Os comerciantes aguardam ansiosos o último bimestre do ano. Eles esperam longas e polpudas listas de presentes para o Natal. O motivo é simples: o consumidor terá à disposição, em razão do 13º salário, cerca de R$ 70 bilhões para bancar a festa. Outros R$ 32 bilhões, de acordo com especialistas, já foram pagos aos trabalhadores com antecipações do benefício em função de férias e acordos coletivos. No total, em 2010 a cifra chegará a R$ 102 bilhões, um recorde. Será 20% maior que o registrado no ano passado, quando os salários extras somaram R$ 85 bilhões, calcula o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Tamanho crescimento no bolo do 13º justifica-se pelo menor nível de desemprego desde 2002, de 6,2% em setembro (leia mais nesta página), e ainda pela forte expansão na renda dos trabalhadores — dois argumentos que começam a materializar o melhor Natal que o varejo brasileiro já experimentou. Para José Silvestre Prado de Oliveira, coordenador de relações sindicais do Dieese, o cálculo bilionário do 13º, embora encha os olhos, ainda é conservador. “Existem dados que não conseguimos mensurar, como os ganhos extras de fim de ano dos informais ou de trabalhadores pessoas jurídicas”, diz. Ainda assim, Oliveira destaca que o avanço foi grande. “Cresceu o número de pessoas empregadas e tivemos também um ganho qualitativo, que é a expansão da renda.”
Gastança
Projeções da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que 35% do 13º bilionário serão usados pelos brasileiros para quitar dívidas em atraso e para pagar contas. Outros 50% serão empregados efetivamente nos presentes. Os 15% restantes ficarão para a poupança. “Tanto no primeiro caso quanto no segundo, o comércio vai ver esse dinheiro de forma direta. Sem dúvida, vai ser um Natal com o maior crescimento de que se tem notícia”, avalia Roque Pellizzaro, presidente da entidade.
O bioquímico Jonas Santos, 29 anos, trabalha com carteira assinada em um laboratório desde fevereiro de 2010 e não pretende gastar o 13º salário com as despesas fixas. Santos vai quitar as prestações do carro e fazer uma viagem. Ele também vai receber um bônus que a empresa concede aos empregados. “Com esse dinheiro, o próximo passo é adquirir um imóvel”, diz. Quem também já sabe o que vai fazer com o 13º é a vendedora Pamella Silva Rodrigues, 23 anos. Empregada em uma loja de cosméticos com a carteira assinada desde novembro do ano passado, ela pretende pagar as últimas prestações de um computador. “Também vou comprar umas roupas, ajudar a minha mãe e, quem sabe, dar entrada em um carro”, planeja.
Com o dólar baixo, as previsões apontam para um Natal de importados. “Mantendo-se o atual cenário cambial, vai haver uma oferta muito grande e produtos mais acessíveis”, prevê Pellizzaro. “Somados à ascensão de classes mais baixas, que nunca experimentaram esse perfil de produtos, os importados ganharão muita força.” A expectativa de representantes do varejo, com base nessa demanda acelerada dos consumidores, é de que o segmento venda de 10% a 11% a mais neste ano.
Brasília
Na capital do país, o volume injetado na economia com o 13º salário cresceu acima da média nacional, registrou um avanço de 24% frente a 2009 e chegou ao montante de R$ 4,15 bilhões. Cerca de 1,4 milhão de trabalhadores serão beneficiados na cidade. Brasília, apesar de não ter uma participação grande no bolo do rendimento extra (4% do total), vai pagar o maior valor médio ao trabalhador: R$ 2.850. De todos os beneficiados no DF, 21,7% serão aposentados e pensionistas. Os empregados domésticos com carteira assinada representam 2,5% dos que têm direito ao extra. Do bolo, 75,8% estão divididos entre os setores público e privado.
Unanimidade entre especialistas, o avanço na massa total do 13º salário deve-se, na visão deles, à formalização do mercado de trabalho, principalmente. Mais empregos com carteira assinada estão garantindo um ganho maior ao brasileiro. Em 2010, foram criados 2,2 milhões de empregos até setembro, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A meta do Ministério do Trabalho é elevar esse número para 2,5 milhões.
Objeto de desejo
Os brasileiros estão com fome de gastar. O percentual de consumidores que pretendem ir às compras até dezembro chegou a 76,2%, diz a pesquisa trimestral Intenção de Compra no Varejo, da Fundação Instituto de Administração (FIA). Houve houve um aumento de 0,6 ponto percentual em relação aos 75,6% do trimestre anterior. A categoria de produtos mais cobiçada pelos consumidores é a de cine e foto (14,2%), seguida pelos eletroeletrônicos (13,2%), informática (12,4%), telefonia (10,4%), móveis (9,6%) e eletrodomésticos da linha branca (9,4%).
Demanda salvadora
O forte crescimento da economia brasileira este ano vem sendo impulsionada pela demanda interna. Por isso, a fraqueza da atividade econômica nos países desenvolvidos, que ainda lutam para superar a crise mundial de 2008, não tem sido capaz de frear o ritmo de aumento da produção nacional. Na avaliação do boletim Economia Brasileira em Perspectiva, do Ministério da Fazenda, o volume de compras no Brasil deve crescer até o fim do ano 10,3%, mais de um ponto acima do anterioramente previsto anteriormente (9,1%). O desempenho é impressionante, especialmente em comparação com 2009, quando a demanda interna encolheu 0,2%. O comportamento pode ser atribuído ao aumento de 25 milhões de pessoas à classe média desde 2002.
Recorde de vagas
Gustavo Henrique Braga
O índice de desocupação no Brasil alcançou 6,2%, o menor nível desde setembro de 2002, início da série apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pela primeira vez, o país registrou um contingente de desempregados inferior a 1,5 milhão de pessoas. É o segundo recorde sucessivo, ante a taxa de 6,7% apurada em agosto.
A queda foi de 1,5 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) revelam ainda que o rendimento médio do trabalhador também atingiu seu valor máximo: R$ 1.499, representando um crescimento de 6,2% contra setembro de 2009.
Mas embora a perspectiva seja de novos recordes até o fim do ano, época de maior contratação no comércio, o sinal de alerta para uma desaceleração em 2011 já foi dado pela indústria. O setor tirou o pé do acelerador, com 22 mil ocupados a menos em comparação a agosto, exibindo uma variação negativa de 0,6% na comparação mensal. Foi o segundo mês seguido que o desempenho da indústria foi pífio, um movimento também constatado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.
Barganha
Na interpretação do economista Fábio Romão, da consultoria LCA, os resultados reforçam a tese de que o setor já recompôs o contingente demitido na época da crise. O ritmo tímido das exportações e a invasão dos importados, consequências diretas do real valorizado, impactaram negativamente a geração de empregos industriais. Em contrapartida, os produtos que vêm do exterior ajudaram a amenizar um temido efeito colateral do aumento da massa salarial e da renda: a inflação.
O professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Alberto Ramos alerta que a baixa quantidade de desempregados levará as empresas a terem dificuldade para encontrar mão de obra, de forma a aumentar o poder de barganha dos trabalhadores e os custos da produção. “Em algum momento, essa despesa chegará aos preços finais”, argumenta.
“O aquecimento que se vê no comércio e serviços, hoje, é um reflexo do crescimento industrial expressivo observado no início do ano. Da mesma forma, a desaceleração da indústria observada agora resultará em desempenhos mais tímidos do comércio e serviços em 2011”, avalia Romão. A seu ver, o índice de desemprego chegará a 5,7% em dezembro e a uma média de 6,8% em 2010.
Cimar Azeredo, gerente da pesquisa realizada pelo IBGE, destaca a qualidade dos postos gerados. “Enquanto, em 12 meses, o número de pessoas ocupadas cresceu 8,6%, a média geral foi de um crescimento de 3,5%”, pondera.
Fonte: Correio Braziliense Online
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
País deve alcançar um celular por habitante em outubro
Até o fim de setembro, o País tinha 191,5 milhões de telefones móveis, o que significava 98,98 acessos por cem habitantes. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deve confirmar ainda hoje o número de 1 celular por brasileiro.
Só no mês passado foram habilitados dois milhões de aparelhos, número maior do que o de setembro de 2009, quando 1,6 milhão foram ligados. Nos últimos 12 meses, 25,4 milhões de celulares começaram a funcionar no Brasil.
Segundo especialistas em telefonia, o número de celulares vem aumentando no Brasil – e no mundo – por causa da melhoria das redes e a possibilidade do uso da banda larga, com acesso à internet, envio de e-mails, entre outros serviços.
Fonte: O Globo
Só no mês passado foram habilitados dois milhões de aparelhos, número maior do que o de setembro de 2009, quando 1,6 milhão foram ligados. Nos últimos 12 meses, 25,4 milhões de celulares começaram a funcionar no Brasil.
Segundo especialistas em telefonia, o número de celulares vem aumentando no Brasil – e no mundo – por causa da melhoria das redes e a possibilidade do uso da banda larga, com acesso à internet, envio de e-mails, entre outros serviços.
Fonte: O Globo
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Brasil é o 2º colocado no ranking mundial de furtos
Entre julho de 2009 e junho deste ano, os varejistas brasileiros tiveram prejuízo de R$ 3,9 bilhões com furtos e perdas decorrentes de erros administrativos. O valor representa 1,64% das vendas totais do período e, proporcionalmente, só é inferior ao da Índia (2,72%), revela o estudo Barômetro Global de Furtos no Varejo, feito por uma organização britânica especializada em vendas no varejo. Marrocos está empatado em segundo lugar com o Brasil.
Do total dos prejuízos registrados por lojistas brasileiros, 32,8% foram atribuídos a furtos por clientes, 43,4% a furtos realizados por funcionários e 7,6% a fraudes envolvendo fornecedores e vendedores. Outros 16,2% foram creditados a outros tipos de erros. O Brasil foi o único entre os 40 países pesquisados a ter registrado aumento nos prejuízos, ainda que o crescimento tenha sido de apenas 0,02 ponto percentual em relação a 2009.
Joshua Bamfield, diretor do Centro de Pesquisas do Varejo (órgão que conduziu o estudo), diz que não se pode creditar a piora do índice brasileiro somente à criminalidade. "Os lojistas têm trabalhado duro em identificar perdas, então parte desse aumento pode ser atribuído a uma maior precisão nos dados", diz. Participaram do levantamento no Brasil 37 redes varejistas de diversos setores, com 29.132 lojas espalhadas pelo País.
Ranking geral
Além do Brasil, participaram do estudo outros dois países latino-americanos: o México, 5º colocado da lista, com perdas causadas por furtos equivalentes a 1,61% das vendas, e a Argentina, em 11º lugar, com 1,48%.
No ranking geral, Índia, Brasil e Marrocos são seguidos por África do Sul, Rússia, México, Tailândia, Malásia e Turquia. No outro extremo da tabela, figuram entre os países com menores perdas causadas por furtos Taiwan (0,87%), Hong Kong (0,91%) e Áustria (0,97%).
Os Estados Unidos (10º lugar com perdas de 1,5%), o Canadá (12º com 1,42%) e a Austrália (15º com 1,32%) foram os países desenvolvidos que tiveram pior desempenho.
Melhora em relação a 2009
O estudo calcula em R$ 182 bilhões o total de perdas causadas por furtos em 2010 no mundo todo, o equivalente a 1,36% do valor das vendas. O índice é 5,6% menor do que o registrado em 2009, resultado creditado à melhor situação da economia mundial e ao aumento de 9,3% nos investimentos em segurança, que custaram R$ 45,4 bilhões aos cofres das lojas em 2010.
As maiores reduções em furtos ocorreram na Índia (15,1%) e nos países da América do Norte (6,9%, em média). Os setores que mais registraram ocorrências foram os de peças de carros e materiais de construção (1,81%); roupas e acessórios (1,72%); e cosméticos (1,7%).
Já os menos afetados foram os de bebidas alcoólicas (0,72%); calçados e artigos esportivos (0,76%); eletrônicos e computadores (0,87%). Em média, cada furto por cliente gerou prejuízo de R$ 330; já os furtos de funcionários custaram R$ 3,29 mil cada. Entre os itens mais furtados destacaram-se lâminas e cremes de barbear, smartphones, perfumes, bebidas, carne fresca, escovas de dente elétricas, café, DVDs, jogos eletrônicos, bolsas, tênis, óculos escuros e relógios.
Fonte: O Globo
Do total dos prejuízos registrados por lojistas brasileiros, 32,8% foram atribuídos a furtos por clientes, 43,4% a furtos realizados por funcionários e 7,6% a fraudes envolvendo fornecedores e vendedores. Outros 16,2% foram creditados a outros tipos de erros. O Brasil foi o único entre os 40 países pesquisados a ter registrado aumento nos prejuízos, ainda que o crescimento tenha sido de apenas 0,02 ponto percentual em relação a 2009.
Joshua Bamfield, diretor do Centro de Pesquisas do Varejo (órgão que conduziu o estudo), diz que não se pode creditar a piora do índice brasileiro somente à criminalidade. "Os lojistas têm trabalhado duro em identificar perdas, então parte desse aumento pode ser atribuído a uma maior precisão nos dados", diz. Participaram do levantamento no Brasil 37 redes varejistas de diversos setores, com 29.132 lojas espalhadas pelo País.
Ranking geral
Além do Brasil, participaram do estudo outros dois países latino-americanos: o México, 5º colocado da lista, com perdas causadas por furtos equivalentes a 1,61% das vendas, e a Argentina, em 11º lugar, com 1,48%.
No ranking geral, Índia, Brasil e Marrocos são seguidos por África do Sul, Rússia, México, Tailândia, Malásia e Turquia. No outro extremo da tabela, figuram entre os países com menores perdas causadas por furtos Taiwan (0,87%), Hong Kong (0,91%) e Áustria (0,97%).
Os Estados Unidos (10º lugar com perdas de 1,5%), o Canadá (12º com 1,42%) e a Austrália (15º com 1,32%) foram os países desenvolvidos que tiveram pior desempenho.
Melhora em relação a 2009
O estudo calcula em R$ 182 bilhões o total de perdas causadas por furtos em 2010 no mundo todo, o equivalente a 1,36% do valor das vendas. O índice é 5,6% menor do que o registrado em 2009, resultado creditado à melhor situação da economia mundial e ao aumento de 9,3% nos investimentos em segurança, que custaram R$ 45,4 bilhões aos cofres das lojas em 2010.
As maiores reduções em furtos ocorreram na Índia (15,1%) e nos países da América do Norte (6,9%, em média). Os setores que mais registraram ocorrências foram os de peças de carros e materiais de construção (1,81%); roupas e acessórios (1,72%); e cosméticos (1,7%).
Já os menos afetados foram os de bebidas alcoólicas (0,72%); calçados e artigos esportivos (0,76%); eletrônicos e computadores (0,87%). Em média, cada furto por cliente gerou prejuízo de R$ 330; já os furtos de funcionários custaram R$ 3,29 mil cada. Entre os itens mais furtados destacaram-se lâminas e cremes de barbear, smartphones, perfumes, bebidas, carne fresca, escovas de dente elétricas, café, DVDs, jogos eletrônicos, bolsas, tênis, óculos escuros e relógios.
Fonte: O Globo
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Refrigerantes peruanos vão disputar público brasileiro de baixa renda
A partir do ano que vem, os irmãos peruanos Añaños vão começar a produzir e a distribuir seus refrigerantes no Brasil. Com as marcas Kola Real, Big Cola e outras, a família pretende disputar a população de baixa renda. Duas fábricas, a Ajegroup e a San Miguel, serão instaladas nos Estados do Rio de Janeiro e da Bahia.
O preço das bebidas é equivalente à metade do valor de uma tubaína nos 12 países em que os fabricantes já estão presentes. No ano passado, a Ajegroup faturou US$ 1,3 bilhão, apesar da crise financeira mundial. O resultado deu força a uma meta antiga da empresa de entrar no mercado brasileiro de bebidas.
Mas parece que a vinda das duas empresas para o Brasil ao mesmo tempo foi apenas uma coincidência. Aqui, elas serão concorrentes. A San Miguel veio primeiro e iniciou em março deste ano a construção de uma fábrica em Alagoinhas, a 70 quilômetros de Salvador. Jorge Añaños, proprietário, anunciou investimentos de R$ 28 milhões na planta, que será inaugurada em março do ano que vem, com 500 funcionários. "Ainda estamos estudando o mercado para identificar que marcas, além da Kola Real, terão mais aceitação do público brasileiro", disse Raul Vargas, executivo da San Miguel, que está no Brasil para comandar o início das operações.
No Rio de Janeiro, a Ajegroup vai começar a produção numa fábrica com 200 funcionários, que deve ser inaugurada no primeiro semestre do ano que vem. A empresa trará para o País sua principal marca, a Big Cola. Aqui, ela será comercializada, inicialmente, em garrafas de 600 ml, mas o preço ainda não foi definido. Em outros mercados, uma garrafa de três litros da bebida é vendida, em média, por US$ 1.
Briga entre irmãos
A primeira empresa da família Añaños foi fundada na década de 1980, numa cidade peruana miserável, berço do grupo terrorista Sendero Luminoso. Com os saques promovidos aos caminhões de grandes empresas, a região passou a sofrer com o desabastecimento de mercadorias, incluindo refrigerantes.
Pepsi e Coca-Cola pararam de chegar aos mercadinhos e restaurantes. Na época, o patriarca da família, Eduardo Añaños, trabalhava na agricultura, mas decidiu aproveitar a escassez de bebidas para mudar de ramo. Colocou os dois filhos engenheiros para pesquisar a fórmula de um novo xarope de refrigerante. No quintal de casa, eles criaram a Kola Real, primeiro e mais famoso produto da empresa.
Foi o filho mais velho, Jorge Añaños, quem desenvolveu a bebida. Ele sempre esteve à frente dos negócios com os quatro irmãos. Mas, há três anos, uma briga entre eles tirou o primogênito da companhia. A discrição da família fez com o que o desentendimento só se tornasse público no ano passado.
Jorge criou uma nova indústria de bebidas, a San Miguel, e, num acordo com os irmãos, ficou com o direito de comercializar a marca Kola Real no mercado chileno. Lá, as duas empresas dividiram a atuação no território. A Ajegroup atua mais na capital e a San Miguel, no interior.
O acordo estava dando certo e os negócios, até aqui, eram complementares. Os irmãos seguiam com a política de internacionalização e Jorge com a meta de ganhar mercado no interior do Chile. Essa "harmonia", no entanto, parece estar com os dias contados, porque, sem combinar, as duas companhias estão desembarcando no Brasil.
Fonte: O Estado de S. Paulo
O preço das bebidas é equivalente à metade do valor de uma tubaína nos 12 países em que os fabricantes já estão presentes. No ano passado, a Ajegroup faturou US$ 1,3 bilhão, apesar da crise financeira mundial. O resultado deu força a uma meta antiga da empresa de entrar no mercado brasileiro de bebidas.
Mas parece que a vinda das duas empresas para o Brasil ao mesmo tempo foi apenas uma coincidência. Aqui, elas serão concorrentes. A San Miguel veio primeiro e iniciou em março deste ano a construção de uma fábrica em Alagoinhas, a 70 quilômetros de Salvador. Jorge Añaños, proprietário, anunciou investimentos de R$ 28 milhões na planta, que será inaugurada em março do ano que vem, com 500 funcionários. "Ainda estamos estudando o mercado para identificar que marcas, além da Kola Real, terão mais aceitação do público brasileiro", disse Raul Vargas, executivo da San Miguel, que está no Brasil para comandar o início das operações.
No Rio de Janeiro, a Ajegroup vai começar a produção numa fábrica com 200 funcionários, que deve ser inaugurada no primeiro semestre do ano que vem. A empresa trará para o País sua principal marca, a Big Cola. Aqui, ela será comercializada, inicialmente, em garrafas de 600 ml, mas o preço ainda não foi definido. Em outros mercados, uma garrafa de três litros da bebida é vendida, em média, por US$ 1.
Briga entre irmãos
A primeira empresa da família Añaños foi fundada na década de 1980, numa cidade peruana miserável, berço do grupo terrorista Sendero Luminoso. Com os saques promovidos aos caminhões de grandes empresas, a região passou a sofrer com o desabastecimento de mercadorias, incluindo refrigerantes.
Pepsi e Coca-Cola pararam de chegar aos mercadinhos e restaurantes. Na época, o patriarca da família, Eduardo Añaños, trabalhava na agricultura, mas decidiu aproveitar a escassez de bebidas para mudar de ramo. Colocou os dois filhos engenheiros para pesquisar a fórmula de um novo xarope de refrigerante. No quintal de casa, eles criaram a Kola Real, primeiro e mais famoso produto da empresa.
Foi o filho mais velho, Jorge Añaños, quem desenvolveu a bebida. Ele sempre esteve à frente dos negócios com os quatro irmãos. Mas, há três anos, uma briga entre eles tirou o primogênito da companhia. A discrição da família fez com o que o desentendimento só se tornasse público no ano passado.
Jorge criou uma nova indústria de bebidas, a San Miguel, e, num acordo com os irmãos, ficou com o direito de comercializar a marca Kola Real no mercado chileno. Lá, as duas empresas dividiram a atuação no território. A Ajegroup atua mais na capital e a San Miguel, no interior.
O acordo estava dando certo e os negócios, até aqui, eram complementares. Os irmãos seguiam com a política de internacionalização e Jorge com a meta de ganhar mercado no interior do Chile. Essa "harmonia", no entanto, parece estar com os dias contados, porque, sem combinar, as duas companhias estão desembarcando no Brasil.
Fonte: O Estado de S. Paulo
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
2ª edição do Brasilshop
A 2ª edição do Brasilshop reunirá as novidades mundiais, palestrantes renomados, bem como contará com a exposição das principais lojas, shoppings e fornecedores do segmento varejista.
Uma excelente oportunidade para os profissionais da área, pois estima-se que o público chegará a 5 mil visitantes ao longo dos três dias de evento.
Local: Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada
Endereço: SHTN, Trecho 1, Conj. 1B, Bloco C - Brasília - DF.
Data/Horário: 10/11/2010 a 12/11/2010 das 10:30 às 20:00
Tel: (11)3284-8493
Site: http://www.alshop.com.br
E-mail: comercial@alshop.com.br
Uma excelente oportunidade para os profissionais da área, pois estima-se que o público chegará a 5 mil visitantes ao longo dos três dias de evento.
Local: Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada
Endereço: SHTN, Trecho 1, Conj. 1B, Bloco C - Brasília - DF.
Data/Horário: 10/11/2010 a 12/11/2010 das 10:30 às 20:00
Tel: (11)3284-8493
Site: http://www.alshop.com.br
E-mail: comercial@alshop.com.br
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CASAS BAHIA RECEBE CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL
A Casas Bahia, que integra o maior grupo varejista do País, é a primeira rede brasileira a receber o Attestation of Compliance do PCI Council (PaymentCard Industry). O padrão foi criado pelo PCI Security Council, conselho fundado pelas maiores bandeiras internacionais de cartões de pagamentos, para aumentar a segurança das transações eletrônicas e proteger os dados dos portadores de cartões.
Para obter a certificação, as empresas precisam atender a uma série de exigências e fazer diversas adaptações em seus sistemas internos para assegurar que os dados transacionados em suas redes não sejam violados.
Segundo a rede, o processo contou com o apoio da Redecard, que há um ano e meio tornou-se a primeira credenciadora do País e da América do Sul a obter esse reconhecimento. Foram seis meses de trabalho e a Casas Bahia conseguiu atender todas as exigências e o prazo estipulado pelas bandeiras mundiais para a certificação.
Para obter a certificação, as empresas precisam atender a uma série de exigências e fazer diversas adaptações em seus sistemas internos para assegurar que os dados transacionados em suas redes não sejam violados.
Segundo a rede, o processo contou com o apoio da Redecard, que há um ano e meio tornou-se a primeira credenciadora do País e da América do Sul a obter esse reconhecimento. Foram seis meses de trabalho e a Casas Bahia conseguiu atender todas as exigências e o prazo estipulado pelas bandeiras mundiais para a certificação.
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Desemprego cai para o menor nível em mais de oito anos
A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 6,2% em setembro, ante 6,7% em agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a menor taxa mensal da série histórica da pesquisa mensal de emprego, iniciada em março de 2002, de acordo com o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo. O resultado veio abaixo do piso do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de 6,40% a 6,80%, com mediana de 6,50%.
O número de ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do País somou 22,28 milhões de pessoas em setembro, com aumento de 0,7% ante agosto e alta de 3,5% na comparação com setembro de 2009. Já o número de desocupados somou 1,48 milhão em setembro, com queda de 7,5% ante agosto e recuo de 17,7% ante setembro de 2009.
Segundo Azeredo, o levantamento registrou outro recorde em setembro, mês no qual, pela primeira vez na série histórica, o número de desocupados nas seis regiões ficou abaixo de 1,5 milhão de pessoas, somando 1,48 milhão.
O gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE atribui ao "cenário econômico favorável" o ótimo desempenho do mercado de trabalho metropolitano em setembro. Segundo ele, "a desocupação caiu em função da geração de postos de trabalho, não porque as pessoas desistiram de procurar emprego". Azeredo destacou que houve um conjunto de dados positivos, com queda na desocupação e aumento da ocupação, da formalidade e do rendimento.
Entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, cinco registraram, em setembro, a menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em março de 2002. A exceção é Recife, cujo recorde foi registrado em março de 2010.
O número de trabalhadores com carteira assinada aumentou 1,0% em setembro ante agosto e subiu 8,6% ante setembro de 2009. Entre setembro do ano passado e igual mês deste ano foram geradas 816 mil vagas formais, enquanto o número total de ocupados, no mesmo período, cresceu em 762 mil pessoas. "Houve mais geração de vagas com carteira do que postos de trabalho, o que significa que houve formalização de pessoas que trabalhavam sem carteira", disse
Rendimento
O rendimento médio real dos trabalhadores registrou variação positiva de 1,3% em setembro ante agosto e alta de 6,2% na comparação com setembro do ano passado.
A massa de rendimento médio real habitual dos trabalhadores chegou a R$ 33,8 bilhões em setembro, com alta de 2,1% ante agosto e aumento de 10,1% ante setembro de 2009.
Já a massa de rendimento médio real efetivo somou R$ 33,5 bilhões em agosto, com alta de 2,6% ante julho e aumento de 10,5% ante agosto do ano passado. A renda real efetiva sempre se refere ao mês anterior ao da taxa de desemprego.
Fonte: O Estado de São Paulo
O número de ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do País somou 22,28 milhões de pessoas em setembro, com aumento de 0,7% ante agosto e alta de 3,5% na comparação com setembro de 2009. Já o número de desocupados somou 1,48 milhão em setembro, com queda de 7,5% ante agosto e recuo de 17,7% ante setembro de 2009.
Segundo Azeredo, o levantamento registrou outro recorde em setembro, mês no qual, pela primeira vez na série histórica, o número de desocupados nas seis regiões ficou abaixo de 1,5 milhão de pessoas, somando 1,48 milhão.
O gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE atribui ao "cenário econômico favorável" o ótimo desempenho do mercado de trabalho metropolitano em setembro. Segundo ele, "a desocupação caiu em função da geração de postos de trabalho, não porque as pessoas desistiram de procurar emprego". Azeredo destacou que houve um conjunto de dados positivos, com queda na desocupação e aumento da ocupação, da formalidade e do rendimento.
Entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, cinco registraram, em setembro, a menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em março de 2002. A exceção é Recife, cujo recorde foi registrado em março de 2010.
O número de trabalhadores com carteira assinada aumentou 1,0% em setembro ante agosto e subiu 8,6% ante setembro de 2009. Entre setembro do ano passado e igual mês deste ano foram geradas 816 mil vagas formais, enquanto o número total de ocupados, no mesmo período, cresceu em 762 mil pessoas. "Houve mais geração de vagas com carteira do que postos de trabalho, o que significa que houve formalização de pessoas que trabalhavam sem carteira", disse
Rendimento
O rendimento médio real dos trabalhadores registrou variação positiva de 1,3% em setembro ante agosto e alta de 6,2% na comparação com setembro do ano passado.
A massa de rendimento médio real habitual dos trabalhadores chegou a R$ 33,8 bilhões em setembro, com alta de 2,1% ante agosto e aumento de 10,1% ante setembro de 2009.
Já a massa de rendimento médio real efetivo somou R$ 33,5 bilhões em agosto, com alta de 2,6% ante julho e aumento de 10,5% ante agosto do ano passado. A renda real efetiva sempre se refere ao mês anterior ao da taxa de desemprego.
Fonte: O Estado de São Paulo
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