quinta-feira, 19 de maio de 2011

PANAMERICANO LANÇA SEU 1º CARTÃO PRÉ-PAGO MULTIUSO

O banco PanAmericano, que tem como acionistas o BTG Pactual e a Caixa Econômica, pretende investir ainda mais no segmento de supermercados e atacadistas. Além da distribuição de cartões híbridos entre as marcas parceiras (que podem ser usados nos estabelecimento emissores e em outros locais), o banco lançou na última semana, durante a Feira APAS 2011 - 27º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados - o primeiro cartão pré-pago multiuso do mercado.
Diferente dos cartões pré-pagos com usos específicos, o multiuso poderá ser usado para compras em toda a rede MasterCard (no Brasil e no exterior) e vai oferecer funcionalidades de saque e transferência, visando a população não bancarizada. “Além de facilitar compras, inclusive na internet, ele facilita o controle de despesas, possui funcionalidades via celular e protege o dinheiro do consumidor, já que virá protegido por uma senha e em caso de perda e roubo pode ser bloqueado e o saldo mantido”, explica José Luiz Acar Pedro, diretor superintendente do Banco PanAmericano.
Para os varejistas, o executivo explica que a principal vantagem será dispensar a avaliação de crédito para a emissão do cartão pré-pago. “Por não requerer qualquer tipo de comprovação de renda, o cartão pré-pago é uma ferramenta de inclusão financeira. Desta forma, ao distribuí-lo, o varejista facilita o pagamento de seus consumidores”, ressalta Pedro.
O multiuso está em fase de implantação, mas no médio prazo o banco pretende estabelecer parcerias nos moldes dos cartões híbridos. “Nossos planos são formar também parcerias com supermercadistas e atacadistas de forma que eles distribuam os produtos para seus clientes e, eventualmente, façam recargas no ponto de venda. O cartão, que levaria a marca do parceiro, pode ser um canal para diversas promoções e a fidelização de consumidores”, explica Eliel Teixeira, diretor de Cartões do Banco PanAmericano.
A recarga poderá ser feita em toda a rede bancária, via boleto. Para tanto, o cliente deverá acessar o site www.prepagopanamericano.com.br e imprimi-lo. Em até 60 dias será oferecida outra opção de recarga, por meio das lotéricas da Caixa e nos checkouts dos varejistas que aderirem ao modelo de negócio. Por enquanto, o cartão pré-pago está sendo comercializado apenas na loja do PanAmericano da Av. Paulista (em São Paulo).

INOVAÇÃO NA CADEIA DE LOGÍSTICA

medida que as empresas tentam criar uma vantagem competitiva no atual mercado global com tantas opções, algumas tendem a enfatizar seus serviços, enquanto outras focam no preço e na eficiência. Mas, no final, todas têm as mesmas metas essenciais para o crescimento das vendas e da lucratividade a longo prazo: diferenciar-se e oferecer valor aos clientes.
A inovação na cadeia de fornecedores pode gerar valor para os clientes através do aumento da eficiência, garantindo fornecimento confiável e possibilidade de preços competitivos. As estratégias descritas neste artigo mostram como a Dow Corning maximizou sua capacidade de fabricação e reduziu custos, fornecendo aos clientes os produtos, os preços e a praticidade que eles desejavam por meio de um modelo de negócios na web, a XIAMETER®.

Passo a passo

A primeira estratégia deste modelo é ter regras comerciais claras que criem eficiência intrínseca. Uma dessas regras estipula requisitos obrigatórios de tempo de processamento (lead time) de pedido. Os tempos de processamento necessários baseiam-se nas estratégias de estoque e produção sob encomenda. Os clientes se adaptaram a esse processo e a quantidade de entregas atrasadas caiu, o que é uma vantagem para todos.
A segunda regra comercial que aprimorou a eficiência na cadeia de fornecimento é o requisito de pedido mínimo. Em muitos casos, o pedido mínimo obrigatório e múltiplo no Xiameter.com é de paletes cheios. A eficiência que esse requisito criou nos deu a capacidade de vender com preços mais competitivos. Embora essa abordagem não atenda diretamente às necessidades de todos os clientes, nossa rede de distribuição global oferece flexibilidade para todos que precisarem.
A terceira estratégia envolve a eficiência na padronização e na consolidação do transporte. As quantidades mínimas de pedido promovem o uso eficiente dos depósitos com a utilização total do espaço disponível. Da mesma forma, os preços são cotados com base em quantidades eficientes e lógicas de um único produto, com uma mesma data de remessa.
Com a consolidação de pedidos e entrega em caminhões ou navios cheios, podemos limitar o número de remessas e reduzir os custos de transporte. Tudo isso aprimora a utilização dos ativos. Além disso, as empresas que conseguem encontrar uma maneira de padronizar produtos e processos podem gerar economias significativas. Assim como oferece “produtos padrão”, a marca XIAMETER® oferece também “processos padrão”, como nossa estratégia padronizada para os Incoterms, por exemplo. São oferecidos “serviços padrão” de depósito, como o empacotamento termo-retrátil, mas são evitadas solicitações personalizadas, como etiquetas especiais ou lotes combinados.
Nossa quarta estratégia baseia-se na tecnologia da informação. A capacidade de chegar até os clientes online e incentivá-los com preços e ofertas especiais faz com que possamos gerenciar a demanda de acordo com o suprimento disponível e reagir rapidamente às diferentes condições do mercado. O site da XIAMETER opera em “tempo real”, vinculando diretamente o sistema de entrada de pedidos ao gerenciamento de planejamento de produção e inventário. Quando um cliente faz um pedido online, a fábrica é automaticamente notificada pelo SAP para produzir o material sob demanda.
Em troca pela conformidade com as regras comerciais, os clientes se beneficiam com os preços competitivos de mercado e a praticidade da compra online. A facilidade de uso do modelo de negócios tem sido um fator determinante na aceitação dos clientes. Eles podem conferir preços, obter informações sobre os produtos, fazer pedidos e verificar o status e histórico deles 24 horas por dia. Alguns clientes fazem pedidos à noite ou pela manhã e gostam de fazer isso a qualquer hora e em qualquer lugar. Temos inúmeros exemplos. Quando um gerente de fábrica se esqueceu de fazer um pedido antes de viajar de férias, ele fez todo o processo em poucos minutos em um cybercafé. Outra cliente fez um pedido grande pelo aparelho móvel, durante uma viagem, mantendo o estoque da fábrica cheio.
Segundos após fazer um pedido, o cliente recebe a confirmação do preço e da quantidade, junto com as condições de crédito e de frete, e a data de remessa, que é baseada na capacidade de fornecimento atual. Não há necessidade de ligar para o atendimento, enviar um fax com o pedido ou esperar a resposta. A maior parte da papelada foi eliminada, uma vez que toda a documentação relacionada ao produto e à entrega está no site e a plataforma de TI envia automaticamente confirmações, avisos de remessa, informações sobre alfândega e impostos e faturas em formato eletrônico. O trabalho termina no momento em que o cliente clica para finalizar o pedido.
Além disso, ele se beneficia da proteção de preços em seus pedidos, que podem ser feitos com até 90 dias de antecedência. Como os preços são baseados no mercado, os clientes podem fechar valores que podem estar mais baixos hoje do que no futuro. Se eles precisam de silicones padrão, pouco ou nenhum serviço técnico e podem planejar suas necessidades de material com antecedência, esse modelo de negócios é o ideal para suas necessidades. Com mais de 2.100 produtos, a empresa já é o maior portal mundial na web para a compra de materiais à base de silício padrão de alta qualidade.
A demanda para que os gerentes de cadeia de fornecimento reajam rapidamente às mudanças e reduzam os custos está mais forte do que nunca. Alinhar os negócios centrais da empresa com os recursos da cadeia de fornecimento é essencial. Além disso, é importante fazer um modelo de negócios bem sucedido desde o início e estar com os processos implantados para gerenciar as operações de acordo com condições externas sempre crescentes. A boa notícia é que as estratégias certas e a execução eficiente podem gerar um retorno imediato sobre o investimento.

Bons ventos a favor das marcas próprias

té 2015, a China tomará dos Estados Unidos o posto de “Maior Mercado Varejista do Mundo”. É o que garante o analista Paul Martin, da PlanetRetail, empresa internacional de consultoria e inteligência em varejo.
Martin apresentou seu ponto de vista sobre as novas tendências globais de consumo, ao lado da colega da mesma empresa Natalie Berg, durante a APAS 2011, evento que aconteceu de 9 a 12 de maio em São Paulo. Realizado pela Associação Paulista de Supermercados, é considerado o maior do mundo nesse setor – recebeu 75 mil pessoas.

Para Martin, o foco em lucro e em ser de fato uma empresa multicanal devem mover os varejistas no cenário atual, em que EUA e Europa enfrentam tempos de “vacas magras”. Para aqueles que ambicionam cruzar as fronteiras atrás dos tão almejados mercados emergentes, ele alerta: “É preciso aceitar que nem todos os mercados estão prontos; o mercado local permanece vital”.
Natalie abordou outro tema de grande interesse para varejistas no mundo todo: marca própria. “Marca própria finalmente se tornou uma ‘MARCA’”, brincou lembrando que a Great Value, MP do Walmart, é a maior marca de alimentos nos Estados Unidos. “É inegável o quanto estes produtos evoluíram em termos de qualidade, posicionamento, embalagem e inovação. Não é só preço”, ressaltou. Até porque, em alguns casos, a MP nem é a opção mais barata. E ela dá lucro.
Natalie está envolvida em pesquisas sobre marca-própria há algum tempo e descobriu curiosidades como: hoje no Reino Unido, a marca própria da Tesco, Finest, gera mais lucro para a rede que a venda de Coca Cola. “MP não é mais apenas um produto a mais para se expor na prateleira. Ela pode concretizar todo o conhecimento sobre o consumidor e seus hábitos, bagagens que o varejista vem juntando todo esse tempo. É a prática da teoria”.

Preço de celular cai menos no Brasil, diz pesquisa

O brasileiro continua pagando por um dos serviços de celular mais caros do mundo. O alerta é da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que apontou que, enquanto o mundo viu uma redução média de 22% nos custos de celular nos últimos dois anos, no Brasil a queda foi de apenas um terço da média ou cerca de 7%. Para a entidade, o Brasil ainda não completou sua liberalização do mercado e monopólios ainda são um obstáculo.

A queda nos preços internacionais fez com que o número de celulares no planeta passasse de 4 bilhões em 2008 para 5,3 bilhões no fim de 2010, apesar da pior crise econômica mundial em 70 anos. No caso do Brasil, o País passou a ter mais celulares que habitantes. Em 2002, essa taxa era de apenas 20%. Porém, se a expansão ocorreu no País, os preços continuaram elevados. A queda no custo das chamadas é bem inferior ao que os africanos estão tendo. Em dois anos, as ligações na África tiveram redução de preços de 25%.

Em 2009, um brasileiro gastava em média 5,66% de sua renda para usar o serviço de celular, contra 7,5% em 2008. A taxa é mais de cinco vezes a que operadoras cobram na Europa. E apenas 40 países de um total de 161 analisados têm celulares mais caros que o Brasil. Em Mianmar, por exemplo, o custo do celular chega a 70% da renda média de um cidadão.

Todos os países dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e todos os sul-americanos pagam menos pelo celular que os brasileiros. Macau, Hong Kong, Dinamarca e Cingapura são os locais mais baratos para o celular, onde o serviço é responsável por meros 0,1% da renda média. Nos países pobres, a média é de 17%.
Fonte: O Estado de São Paulo

Vendas de materiais de construção recuam 1,41% em abril, diz Abramat

As vendas internas da indústria de materiais de construção caíram 1,41% em abril na comparação com igual período do ano anterior, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Em relação ao mês de março, houve queda de 4,14%.

Este é o segundo mês consecutivo de retração para o setor no comparativo com o mesmo mês do ano anterior, após 16 meses seguidos de alta. Em nota, a entidade atribui o declínio à reação do mercado a série de medidas adotadas pelo governo para conter a alta da inflação.

Ao mesmo tempo, o número de empregados na indústria aumentou 3,57% na comparação com abril do ano passado. Ante março, porém, o resultado representa queda de 2,79%.

No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, o índice aponta para leve acréscimo de 0,96% em relação a igual período do ano anterior. Nos últimos 12 meses, entretanto, as vendas apresentam alta acumulada de 6,14%. Para Melvyn Fox, presidente da Abramat, isso mostra que o setor continuará crescendo, e acompanhará a tendência da economia brasileira como um todo.

No balanço mensal é possível constatar também que a performance da indústria de materiais básicos permanece bem inferior a de materiais de acabamento. No mês passado, o faturamento da indústria de materiais de base registrou queda de 5,44% em relação a um ano antes, enquanto o de materiais de acabamento cresceu 7,08%. Essa diferença, conforme a entidade, se deve ao avanço das obras iniciadas na retomada de crescimento pós-crise. Frente a março foi apurada retração nos dois segmentos. Segundo Fox, como o ciclo natural de uma obra pode durar de um ano e meio a dois anos em média é provável que se atinja o equilíbrio entre os dois segmentos nos próximos meses.

Apesar da desaceleração informada em abril, a Abramat reafirma a projeção de crescimento de 7% nas vendas de materiais para este ano, com perspectiva de melhora no cenário principalmente ao longo do segundo semestre.
Fonte: O Estado de São Paulo

CNC: intenção de consumo é a menor em 16 meses

A intenção de consumo das famílias em maio registrou o menor patamar em 16 meses, revelou hoje a Confederação Nacional de Comércio (CNC). O levantamento mostra que o índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) caiu 2% em maio ante abril, na quinta queda consecutiva nesta base de comparação, e atingiu 129,9 pontos - o menor nível desde o início da pesquisa, em janeiro de 2010. Pela metodologia utilizada, a pontuação máxima é de 200.

Na comparação com maio do ano passado, o ICF recuou 2,3% em maio deste ano - a primeira queda neste tipo de comparação. Todos os sete componentes do indicador apresentaram quedas neste mês na comparação com abril. Um dos destaques negativos foi a intenção de consumo de bens duráveis, como automóveis e geladeiras, que apresentou queda de 4,5% em maio ante abril e recuo de 6,5% ante maior do ano passado.

Para a confederação, o cenário menos otimista nas intenções de consumo pode ter sido influenciado pelo fato de o consumidor se posicionar menos satisfeito com o patamar atual de sua renda. Além disso, o crédito mais caro tem reduzido a intenção de consumo do brasileiro, em particular de bens duráveis, na avaliação da entidade.

A CNC não descartou a possibilidade de as vendas do comércio varejista apuradas pelo IBGE mostrarem patamar de crescimento menor este ano, por causa do menor interesse de consumo do brasileiro. Até o momento, a projeção da entidade para as vendas do comércio varejista em 2011 é de alta de 7,4%. No ano passado, as vendas do comércio subiram 10,9% - uma alta recorde na série histórica apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2001.
Fonte: O Estado de São Paulo

Fecomercio defende proibição gradativa das sacolas plásticas

A Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio) sugeriu nesta quarta-feira que a proibição no uso de sacolas plásticas seja adotada de forma gradual. A medida foi aprovada ontem pela Câmara Municipal de São Paulo e depende de sanção do prefeito Gilberto Kassab.

Pelo projeto, a medida começa a valer no dia 1 de janeiro de 2012 e fica proibida a venda e distribuição de sacolas plásticas nos comércios da cidade.

A entidade que representa o comércio afirmou que 'o assunto deveria ser debatido de maneira mais ampla, focando principalmente na reciclagem de lixo e coleta seletiva na cidade'.

Para a Fecomercio, o prazo estipulado pelo projeto é curto para conscientização da população e adaptação do comércio.

José Goldemberg, presidente do Conselho de Sustentabilidade da Fecomercio, afirmou que poderia haver um período para a implantação gradativa da lei. 'As sacolas plásticas são úteis para acondicionar o lixo doméstico e é preciso pensar em soluções mais amplas para isso', disse.

Para ele, há risco de as pessoas não acondicionarem de forma devida, o que pode provocar outros tipos de problema, como enchentes. Goldemberg defende ainda mais tempo para que a indústria de sacolas reutilizáveis se adapte à crescente demanda que virá.

'A Fecomercio recomenda aos comerciantes que, aos poucos, ofereçam aos consumidores embalagens alternativas alinhadas com a preservação do meio ambiente', afirmou.
Fonte: Valor Online