
produtos, qualidade e preços.
Para atender a esse biônio sem perder o foco o varejista de hoje necessita ter uma
logística sofisticada que lhe de apoio em tempo integral para poder manter a sua
sobrevivência.
Atender a um cliente de forma adequada requer muito mais do que um simples sorriso
nos lábios e a simpatia de um vendedor! Ele requisita um produto e não espera por
recebê-lo! O quer “just-in-consumption”, fazendo uma paródia com o “just-in-time” .
Ora, atender ao cliente no exato momento que ele deseja um produto é uma tarefa
que requer um sofisticado fluxo de produtos ao longo da cadeia produtiva.
Para tanto a logística passou a fazer parte da vida do varejista! Diferentemente do
modelo passado, hoje ter um leque de opções de produtos não implica
necessariamente na manutenção de grandes estoques em intermináveis prateleiras. O
que se precisará é ter uma logística de apoio eficiente e presente em tempo integral.
Isso é possível a partir do momento em que o varejista passe a fazer parte da cadeia de
suprimentos como ator e não como coadjuvante! Ele passa a ser parceiro de seu
fornecedor e não um mero comprador eventual.
Se logística é o “planejamento e a operação dos sistemas físicos, informacionais e
gerenciais necessários para que insumos e produtos vençam condicionantes espaciais
e temporais de forma econômicai” , a hora é essa!
Assim, o varejista de hoje está cantando a velha canção do Geraldo Vandré: “vem,
vamos embora que esperar não é fazer, quem sabe faz a hora e não espera acontecer”

Por : Paulo Sérgio Gonçalves
professor de logistica IVAR RJ

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