segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Varejo, crédito, seguro, consórcio... Até onde vai a Máquina de Vendas


Perto de completar um ano da união entre Ricardo Eletro e Insinuante, grupo cria novas empresas e se prepara para abertura de capital

Em março do ano passado, o mercado foi surpreendido pelo jeito matuto como as empresas Insinuante e Ricardo Eletro se uniram para formar a segunda maior rede varejista de eletroeletrônicos do País. Sem a assessoria de banqueiros, Luiz Carlos Batista, controlador da primeira, e Ricardo Nunes, fundador da segunda, conversaram até de madrugada e dormiram no mesmo quarto de flat no episódio que marcou o início das negociações. "Em um momento o Ricardo perguntou: cadê a toalha? Dali a pouco ele já estava de pijama. Acho que isso ajudou a fechar o negócio porque acabou com a formalidade", diz Batista. Perto do primeiro aniversário da fusão, porém, o clima de improviso ficou para trás. Enquanto Ricardo se encarrega de encerrar a integração de ambas as companhias, Batista ficou com a tarefa de pensar o futuro do grupo, que envolve não só a abertura de capital como a criação de novas empresas. "Agora os filhotes começam a nascer", diz Batista.

A primeira iniciativa dessa estratégia foi anunciada no início do mês, com a criação de uma empresa de serviços financeiros, em parceria com o HBSC. Segundo executivos próximos, o banco aportou R$500 milhões no negócio, mas não terá participação na nova companhia. Inicialmente, a intenção é oferecer cartões de crédito e empréstimos para clientes da varejista. No longo prazo, porém, o negócio (ainda sem nome) deverá ter vida própria e dar empréstimos para pequenos varejistas. Em entrevista ao Estado, Batista revelou seus próximos passos. Agora, a holding da Máquina de Vendas quer ter uma seguradora e uma empresa de consórcios.

Assim como aconteceu no caso da financeira, em que Itaú e Bradesco entraram na disputa com o HSBC, a Máquina de Vendas pretende promover uma espécie de concorrência entre as principais seguradoras do País. A nova empresa que surgir desse processo deverá vender seguros de vida e garantia estendida de eletrodomésticos, entre outros produtos. Para montar o consórcio de carros, motos e eletrodomésticos, a Máquina de Vendas precisa pedir uma autorização ao Banco Central.

A criação de empresas financeiras por parte de varejistas não é exatamente uma novidade. A Magazine Luiza, por exemplo, tem a Luizacred, joint venture com o Itaú que oferece de cartões de crédito a seguros. A Casas Bahia tem uma parceria com o Bradesco desde 2004. A rede Gazin, do Paraná, tem um consórcio de carros e eletrodomésticos. "Os serviços financeiros são cada vez mais importantes na receita das varejistas", diz Marcos Gouvêa, da consultoria GS&MD. "No exterior, as redes já oferecem serviços não financeiros, como a instalação de eletrodomésticos. Muitas delas viraram até operadoras de celular."

Bolsa. No caso da Máquina de Vendas, a expansão para além das geladeiras e fogões tem a ver com a tendência do setor em geral e com sua realidade particular: a preparação para o IPO. Bem ao estilo da empresa, alguns bancos de investimento começaram a competir pela vaga de assessor e, até o fim do ano, a varejista deve estar pronta para a abertura de capital. Ainda não foi decidido como as empresas da holding Máquina de Vendas serão levadas à bolsa: se em conjunto ou em partes. De todo modo, ao separar os negócios, a ideia é deixar claro para os investidores todos as facetas da holding - e assim conseguir uma valorização maior do grupo.

"A discussão, agora, é qual o melhor momento para o IPO. Os resultados do primeiro trimestre de 2011 não são os melhores para apresentar aos investidores porque o movimento no varejo é mais fraco mesmo. Mas, se esperar demais, a empresa pode ver a janela do mercado do mercado de capitais se fechar", disse um banqueiro próximo.

Apesar da expansão em várias frentes, o varejo continua sendo a prioridade da Máquina de Vendas. A intenção é que os novos negócios sirvam para promover as vendas da rede ao aumentar o tráfego de pessoas nas lojas. O modelo de holding também servirá como base para o crescimento via fusões e aquisições. Foi assim com a rede City Lar, do Mato Grosso, incluída no ano passado. Uma nova empresa foi criada, a Máquina de Vendas Norte, que está abaixo da companhia-mãe mas, ao mesmo tempo, mantém o antigo controlador, Erivelto Gasques, como sócio. "Ganhamos com a escala na hora de negociar compras com fornecedores de eletroeletrônicos e também de tecnologia para nossos sistemas", diz Gasques. "Mas toda a região Norte ficou sob minha responsabilidade, tenho toda a autonomia. A empresa não perdeu o dono atrás do balcão." A mesma tática deve ser usada para aumentar a presença no Sudeste (hoje há apenas 11 lojas no estado de São Paulo) e entrar no Sul.

"Corda do caranguejo". O estilo de gestão, que pretende respeitar peculiaridades regionais e manter a competitividade das redes, deu origem a uma relação quase umbilical entre os três sócios. Batista, Nunes e Gasques falam-se por telefone todos os dias - em alguns, várias vezes. Pelo menos uma vez por mês eles se encontram em uma reunião que dura o dia todo e ocorre em Salvador. Mesmo no tempo livre eles estão juntos. Foram assistir a Copa da Mundo na África do Sul e levaram mulheres e filhos para Miami (EUA) em setembro. Chegando lá, ficaram no mesmo hotel e usaram uma van para se deslocar pela cidade. Nunes costuma chamar o grupo de "corda de caranguejo". No carnaval, todos devem ir para Salvador se hospedar da casa de Batista.

Segundo pessoas próximas ao trio, o clima entre os empresários é ameno exatamente por conta da divisão de tarefas. Batista, responsável pelos novos negócios, tem passado a maior parte do tempo em São Paulo, perto dos bancos de investimento. Gasques trata das questões referentes à rede City Lar enquanto Nunes, de Belo Horizonte, comanda o dia a dia do grupo como um todo, especialmente Insinuante e Ricardo Eletro.

Expansivo e carismático, Nunes sempre foi a face pública de sua rede varejista: dando entrevistas, protagonizando propagandas de TV e atendendo diretamente os clientes. Até hoje ele trabalha como vendedor aos sábados e leva dois celulares para atender gerentes que ligam enquanto negociam com consumidores. "No varejo, não dá para ficar no ar condicionado, no segundo andar", diz Nunes. Mas agora que a Máquina de Vendas tornou-se uma holding com ambições expansionistas, Batista, uma figura até agora discreta, começa a se expor. A diferença é que ele precisa vender para outro público: banqueiros, investidores e futuros parceiros. Resta saber se, na nova empreitada, a empresa terá o mesmo sucesso.

Veículo: O Estado de S.Paulo

Shopping centers preveem vendas de R$ 97,4 bilhões


O consumo em alta anima os lojistas de centros de compras e este ano o setor prevê R$ 97,4 bilhões de faturamento, com 25 novos shoppings em operação. Ano passado o mercado contou com crescimento de 17% nas vendas, em relação ao ano anterior - cerca de R$ 87 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).

"Para 2011, a tendência é que a economia e o varejo sigam em uma crescente. Porém, manteremos nossa posição conservadora, com alta estimada em 12% nas vendas, que pode ser ultrapassada até o final do ano", afirmou o presidente da Abrasce, Luiz Fernando Veiga.

A expectativa encontra o bom momento das administradoras de shoppings, como a BR Malls, que para aquisições no País aplicou R$ 1,3 bilhão em 2010, ao adquirir oito empreendimentos. Assim, viu diminuir em 50% seu lucro - R$ 495 milhões. Segundo Carlos Medeiros, presidente da BR Malls, as aquisições refletiram nos resultados, e os ativos adquiridos ainda não geraram retorno.

Neste ano, os aportes serão menores: R$ 250 milhões. Para o futuro, o objetivo é atingir um Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) de R$ 1 bilhão, em 2013.

Concorrente no setor, a também líder Multiplan divulgou que as vendas nos seus 13 shopping centers registraram um crescimento de 22,4% em 2010, em comparação com o ano anterior, e somaram R$ 7,5 bilhões, com concentração no último trimestre. Atualmente, o mercado nacional de shopping centers conta com 408 empreendimentos e 9,5 milhões de metros quadrados em área bruta locável (ABL).

http://www.abrasnet.com.br/clipping.php?area=1&clipping=18866

Lojas Renner está entre as ações mais baratas do setor na AL, diz Santander


São Paulo – As ações da Lojas Renner (LREN3) são as mais baratas do setor na América Latina, analisa o Santander em relatório. Desde o pico de preço da ação atingido em 29 de outubro de 2010, de 67,20 reais, os papéis já recuaram 26%, lembram os analistas Joaquin Ley e Tobias Stingelin, que assinam o documento.

O Santander, contudo, reduziu o preço-alvo para as ações da empresa de 77 reais para 69 reais para refletir o aumento de custos com o plano de expansão, depreciação e amortização, além uma menor posição de caixa devido ao plano de investimentos.

http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/lojas-renner-esta-entre-as-acoes-mais-baratas-do-setor-na-america-latina-diz-santander-2

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Coca-Cola quer vender café quente e gelado no Brasil


SÃO PAULO - O mexicano José Octavio Reyes, 58 anos, presidente da divisão da Coca-Cola para a América Latina, esteve na semana passada em São Paulo em uma visita de rotina, mas cheia de boas notícias. Afinal, a Coca-Cola do Brasil cresceu 11% em 2010, mais que o dobro do crescimento no mundo. Diante da ascensão da classe C, a estratégia — do próprio Reyes — de ampliar o uso de embalagens retornáveis no país se mostrou perfeita para reduzir o preço, tanto que os produtos da marca Coca cresceram mais do que as vendas totais. Exatos 12,5%, aproximando o Brasil da China, hoje o terceiro maior mercado da Coca. E o executivo revela: “Venderemos cafés prontos para beber no Brasil, quente e gelado”.

fonte: http://extra.globo.com/noticias/economia/coca-cola-quer-vender-cafe-quente-gelado-no-brasil-1161681.html

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Burger King - Embalagens Pop Art


O Burger King foi buscar na Pop Art dos anos 50 a inspiração para o design de suas novas embalagens.

Com cores e traços que lembram Andy Warhol e Roy Lichtenstein, expoentes máximos do movimento artístico que estreitou fronteiras entre publicidade e arte, o novo visual também tem um motivo especial: foi na década de 50 que o primeiro restaurante Burger King nasceu, em Jacksonville, na Florida.

A previsão é de que a novidade chegue aos restaurantes europeus até o final deste ano. Por enquanto, não há informações sobre a adoção das embalagens no Brasil.

A rede Burger King tem operações em 74 países.

Coca-Cola ganha design futurista


A Coca-Cola ganhou formas futuristas pelas mãos do designer francês Jerome Olivet.

Carinhosamente chamada de "Mystic", a embalagem especial do refrigerante americano traz "linhas sexies" e mantém a famosa silhueta arredondada da garrafa, porém com traços mais esculpidos.

A variante para a garrafa de Coca-Cola, segundo o designer, não foi uma tentativa de criar uma embalagem eco-friendly, mas apenas um exercício para expressar a felicidade em três dimensões. Tudo dentro do conceito Coca-Cola: "Abra a Felicidade".

Grife de brigadeiros cria `remédio´ para TPM


O ateliê de brigadeiro gourmet Maria Brigadeiro, de São Paulo, criou um bom remédio para apaziguar o mau humor causado pela TPM: brigadeiro, claro. A novidade é que os doces vêm em caixinhas especiais, inspiradas nas tradicionais embalagens de medicamentos.

O novo design surgiu da brincadeira de Juliana Motter, proprietária do ateliê, em mandar sempre brigadeiro para as amigas na TPM.

A caixa do "remédio" custa R$ 30,00 e vem com oito bombons sortidos.